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professores queimaram pneus no cruzamento da avenida Maranhão com a rua Coelho Rodrigues, provocando grande congestionamento em vias movimentadas da cidade.( PI)


PROFESSORES QUEIMAM PNEUS EM AVENIDA

Professores da rede municipal de ensino estão em greve há 72 dias

Fonte: Diário do Povo (PI)

Todos Pela Educação
Os professores da rede municipal de ensino, em greve há 72 dias, deram início ontem a um acampamento em frente à Prefeitura Municipal de Teresina. Os professores queimaram pneus no cruzamento da avenida Maranhão com a rua Coelho Rodrigues, provocando grande congestionamento em vias movimentadas da cidade.

O corpo de Bombeiros e a Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito - Strans foram chamados para conter o fogo e controlar o trânsito. A prefeitura fechou as portas para evitar a entrada de manifestantes no prédio. Eles colocaram cartazes nas escadarias de entrada com os dizeres: "Aqui não é circo, professor não é palhaço".
Segundo o diretor Intersindical do Sindicato dos Servidores Municipais - Sindserm, Francisco José da Silva, o Zezinho, o principal motivo do protesto foi a negativa do prefeito Elmano Férrer em receber os grevistas na última quarta-feira, em uma audiência que seria intermediada pela tenente coronel Júlia.
"Ele prometeu uma nova negociação para segunda-feira, 23. Estamos com 70% das Escolas municipais e creches paradas e até agora não recebemos nenhuma proposta da PMT. 
A última proposta apresentada pela prefeitura, de reajuste de 6,22%, foi aprovada na Câmara de Vereadores. O percentual está distante dos 22% defendidos pela categoria para a implantação do piso nacional. A assessoria do Sindiserm (Sindicato dos Servidores Municipais) conseguiu uma liminar obrigando a prefeitura a cumprir com a determinação que estabelece que 1/3 da carga horária do professor deve ser destinada a outras atividades, a exemplo de planejamento de aulas e realização de cursos. 
De acordo com o sindicato, a prefeitura tem até 30 dias para cumprir com a decisão, sob pena de multa diária de R$ 500. De acordo com a Semec (Secretaria Municipal de Educação e Cultura), somente seis Escolas estavam sem funcionar completamente por conta da greve.
ESTADO - Os professores da rede estadual também continuam em greve. A votação do projeto enviado à Assem-bleia Legislativa pelo Governo do Estado foi adiado e só deve ser analisado pela Comissão de Constituição e Justiça na próxima semana. O projeto passará por três comissões e depois segue para votação no plenário da Casa. De acordo com a proposta, o governo pagaria o piso salarial aos professores das classes A e C, com reajuste de 22%. Para as demais classes, o reajuste ficaria em torno de 6%. Os professores estão realizando vigílias diárias na Assembleia, na tentativa de evitar a aprovação do projeto. Os professores do Estado estão há 46 dias em greve e cobram a implantação do piso salarial nacional de R$ 1.450. Até agora, não houve avanço nas negociações e os alunos reclamam que o período letivo seja prejudicado.
A secretaria estadual de Educação prevê que os alunos tenham aulas nas férias de julho e dezembro e mesmo assim o período só termina em janeiro de 2013.
Neste ritmo, alunos que estão se preparando o Exame Nacional de Ensino Médio - Enem não vão conseguir acompanhar as provas.