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25 de out. de 2019

Cautela dos síndicos e auxílio das administradoras podem ajudar na elaboração de um orçamento equilibrado

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Hora da previsão orçamentária dos condomínios
Cautela dos síndicos e auxílio das administradoras podem ajudar na elaboração de um orçamento equilibrado
Um assunto sensível, que mexe com a vida de milhões de pessoas e que, por vezes, passa ao largo do conhecimento de muita gente. É justamente neste período do ano que os condomínios iniciam o planejamento orçamentário para os próximos 12 meses, definindo gastos, investimentos e o valor da cota a ser dividida por todos os condôminos no próximo período. Para tomar as melhores decisões, o momento exige muita cautela dos síndicos e auxílio fundamental das administradoras.
Para o diretor de Condomínios da CIPA, Claudio Affonso, o mais importante é elaborar uma previsão orçamentária coerente, conhecer bem a operação do condomínio, sempre se programando para obras ou reparos emergenciais que possam surgir.
- Uma vez elaborada a previsão orçamentária, o principal papel do gestor será procurar não fugir do orçamento e ter atenção redobrada nas despesas de consumo, como luz e água. Também é necessário ser diligente junto aos inadimplentes e sempre que houver necessidade de gastos extraordinários, emitir um novo rateio específico para não afetar o seu orçamento ordinário - recomenda Affonso.
Ele acrescenta que os síndicos devem ter em mãos uma série histórica de gastos recorrentes (ordinários) do condomínio dos últimos seis a 12 meses. Em paralelo, deve pensar nos possíveis gastos extraordinários dentro do exercício da sua previsão orçamentária.
- De posse destas informações, o síndico através de um estudo criterioso das médias destes valores, levando em consideração a inflação do período, poderá prever qual será o seu orçamento para o próximo exercício - diz.
A previsão orçamentária inclui quesitos como mão-de-obra, contratos de manutenção, contas de consumo, despesas administrativas e fundo de reserva. Todos os gastos devem ser incluídos, mesmos os menores. No caso do pagamento dos funcionários, é preciso estar atento a todos os detalhes, além do próprio salário: percentual do dissídio, reajustes e benefícios (13º, férias etc) definidos na convenção da categoria.
Também deve entrar no cálculo a possibilidade de uma folga orçamentária, que pode ficar entorno de 20% do total. A medida pode ajudar a reduzir a cota condominial para cada unidade, diminuindo a possibilidade de inadimplência.
O diretor da CIPA destaca ainda a importância do papel das administradoras nesse processo. Segundo Claudio Affonso, elas devem auxiliar os síndicos tanto na obtenção das informações de forma ordenada e segura, como elaborar em conjunto os estudos dos valores orçamentários.
- Outro papel fundamental das administradoras é ajudar na previsão dos gastos recorrentes - ressalta.
Quando as contas estiverem fechadas, deve ser convocada uma assembleia ordinária para que todos os condôminos possam aprovar a arrecadação mensal. Especialistas apontam que um planejamento orçamentário bem feito sempre indica a necessidade do aumento do valor do condomínio. Sem isso, alertam, a probabilidade de desequilíbrio econômico é quase certa. Em quase todos os casos, o reajuste acompanha o índice de inflação do ano.
Geralmente, o orçamento de um condomínio tem o seguinte desenho: 50% representando despesas com pessoal (incluindo salários, encargos trabalhistas, benefícios, cumprimento da legislação, vale transporte, alimentação e plano de saúde); 20% equivalente a contas de áreas comuns (luz, água e gás); 20% relacionados a contratos de manutenção e insumos(bombas, elevadores, geradores, piscina, academia, compra de materiais) e 10% referentes a despesas administrativas (taxas bancárias, seguros e outros).

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