27 de abr. de 2012

PROFESSORES DESOBEDECEM À JUSTIÇA E MANTÊM OCUPAÇÃO EM PRÉDIO DO GDF


Juiz determinou reintegração de posse na noite desta quinta-feira (26). Governo retirou propostas de negociação e disse que retirada será pacífica

Fonte: G1

Mesmo com a decisão da Justiça de reintegração de posse, professores do Distrito Federal mantiveram durante a madrugada desta sexta-feira (27) a ocupação da Secretaria de Administração, no anexo do Palácio do Buriti, em Brasília. Os grevistas estão no sexto andar do prédio desde a manhã desta quinta-feira (26).
Do lado de fora, professores permaneceram em vigília durante a noite, apoiando os colegas que ocupam a secretaria. Segundo o Sindicato dos Professores (Sinpro-DF), cerca de 80 grevistas ocupam o sexto andar do Palácio do Buriti. Para se alimentar, contaram com ajuda dos colegas, que subiram as refeições por um barbante.
A permanência dos docentes desobedece à determinação do juiz Arnaldo Correia Silva, da 4ª Vara de Fazenda Pública do Distrito Federal, que determinou na noite de quinta-feira que os manifestantes deixassem o local no prazo máximo de duas horas, contadas a partir da intimação.
Representantes do governo tentaram negociar a retirada dos manifestantes. Os policiais da tropa de choque da PM permaneceram a postos, mas os professores dizem que só deixam o prédio após o GDF apresentar nova proposta de negociação.
Diante do impasse, o governo retirou todas as propostas apresentadas desde o início da greve, há 47 dias. O GDF diz que a retirada dos professores será pacífica. “O governo em nenhum momento buscou confronto. A ordem é não haver confronto até que eles saiam”, afirmou o porta-voz, Ugo Braga.
Reivindicações
A categoria pede aumento salarial para 2013 e 2014. O Sinpro alega que o reajuste concedido em 2011, de 13,83%, equivale ao crescimento do repasse do Fundo Constitucional do DF.

Os professores também reivindicam a implantação do plano de saúde para os servidores e a convocação dos docentes aprovados em concurso, além da reestruturação do plano de carreira com isonomia salarial em relação aos demais cargos distritais de ensino superior.
O GDF alega não ter como reajustar salários sem ultrapassar os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal. O governo diz ainda ter reajustado o auxílio-alimentação em 55%, elevando o valor para R$ 307.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Cidade de Marília: notícias, cultura, educação, entretenimento e política