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20 de ago. de 2019

Morte do professor Gil da Escola Municipal Maria Florinda Paiva da Cruz - RJ

Professor Gil se enforcou dentro da sala de leitura. Colegas contam que ele sofria de depressão. Psicanalista fala da banalização da doença e critica medicalização.


‘ESCOLA, ESPAÇO DA TROCA, CONHECIMENTO, CONSTRUÇÃO DE LAÇOS AFETIVOS, CRIAÇÕES… MAS, NESTE DIA 15, À TARDE, RECEBEMOS A TRISTE NOTÍCIA DA MORTE DO PROFESSOR GILBERTO GIL, DENTRO DA SUA UE. PROFESSOR LUTADOR, ÓTIMO PROFISSIONAL DA EDUCAÇÃO, MAS QUE INFELIZMENTE NÃO EXERCERÁ MAIS O OFÍCIO DO MAGISTÉRIO ENTRE NÓS E NOSSOS ALUNOS, PROFISSÃO QUE, COM CERTEZA, ABRAÇOU DIGNAMENTE. A REGIONAL VI DO SEPE SE SOLIDARIZA, NESTE MOMENTO DE MUITA DOR, COM A FAMÍLIA E COMUNIDADE ESCOLAR DA EM MARIA FLORINDA PAIVA DA CRUZ. PROF. GIL PRESENTE! AGORA E SEMPRE!’
Com esta mensagem pública, o Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação do Rio de Janeiro (Sepe-RJ) comunicou a morte do professor que era querido pelos colegas e pelos alunos da Escola Municipal Maria Florinda Paiva da Cruz, no bairro de Jacarepaguá. Gil, como era conhecido, se enforcou dentro da sala de leitura na última quinta-feira (15).
Quando, mais um, professor morre, este leva consigo uma parte significativa de ensinamentos e novos aprendizados ficam suspensos na atmosfera da vida”, escreveu Ricardo Rigope no Facebook da escola, em homenagem a Gil. “Muito triste com a notícia professor era um excelente professor carinhoso e dedicado aos alunos foi professor da minha filha em 2017 esse vazio que o levou a isso que só DEUS pode preencher”, publicou Danielle Rodrigues, mãe de aluna.
Gil era professor de Educação Física, mas estava afastado das atividades nas quadras, por questões de saúde. Segundo informações de professores, além da depressão, enfrentava o tratamento de um aneurisma. Readaptado, atuava, ultimamente, na sala de leitura, onde tirou a própria vida.
O caso chocou toda a comunidade escolar e abriu um debate sobre a delicada questão da saúde mental dos professores e funcionários da rede pública de ensino.
Afinal, estariam eles preparados para sofrer as pressões que a atividade exige, em um ambiente e condições de trabalho muitas vezes não apropriados ou mesmo hostis, e, ainda assim, oferecer o suporte necessário a jovens estudantes que cada vez mais se tornam também vítimas de transtornos emocionais?
No mês passado, um jovem estudante de 18 anos se jogou do sétimo andar do prédio onde morava, na Tijuca. O caso também deixou o colégio particular onde estudava em estado de choque. Estudantes e pais de alunos chegaram a elaborar um abaixo-assinado, exigindo mais psicólogos. Procurado pelo ViDA & Ação, o colégio não quis se manifestar a respeito das medidas tomadas após a mobilização.
Vida e ação/ Foto: reprodução internet

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