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Na urna eletrônica quem vota não é você, é a máquina que vota por você!...


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resumo da notícia:

Na urna eletrônica quem vota não é você, é a máquina que vota por você!..qual é a sua garantia!
porque não pode imprimir o comprovante de votação?


Nem os americanos querem. As tais urnas eletrônicas
Laerte Braga
Rebelión
O Estado da Califórnia proibiu o uso das máquinas de votação eletrônica fabricadas pela empresa Diebold, a mesma que fornece máquinas semelhantes para o Brasil.

Parlamentares, especialistas em computação, organizações voltadas contra fraudes eleitorais, nos Estados Unidos, iniciaram uma campanha nacional contra a utilização das referidas máquinas. Cerca de 50 milhões de eleitores naquele país vão se utilizar do sistema e, literalmente, está se afirmando que as urnas dão os resultados desejados pelos donos.

Existem perguntas que não foram respondidas até hoje pelos defensores incondicionais do sistema adotado no Brasil e exportado para vários países do mundo.

Por exemplo: por quê não o voto impresso, como forma de garantia do eleitor? Como está, a máquina não permite recontagem, pois assumiu contornos de infalibilidade.

O ministro presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Nelson Jobim, indicado por FHC, figura controvertida e várias vezes apontado como responsável por decisões no mínimo contraditórias daquele Corte, foi o principal defensor da perfeição do sistema adotado a partir de seu trabalho como presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Jobim trabalhou escancaradamente junto ao Congresso, para evitar que projetos de lei que buscavam dar transparência ao sistema fossem aprovados ou adotados.

A confiança absoluta na tecnologia que, nesse caso, é também um atentado à democracia, por eliminar toda e qualquer forma de controle. De transparência.

Organizações de direita e braços do terrorismo norte-americano, já imaginam um controle sobre um eventual referendo na Venezuela, através da OEA, com a utilização das ditas máquinas.

O sistema eleitoral inglês é o da tradicional cédula. Da contagem voto a voto.

A fraude no Brasil em determinados momentos assume contornos inacreditáveis. As eleições para o governo de Brasília foram, no mínimo, passíveis de anulação, quando descobertas máquinas de votação em poder de cabos eleitorais do atual governador, Joaquim Roriz, apontado como um dos políticos brasileiros mais corruptos nos últimos tempos.

Padre João, prefeito de uma pequena cidade mineira, Urucânia, dizia num seminário político que um projeto de tratamento do lixo implantado com preocupações ambientais em sua cidade, repito, uma pequena cidade, trouxe à mostra uma evidência muito maior de destruição ou fraude, que a máquina eletrônica: as tecnologias destrutivas, predatórias, voltadas para o poder das elites, sua conservação, tudo o sob rótulo de modernismo, avanço, progresso, gerando um suicídio lento, gradual, mas constante da humanidade.

Tanto falou de tecnologias voltadas para a agricultura como fator de contaminação, como se referiu, no todo, ao desvario da tecnologia entronizada como substituta do homem.

A máquina a serviço das classes dominantes, atingindo o ápice ao subordinar o processo eleitoral a perfeição do controle exercido sobre as classes dominadas, tudo com roupa bonita e passadinha de democracia.

Mais uma vez Saramago, em "Ensaios sobre a Lucidez", nos mostrando que a democracia é uma farsa.

Uma história da carochinha contada no dia a dia de cada um pela estrutura de comunicação do poder, os principais veículos aqui e em qualquer lugar, mas onde as fadas são bruxas disfarçadas.

Nelson Rodrigues costumava dizer que o "vídeotape é burro".

Os homens do poder sabem que a máquina é burra.

Vai sempre fazer o que eles mandarem.

As questões e dúvidas levantadas nos Estados Unidos poderiam ser levantadas no Brasil. Um amplo debate público. Há setores organizados na luta contra o modelo de voto eletrônico adotado aqui e que, várias vezes, demoliram os argumentos de Jobim e dos defensores das máquinas.

Têm buscado de forma quase heróica trazer a questão a público e suscitar esse debate. Alguns, em determinados momentos se viram ameaçados de prisão por terem contestado o caráter absoluto que se conferiu ao voto eletrônico.

Os meios de comunicação, falo dos maiores, braços do poder, não tocam no assunto. Vez por outra, mas via de regra de maneira ufanística, chegando ao ridículo de dizer que exportamos democracia.

A máquina de votar é a prova pronta e acabada de outra constatação de Saramago (sempre importante falar, repetir, quem sabe um dia...): "a gente vota para mudar e não muda nada, continuamos sendo governados pelo FMI".

Isso é o óbvio. A máquina é só a ponta final, o toque refinado dos donos para manter a farsa e vender a idéia que esse sistema de votação representa progresso, uma importante conquista tecnológica.

Será interessante aguardar o desfecho do processo nos Estados Unidos. Afinal, lá tem Bush, eleito, justamente, num instante de fraude.

https://www.rebelion.org/hemeroteca/brasil/040531braga.htm

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