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16 de dez. de 2019

Prefeitura de Marília abre nova licitação para venda de Parque Aquático e mais cinco áreas públicas


Parque Aquático de Marília está abandonado desde 2012  — Foto: Reprodução/ TV TEM

Concorrência Pública do Parque Aquático acontece nesta quinta-feira, dia 19, e das demais áreas na sexta-feira, dia 20



foto A Prefeitura de Marília está com mais dois editais abertos para alienação de imóveis públicos na cidade. O processo de licitação pretende promover a venda de um total de seis áreas públicas do município para recompor os cofres do Ipremm (Instituto de Previdência do Município de Marília).
O primeiro edital, de número 13/2019, modalidade de Concorrência Pública, licitação tipo maior oferta, terá o seu encerramento na quinta-feira, dia 19, às 9h, com abertura dos envelopes às 9h10, referindo-se ao Parque Aquático Municipal, matrícula número 47.179 no 1º Oficial de Registro de Imóveis e Anexos de Marília/SP, com área total de 98.836,633 metros quadrados, avaliada em R$ 4.646.037,61 (exceto toboáguas).
O segundo edital, número 14/2019, modalidade de Concorrência Pública, licitação tipo maior oferta, terá o encerramento nesta sexta-feira, dia 20, às 9h, com abertura dos envelopes às 9h10, com total de cinco imóveis:

- Matrícula número 59.005 no 1º Oficial de Registro de Imóveis e Anexos de Marília/SP, com lote dominial no Loteamento Veneza, com área total de 1.653,60 metros quadrados, com valor inicial de R$ 431.664,09.

- Matrícula número 60.431 no 1º Oficial de Registro de Imóveis e Anexos de Marília/SP, com área dominial no Loteamento Fazenda São Sebastião II, totalizando 4.682,00 metros quadrados, com valor inicial de R$ 1.821.485,10.
- Matrícula número 55.508 no 1º Oficial de Registro de Imóveis e Anexos de Marília/SP, sendo um terreno no Loteamento Residencial e Comercial Fazenda São Sebastião, com área total e 7.197 metros quadrados, com valor inicial de R$ 2.346.977,25.
- Matrícula número 47.787 no 2º Registro de Imóveis de Marília, sendo um lote comercial no Residencial Terras da Fazenda, totalizando 7.500,09 metros quadrados, com valor inicial de R$ 3.701.581,41 metros quadrados.

- Matrícula número 60.017 no 1º Oficial de Registro de Imóveis e Anexos de Marília/SP, sendo uma área dominial no Loteamento Villa Flora Aquarius, totalizando 6.320,81 metros quadrados, com valor inicial de R$ 2.438.290,47.
A dívida do Ipremm, que chegava a quase R$ 200 milhões no início de 2017, foi negociada e o pagamento das parcelas vem sendo cumprido em dia.
No final do ano passado, num esforço conjunto entre a equipe do Ipremm, procuradores e Prefeitura, o Instituto conquistou a CRP (Certidão de Regularidade Previdenciária). Com esse título, o município ficou apto a receber verbas federais e conseguiu realizar financiamentos e a renegociação dos débitos.
Na mesma época, a Prefeitura conquistou, em juízo, uma decisão favorável ao Ipremm, que resultou em curto prazo, na liberação da Comprev (Compensação Previdenciária). O valor recebido foi de cerca de R$ 22 milhões. Com esse trabalho pela recuperação da capacidade financeira do Instituto, a Prefeitura garantiu que nenhum aposentado do município ficasse sem o benefício.

A medida de alienação do patrimônio com a venda de áreas não utilizadas é, no entanto, uma solução para recomposição da liquidez financeira do Instituto, definida em conjunto entre a equipe diretiva do Ipremm e a administração municipal, justamente como uma medida preventiva para que não haja o risco de que a situação venha a se repetir, principalmente, segundo a administração atual, considerando a situação econômica e os déficits do sistema previdenciário em todo o país.
O prefeito Daniel Alonso destacou a importância dessas novas licitações em prol do Ipremm. “Assumimos o compromisso de manter o Ipremm com seus recursos e toda fonte de arrecadação é válida. Enfrentamos momentos muito difíceis, mas a nossa gestão tem se empenhado fortemente para sanear essas questões com muita responsabilidade. Continuamos com nosso trabalho e acreditamos que todo esse esforço e dedicação trarão os resultados esperados por todos os servidores.”

A presidente do Ipremm, Mônica Regina da Silva, afirmou que o objetivo do instituto é sempre cumprir com as obrigações com os inativos e pensionistas. “Vamos continuar a trabalhar com medidas extraordinárias de arrecadação, pois o foco é sempre mantermos o cumprimento das nossas obrigações. Qualquer quantia extra que seja agregada é positiva para somar aos repasses das contribuições. Não vamos desistir. Estamos dia a dia trabalhando para a recuperação do Ipremm em respeito aos servidores.”
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Fotos: Mauro Abreu/Assessoria de Imprensa PMM

INTERDIÇÃO RAPOSO TAVARES KM 20 (CAPITAL)

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INTERDIÇÃO RAPOSO TAVARES KM 20 (CAPITAL)
O Departamento de Estradas de Rodagem (DER) informa que a Rodovia Raposo Tavares (SP-270) está completamente interditada ao tráfego de veículos Km 20 (oeste), em São Paulo, devido ao tombamento de uma carreta seguida de incêndio, com início às 16h04.
O combate às chamas é realizado pelo Corpo de Bombeiros, que também deverá ser consultado sobre vítimas.
As informações ainda são preliminares, já que viaturas da Unidade Básica de Atendimento do DER estão no local orientando o trânsito e prestando atendimento.
Não há opção para desvio de tráfego no referido trecho.
Outras informações sobre o acidente deverão ser obtidas com a Polícia Militar Rodoviária.

Ex - Deputada Sandra Cavalcanti em 64 falou de Paulo Freire e seu socialismo em forma de Pedagogia

Leiam essa entrevista profética da ex-Deputada Sandra Cavalcanti, publicada no Jornal do Brasil, em 15/03/1964.

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EX- DEPUTADA SANDRA MARTINS CAVALCANTI DE ALBUQUERQUE

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CAVALCANTI, Sandra
*pres. BNH 1964-1965; const. 1987-1988; dep. fed. RJ 1987-1995.

Sandra Martins Cavalcanti de Albuquerque nasceu em Belém, no dia 30 de agosto de 1927, filha de Djalma Cavalcanti de Albuquerque e de Conceição Martins Cavalcanti de Albuquerque. Seu pai descendia de uma das primeiras famílias de povoadores da capitania de Pernambuco.
Iniciou seus estudos na Escola Alemã, no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, cursando em seguida o Colégio Santa Maria, de Belo Horizonte. Ingressou na Faculdade de Filosofia da Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro, onde se licenciou em letras clássicas. Durante a fase universitária participou ativamente do diretório acadêmico da faculdade e ligou-se à Ação Católica, grupo de inspiração cristã-democrata, de orientação italiana. Nessa época recebeu influência do pensamento político do estadista alemão Konrad Adenauer e de Alcide de Gasperi, teórico da democracia-cristã.
Ingressou no magistério lecionando português e literatura no Instituto de Educação, escola responsável pela formação das professoras de primeiro grau da rede pública do Rio de Janeiro. Em 1953, por indicação do professor Alceu Amoroso Lima, ganhou bolsa de estudo para fazer pós-graduação em filologia e lingüística em Paris. Contudo, não chegou a viajar porque se elegeu, em outubro de 1954, vereadora no Distrito Federal, na legenda da União Democrática Nacional (UDN), cumprindo o mandato de quatro anos. Na Câmara Municipal, foi autora de um substitutivo à Lei de Diretrizes e Bases, apresentada pelo deputado federal Carlos Lacerda. Sua proposta defendia os interesses das escolas particulares.
Deixou a Câmara do Distrito Federal em 1959 e, em 1960, elegeu-se deputada estadual, ainda na legenda da UDN, no estado da Guanabara. Assumiu o mandato nesse mesmo ano e, em 1961, foi indicada pelo presidente Jânio Quadros (1961) para chefiar a delegação do Brasil ao Congresso de Educação Primária, realizado em Genebra, na Suíça, onde apresentou tese sobre educação à distância. Como deputada udenista, ativa na Guanabara, ligou-se estreitamente a Carlos Lacerda, que havia sido eleito governador (1960-1965) e se tornara líder de um dos mais importantes grupos opositores do presidente João Goulart (1961-1964), que assumira o poder após a renúncia de Jânio Quadros, em agosto de 1961.
Sandra Cavalcanti deixou a Assembléia Legislativa em 1962 e, de dezembro desse ano a outubro de 1964, ocupou a Secretaria de Serviços Sociais da Guanabara. Favorável ao movimento político-militar de 31 de março de 1964 que depôs o presidente Goulart, foi nomeada, em 17 de outubro desse ano, presidente do Banco Nacional da Habitação (BNH), por indicação do presidente da República, general Humberto de Alencar Castelo Branco (1964-1967). O programa habitacional do BNH, criado naquela ocasião, teve início no Rio de Janeiro, onde cerca de 30 mil pessoas se inscreveram. No entanto, seu alto custo demonstrou a inviabilidade do programa e o presidente numa tentativa de contemporizar, requisitou o presidente da Caixa Econômica Federal, Arnaldo Blank, para assessorar Sandra Cavalcanti como superintendente do banco. Favorável à aplicação do mecanismo de correção monetária aos empréstimos efetuados pela instituição, Blank entrou em choque com Sandra, que acabou pedindo demissão em 11 de novembro de 1965, por não concordar com o recurso. Foi substituída por Luís Gonzaga do Nascimento e Silva.
Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a criação do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), agremiação de apoio ao regime militar.
Com o progressivo afastamento de Carlos Lacerda da situação, o que culminou com a criação da Frente Ampla em 1966, Sandra Cavalcanti também saiu gradualmente do cenário político e voltou às atividades acadêmicas, reassumindo sua cadeira no magistério até 1974, quando já estava em andamento o processo de fusão dos estados da Guanabara e do Rio Janeiro, que culminaria, em março do ano seguinte, com a criação do novo estado do Rio.
Em novembro de 1974, elegeu-se deputada, na legenda da Arena, à Assembléia Constituinte da nova unidade da Federação. Como havia sido a deputada mais votada da Arena, tornou-se líder da minoria na Assembléia, mas foi destituída em 15 de março de 1976, por pressões de parlamentares de seu partido e do governador do novo estado, almirante Floriano Peixoto Faria Lima, que impusera o seu afastamento da liderança da bancada. Por iniciativa de Sandra, nas discussões da Constituinte estadual, o texto constitucional de 1976 incluiu um capítulo sobre meio ambiente e defesa do solo.
Em agosto de 1977, quando alguns civis tentaram articular suas candidaturas à sucessão do presidente Ernesto Geisel (1974-1979), Sandra Cavalcanti, ainda deputada estadual no Rio de Janeiro, deu seu apoio ao senador José de Magalhães Pinto, que, segundo ela, seria “garantia capaz de evitar a ruptura do sistema com a sucessão presidencial”. Em maio de 1978, nos debates relativos à sucessão do governador Faria Lima, lançou o nome de Luís Roberto Veiga Brito. No pleito de novembro desse ano, após o término de seu mandato na Assembléia Legislativa, candidatou-se ao Senado pelo estado do Rio de Janeiro, na legenda da Arena. De acordo com o chamado “pacote de abril”, baixado pelo presidente Geisel em abril de 1977, uma das duas vagas do Senado em disputa naquele ano seria preenchida pelo Colégio Eleitoral estadual. No caso do Rio de Janeiro, essa decisão favorecia o Movimento Democrático Brasileiro (MDB), agremiação oposicionista que era a força majoritária na política fluminense. Por conseguinte, a vaga pela eleição indireta coube ao veterano chefe político Ernâni Amaral Peixoto. A outra vaga, disputada nas urnas, foi ganha por outro emedebista, Nélson Carneiro, que derrotou Sandra Cavalcanti por pequena margem.
Em 10 de abril de 1979 deixou a Arena, alegando que só ingressaria num partido que incluísse “em sua plataforma, entre outras teses atuais, a defesa da ecologia e uma maior participação das lideranças rurais no encaminhamento das questões políticas”. Com a extinção do bipartidarismo em novembro desse ano e a conseqüente reformulação partidária, recusou-se a entrar para o Partido Democrático Social (PDS), agremiação de apoio ao governo federal, devido ao ingresso do senador Ernâni Amaral Peixoto.
Em 1980, tentou a formação de um novo partido de orientação democrata-cristã, do qual seria presidente e pelo qual concorreria ao governo do Rio de Janeiro em 1982. Embora as negociações não fossem adiante, Sandra manteve a intenção de criar um partido político próprio, buscando adesões para a organização do Partido Democrático Republicano (PDR), legenda lançada na década de 1970 por Pedro Aleixo. Nessa ocasião fez várias declarações, manifestando-se pela convocação de uma Assembléia Nacional Constituinte e pelo restabelecimento das prerrogativas do Congresso Nacional. Durante todo esse tempo, usou amplamente os meios de comunicação de massa, participando de vários programas populares de televisão e de rádio e mantendo uma coluna assinada no jornal Última Hora, do Rio de Janeiro, transcrita em dez jornais de outros estados. A articulação desse esquema de comunicação conferiu-lhe grande prestígio popular e excelente cotação como candidata ao governo do estado do Rio de Janeiro.
Tentou obter uma sublegenda no Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) para candidatar-se ao governo do estado, mas foi recusada pela comissão executiva nacional que alegou que Sandra queria apenas usufruir da legenda em interesse próprio. Rejeitada pelo PMDB, voltou a lutar pelo registro do PDR, mas não obteve sucesso novamente.
Em 1981, o PDR conseguiu o registro provisório pelo qual Sandra se candidatou ao governo do estado. No entanto, em março do ano seguinte, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu que os partidos com o registro provisório não poderiam disputar eleições. Como a campanha já estava nas ruas, todo o grupo do PDR se transferiu para o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) de Ivete Vargas, em cuja legenda acabou disputando a sucessão do governador Chagas Freitas.
Sandra iniciou a campanha eleitoral ocupando o primeiro lugar nas pesquisas feitas junto ao eleitorado. Contudo, ao longo de 1982, foi gradativamente perdendo essa posição e, realizado o pleito em novembro, não conseguiu se eleger, obtendo apenas o quarto lugar. À sua frente ficaram Leonel Brizola, candidato vitorioso do Partido Democrático Trabalhista (PDT), seguido de Wellington Moreira Franco, do PDS, e Miro Teixeira, do PMDB. A votação de Sandra só foi superior à do candidato do Partido dos Trabalhadores (PT), Lisânias Maciel.
Candidata derrotada ao governo do estado do Rio de Janeiro nas eleições de 1982, Sandra, além de voltar ao magistério, seis meses depois tornou a participar de programas de rádio e televisão: na Rádio Tamoio do Rio de Janeiro, em programa diário de 11 às 13 horas, e na TV Bandeirantes às quintas-feiras, no Programa Flávio Cavalcanti.
A política partidária, no entanto, não foi abandonada pela ex-deputada. Entre 1982 e maio de 1985 permaneceu filiada ao PTB, ainda que de maneira apenas formal. Sandra não concordava com algumas posturas do PTB fluminense, chegando a acusá-lo de fisiológico desde as suas bases até a direção nacional. Justificava sua permanência no partido mais como uma dívida de gratidão à deputada Ivete Vargas do que como um comprometimento ideológico com os petebistas. Para ela, “o eleitor brasileiro, e eu sou um deles, acompanha pessoas, não partidos”.
O velho sonho de criar um partido próprio não esmoreceu. Em 1985, lançou sua candidatura à prefeitura do Rio de Janeiro, no pleito marcado para novembro daquele ano — a primeira para as capitais estaduais depois de quase 20 anos — na legenda do Partido Democrático Renovador (PDR). Sandra justificava que o partido — que tinha o registro provisório desde 1981 — já estava organizado em 11 estados da Federação e tinha “o melhor e mais atual programa entre os partidos”. Não conseguindo, novamente, viabilizar sua candidatura no PDR, Sandra prestou seu apoio ao candidato Rubem Medina, da Aliança Democrática Popular, coligação liderada pelo Partido da Frente Liberal (PFL). Medina, contudo, foi derrotado pelo candidato do PDT, Roberto Saturnino Braga, apoiado pelo governador Leonel Brizola.
Em maio de 1986, Sandra Cavalcanti assinou ficha de inscrição no Partido da Frente Liberal (PFL), concorrendo a uma vaga de deputada federal para o quadriênio 1987-1991. Essa eleição revestia-se de grande importância política, uma vez que o Congresso seria também Constituinte. Sandra foi a segunda mais votada do estado, perfazendo um total de 137.595 votos. Respaldada por essa maciça votação, viu-se à vontade para pleitear um dos cargos de vice-líder de seu partido na Câmara. Bem-sucedida, permaneceu no cargo até novembro de 1987.
Na Constituinte, integrou a Comissão de Sistematização, auxiliando o senador Afonso Arinos (PFL-RJ), em idade avançada, na presidência desta Comissão. Parlamentar atuante, fez parte do chamado Grupo dos 32, de tendência moderada e liberal, liderado pelo senador José Richa (PMDB-PR). O grupo foi responsável pela defesa, junto à Comissão de Sistematização, de propostas que defendiam “a livre iniciativa e a não-ingerência do Estado” inviabilizando o ato de governar por decretos-leis, a ampliação de impostos e a aplicação de empréstimos compulsórios, sem o prévio debate no Congresso Nacional. Outro ponto defendido pelo grupo era a “manutenção do direito de propriedade que acaba com a imissão imediata na posse de terra no processo de reforma agrária”.
Esse posicionamento da deputada foi reafirmado no plenário da Assembléia Nacional Constituinte. Sandra votou a favor do rompimento de relações diplomáticas com países com discriminação racial, do mandado de segurança coletivo, do turno ininterrupto de seis horas, do aviso prévio proporcional, da unicidade sindical, da soberania popular, do voto aos 16 anos, da proibição do comércio de sangue e da anistia aos pequenos e microempresários. Votou contra a pena de morte, a limitação do direito de propriedade privada, o aborto, a estabilidade no emprego, a remuneração 50% superior para o trabalho extra, a estatização do sistema financeiro, o limite de 12% ao ano para os juros reais, o mandato de cinco anos para o presidente José Sarney, a limitação dos encargos da dívida externa, a criação de um fundo de apoio à reforma agrária, a legalização do jogo do bicho e a desapropriação da propriedade produtiva.
Em seus pronunciamentos, defendeu a ampliação da censura aos programas ou mensagens publicitárias, veiculadas em emissoras de rádio e televisão, que “agridam a moral e os costumes, as religiões, as raças e incitem os vícios”.
Na esfera municipal procurou, em 1988, constituir uma frente do PFL com o PMDB com o objetivo de lançar uma candidatura única à prefeitura do Rio de Janeiro. Sandra preocupava-se com o crescimento do candidato brizolista, Marcelo Alencar (PDT), pois temia que Brizola fizesse da campanha municipal um trampolim para a presidência da República. Antibrizolista, considerava ser “um dever de estado lutar pela união contra Brizola”.
Mas foi na luta pela instalação do parlamentarismo que se projetou nacionalmente. A deputada defendia esse sistema de governo como o mais adequado a um regime democrático, pois segundo ela, a sua instabilidade, que poderia provocar a dissolução da Câmara e queda do Gabinete, fazia funcionar a administração pública. Parlamentarista convicta, apresentou logo depois da promulgação da Constituição (5/10/1988) uma emenda constitucional que previa a instalação desse sistema de governo em 1991.
Em 1989, quando se realizariam as eleições diretas para a presidência da República, Sandra anunciou que pretendia disputar as prévias dentro de seu partido com os outros candidatos, Aureliano Chaves e Marco Maciel. Procurava dessa maneira ganhar espaço dentro do PFL e sensibilizar os correligionários para a campanha pelo parlamentarismo. A candidatura de Aureliano Chaves, porém, acabou prevalecendo, mas a deputada — demonstrando mais uma vez o traço de sua trajetória política, a independência — optou por apoiar Mário Covas, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB-SP), em virtude do seu compromisso com o parlamentarismo. No segundo turno, Sandra prestou seu apoio ao candidato vitorioso, Fernando Collor de Melo, do Partido da Reconstrução Nacional (PRN), por considerar seu programa mais adequado às mudanças que ocorriam ao nível global, condenando o “sectarismo do PT” de Lula, adepto do presidencialismo.
Candidata à reeleição em outubro de 1990, na legenda pefelista, Sandra defendeu em seu programa a alteração completa do capítulo da Constituição dedicado à ordem econômica, através da abertura da economia brasileira aos investimentos externos e do fim dos monopólios. Outros pontos defendidos em sua campanha foram a alteração do sistema de governo e a reforma constitucional. A apuração das eleições no Rio de Janeiro escandalizou o país pelas fraudes. Sandra foi eleita com 60 mil votos, metade da votação anterior, mas ainda assim, a maior de seu partido.
Apesar de apoiar o plano de estabilização econômica promovido por Collor, que, segundo a deputada, estaria “devolvendo aos brasileiros o velho e salutar costume de apostar nas vantagens do trabalho, da competência e da honestidade”, pronunciou-se favoravelmente à abertura de um processo de impeachment contra Collor, acusado de crime de responsabilidade pela CPI que investigou denúncias de corrupção contra o ex-tesoureiro de sua campanha presidencial, Paulo César Farias. Afastado da presidência após a votação na Câmara, Collor acabou renunciando ao mandato em 29 de dezembro seguinte, antes mesmo de ser cassado pelo Senado Federal. Foi substituído no cargo pelo vice Itamar Franco, que vinha exercendo a função interinamente desde o dia 2 de outubro.
Sandra Cavalcanti participou decisivamente da campanha de César Maia, candidato do PMDB à prefeitura do Rio no pleito de outubro de 1992, que se saiu vencedor no segundo turno, realizado em novembro seguinte, ao derrotar a candidata do PT, Benedita da Silva. Ainda em novembro, participou da criação da Frente Parlamentarista Ulisses Guimarães, presidida por José Richa, da qual foi um dos seus oito vice-presidentes. A frente propunha-se a fazer campanha a favor do parlamentarismo para o plebiscito sobre o sistema de governo marcado para 21 de março de 1993.
No mesmo ano em que se realizaria o plebiscito, Sandra foi afastada da vice-presidência da frente por influência do senador Mário Covas e de Fernando Henrique Cardoso, ministro das Relações Exteriores. Em entrevista a O Globo, a deputada denunciou o comando da frente, acusando-o de conivente com o governo Itamar Franco. Alegava a deputada que compromissos de alguns “tucanos” com o governo federal impediam uma ação mais efetiva de oposição a esse governo. Para ela, os erros de Itamar deveriam servir como estratégia de campanha para atacar o sistema presidencialista junto aos meios de comunicação.
Em abril de 1993, a discordância com a direção nacional do PFL fez com que a deputada abandonasse a sigla para se filiar ao Partido Progressista Reformador (PPR), resultado da fusão do PDS com outras legendas conservadoras, cujo presidente, o senador Esperidião Amin (SC), era parlamentarista. Alegou que o PFL “se tornou um partido dominado por três ou quatro estados do Nordeste”, pouco ouvindo as bancadas federais de outros estados. Considerada um símbolo do PFL fluminense, Sandra saiu acompanhada de outros parlamentares e de 25 prefeitos pefelistas.
Ocupando a presidência da Comissão de Transportes da Câmara, Sandra Cavalcanti conseguiu a aprovação da chamada Lei dos Portos, responsável pela reformulação e privatização dos portos brasileiros.
Cogitada, em 1994, para disputar o governo do estado do Rio de Janeiro e depois a vice-presidência da República, compondo chapa com o senador Esperidião Amin, Sandra acabou se decidindo a abandonar a carreira política, visto que algumas das suas principais bandeiras — o parlamentarismo, o voto distrital e o fundo partidário — não tinham sido implementadas. Por conseguinte, não disputou a reeleição em outubro daquele ano. Ao término da legislatura, em janeiro de 1995, deixou a Câmara dos Deputados.
Ainda em 1995 assumiu a Secretaria Extraordinária de Projetos Especiais da Prefeitura do Rio de Janeiro, cujo titular era César Maia, tornando-se membro do Conselho Municipal de Desenvolvimento Econômico e Social. Foi também indicada pelo prefeito para representar o município no Conselho Portuário, visando à ampliação do porto de Sepetiba no estado do Rio de Janeiro. Em agosto seguinte, passou a pertencer aos quadros do Partido Progressista Brasileiro (PPB), surgido naquele mês em decorrência da fusão do PPR e do Partido Progressista (PP).
Nas eleições municipais de 1996, o prefeito César Maia chegou a anunciar seu apoio a uma eventual candidatura de Sandra à prefeitura do Rio de Janeiro. Para enfrentar o deputado estadual e presidente da Assembléia Legislativa fluminense, Sérgio Cabral Filho, do PSDB, lançado pelo governador do Rio de Janeiro, Marcelo Alencar, César optou por seu secretário de Obras, Luís Paulo Conde, que acabou sendo eleito. Com a posse do novo prefeito do Rio em janeiro de 1997, Sandra foi mantida na Secretaria Extraordinária de Projetos Especiais. À frente dessa pasta, coordenou a visita do papa João Paulo II à cidade no mês de outubro daquele ano.
Em 29 de julho de 2009, defendeu em artigo publicado no jornal O Estado de S. Paulo, a necessidade de uma ampla reforma política.
 Ao longo de sua extensa vida pública, assinou mais de dois mil artigos para jornais e revistas e publicou três livros: Rio, viver ou morrer (1978), Política nossa de cada dia (1982) e Os arquivos de Deus (1996).
Maria Carmina Monteiro/Ana Cristina de Sousa


FONTES: COELHO, J. & OLIVEIRA, A. Nova; CORTÉS, C. Homens; DIAP. Quem foi quem na Constit.; Estado de S. Paulo (17 e 18/2, 20 e 21/3/81, 9/5/86 e 4/11/87); Folha de S. Paulo (31/7 e 4/8/81, 11/10/87, 21/5/89 e 16/9/90); Globo (17/2, 24/3, 1/8 e 6/10/81, 17/8/83, 9/5 e 29/9/85, 7/1, 25/8 e 21/12/87, 6/10/88, 4/7/89, 30/11/92, 19/1, 24/3 e 5/4/93, 2/3, 27/4 e 19/5/94, 7/5 e 8/6/95); Grande encic. DeltaJornal do Brasil (23/11/74 e12 e 15/3/76, 12/8/77, 25/5/78, 10/4/79, 31/1, 3/10, 4 e 21/11/80, 17/2, 23/4, 12/9, 2 e 4/10/81, 2/6/83, 15/4 e 15/9/87, 18/4 e 15/8/88, 21/3, 20/4 e 26/11/89 e 1/9/90); MACEDO, R. Efemérides; Manchete (10/77); MORAIS, A. E. Plebiscito; NÉRI, S. 16Perfil parlamentar/IstoÉ.

O Superior Tribunal Federal (STF) deve voltar ao julgamento, nesta quarta-feira, 18, sobre o ICMS devido pelas empresas.



Transformar dívida de ICMS em crime é mecanismo de força, afirma especialista
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O Superior Tribunal Federal (STF) deve voltar ao julgamento, nesta quarta-feira, 18, sobre o ICMS devido pelas empresas. A posição do Supremo tem causado polêmica, já que há uma maioria formada pela criminalização da dívida.

“O STF deve endossar mais uma dessas modalidades absurdas do Estado, afastando a liberdade dos indivíduos e a própria vedação constitucional de prisão por dívida”, avalia Yuri Sahione, advogado da área penal e compliance, professor da pós-graduação da FGV-Rio, FGV Management, UERJ e do CEU Law School.

Para o especialista, o Estado já possui todas as ferramentas legais para fazer a cobrança dos seus créditos. “O Estado é o grande litigante da justiça e agora quer se valer do Direto Penal para cobrar dívida”, afirma.

Sahione explica que a condenação dos contribuintes cria ainda uma mácula na ficha penal. “Estamos falando de pessoas que exercem cargos de direção, que vão deixar de ser réus primários e podem passar a ter algum tipo de problemas na celebração de novos negócios, já que é comum, dentro das regras do compliance, praticar o background check da contraparte”, avalia.

Na semana passada, o STF formou maioria, com placar de 6 a 3, para reconhecer como crime de apropriação indébita o recolhimento e não pagamento do ICMS junto a Fazenda Pública. O julgamento ainda não foi concluído, porque o presidente do STF, Dias Toffoli, pediu mais alguns dias para analisar o caso, e o tema voltará ao debate na sessão de quarta-feira (18). Faltam os votos de Toffoli e do ministro Celso de Mello.

O caso que foi para no Supremo é de um casal de contribuintes de Santa Catarina, que foi alvo de ação penal daquele Estado. As decisões pelos tribunais do país têm sido divergentes e, neste caso, a decisão do Supremo não terá repercussão geral, mas deve guiar as outras instâncias.

Yuri Sahione é Advogado da área penal e Compliance. Mestre em Direito e Processo Penal pela Universidade do Rio de Janeiro -- UERJ; Pós-graduação em Direito e Processo Penal UCAM, professor dos cursos de pós-graduação da FGV-Rio, FGV Management, UERJ, e do CEU Law School, FEMPERJ, Universidade Condido Mendes, presidente da Comissão Especial de Anticorrupção, Compliance e Controle Social de Gastos Públicos da OAB-RJ, membro do Conselho Empresarial de Governança e Compliance da Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ), autor de obras jurídicas, palestrante e conferencista. Associado fundador do Instituto de Compliance do Rio de Janeiro.

Mais informações à imprensa
M2 Comunicação
Márcio Santos -- 11 94739-3916

Aline Moura -- 11 97041-7447

A Socicam, que administra cerca de 30 Terminais Rodoviários no Brasil, espera receber em dezembro, entre chegadas e partidas, 3,4 milhões passageiros


Terminais Rodoviários oferecem segurança e bem-estar aos passageiros
Embarque seguro e garantido e grande variedade de opções de rotas e horários fazem das rodoviárias a opção mais confiável nas festas de fim de ano
Imagem de um Terminal Urbano de Ônibus

A Socicam, que administra cerca de 30 Terminais Rodoviários no Brasil, espera receber em dezembro, entre chegadas e partidas, 3,4 milhões passageiros, número 5,4% maior em relação ao mesmo período de 2018. Esta época é uma das mais movimentadas do ano, comparável somente com o fluxo do Carnaval.
As principais capitais do país são as campeãs no aumento do número de embarques e desembarquesA capital paulista espera receber mais de 1 milhão de passageiros1,5% de crescimento em relação ao ano anterior. A cidade do Rio Janeiro também aguarda 1 milhão de passageiros, 5% de crescimento em relação ao ano anterior. Enquanto no Nordeste a expectativa é receber mais de 790 mil pessoas, 6,5% de aumento.
Porta a porta
O Terminal Rodoviário é uma boa opção para as pessoas que procuram um deslocamento porta a porta (de casa até o destino). Eles estão localizados em pontos estratégicos da cidade e integram outros modais como, por exemplo, estações de metrô, terminais urbanospontos de táxi, carro de aluguel e compartilhado e até mesmo patinetes e bicicletas para locação.
Garantia da viagem
Outra vantagem dos terminais rodoviários é a garantia da viagem. Nos terminais, mesmo que em determinado horário poucas passagens tenham sido comercializadas, a viagem é realizada sem qualquer risco de ser cancelada. Além disso, contam com o serviço de muitas empresas de ônibus, com opções de passagens para diversos estados brasileiros e em horários distintos. A fiscalização também é uma das vantagens: os Terminais contam com a presença dos órgãos reguladores das viagens, que além de fiscalizar o transporte, fornecem assistência e orientação aos passageiros.
Serviços
O deslocamento causa um certo desconforto nas pessoas e, por isso, começar a viagem de maneira segura também é primordial. OTerminais Rodoviários são locais que possuem circuito interno de vigilância e uma equipe de segurança treinada trabalhando todos os dias, durante 24 horas. Para o bem-estar dos passageiros, possuem estacionamentos, wifi gratuito, sanitários, acessibilidade (no embarque e desembarque e nas interligações com os outros modais), serviços adicionais como caixas eletrônicos, grandes redes de restaurantes e estabelecimentos comerciais que atendem diferentes necessidades, como farmácia, lotérica, casa de câmbio, lojas de grandes marcas, Correios, entre outros.
Com a proposta de dar dicas de cuidados para garantir uma viagem segura e confortável, a Socicam preparou um check list:
Segurança:
Embarcar e desembarcar dentro de Terminais Rodoviários é mais seguro, pois são locais que contam com equipes de segurança 24 horas;
Evite embarcar em ruas, avenidas ou estacionamentos que não ofereçam estrutura de segurança, isso pode comprometer sua viagem.
- Verifique se a companhia possui autorização da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para realizar transporte de passageiros, se o ônibus possui todos os itens de segurança obrigatórios, como cinto de segurança e extintores. Além disso, se a empresa garante que o motorista está capacitado para fazer percurso e que  Seguro de Acidentes Pessoais a Passageiros.
Conforto:
Iniciar ou terminar a viagem em espaços localizados próximos às regiões centrais facilita o acesso tanto para sair da cidade de origem quanto para chegar ao destino;
Comprar passagens em Terminais Rodoviários é ter disponível o serviço de várias empresas de ônibus, com muitas opções de passagens diversos horários;
- Embarcar e desembarcar em locais com estacionamento evita o desespero na hora de tirar ou colocar a mala no carro;
- Procurar espaços que possuam sanitários, além de melhorar a experiência, evitará incômodos;
- Aproveitar o tempo de espera do ônibus para pagar uma conta, ir à farmácia, sacar dinheiro para a viagem ou, até mesmo, fazer umas compras;
- Embarcar e desembarcar em locais integrados a Terminais Metroviários;
Fazer as refeições antes de iniciar ou terminar uma viagem longa, isso evitará ficar muito tempo sem se alimentar. Por isso, escolha locais que possuem restaurantes e bebedouros.
Sobre a Socicam
Líder na gestão de Terminais Rodoviários e urbanos no Brasil, a Socicam atua na criação de soluções para espaços públicos nos segmentos de infraestrutura, mobilidade e serviços, sempre com foco no bem-estar do cidadão. Com 47 anos de experiência, a Socicam é responsável pela gestão de mais de 120 empreendimentos em várias regiões do país, entre terminais rodoviários, urbanos, marítimos, aeroportuários, centrais de atendimento e centros comerciais.
Mais informações:
Néctar Comunicação Corporativa / Assessoria de Imprensa da Socicam (11) 5053-5110 / socicam@nectarc.com.br
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Governo de SP entrega 3 novas estações do Metrô

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Linha 15-Prata chega a São Mateus e vai beneficiar mais de 300 mil pessoas; rede ultrapassa 100 km de extensão


resumo em 3 tópicos

  • A chegada da Linha 15-Prata até São Mateus vai reduzir o tempo de deslocamento para o centro em até 50%
  • As novas estações ficam elevadas no canteiro central da avenida Sapopemba
  • A Linha 15-Prata é o 1º monotrilho de alta capacidade do Brasil e vai conectar as regiões leste e sudeste à rede de trilhos
O Governador João Doria e o Secretário dos Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy, inauguraram, nesta segunda-feira (16), três estações da Linha 15-Prata do Metrô: Sapopemba, Fazenda da Juta e São Mateus. Com o novo trecho de mais 3,9 km, a rede de Metrô de São Paulo chega ao total de 101,1 km de extensão e 89 estações em seis diferentes linhas (1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha, 4-Amarela, 5-Lilás e 15-Prata).
“São três estações que nos comprometemos a entregar até 31 de dezembro e, hoje, 16 de dezembro, estão sendo entregues. Essas estações, quando no uso pleno, estarão atendendo 330 mil pessoas por dia. É uma parcela significativa da população que será atendida até março de 2020”, declarou o Governador.
A chegada da Linha 15-Prata até São Mateus vai reduzir o tempo de deslocamento para o centro em até 50%. Mais de 300 mil pessoas devem ser beneficiadas pelo monotrilho diariamente. Inicialmente, as três estações estarão abertas de segunda à sexta das 10h às 15h, com cobrança de tarifa. O modelo de operação segue o padrão internacional para a abertura de novas estações de metrô, permitindo a realização de testes e ajustes nos demais períodos. A operação deve ser ampliada em janeiro.
“Hoje, a Linha 15-Prata chega a dez estações e, quando assumimos, eram seis operacionais entre o horário parcial, ao qual implementamos o horário integral entre 4h40 e 0h nos dias úteis. Até 2021, serão 11 estações com a entrega da Jardim Colonial, concluindo a primeira etapa da Linha 15-Prata”, disse Baldy.
As três novas estações seguem padrão de baixa interferência na paisagem local. Todas ficam elevadas no canteiro central da avenida Sapopemba. A estrutura em concreto aparente e aço tem aberturas para ventilação e iluminação natural em três diferentes pavimentos. A plataformas têm 90 metros de comprimento e 9,9 metros de largura, a cerca de 15 metros acima do nível da rua.
As estações contam também com piso tátil, portas automáticas em toda a extensão, escadas rolantes, escadas fixas, elevadores, paraciclos e sanitários públicos.
Paisagismo
O Metrô também promove a reurbanização do canteiro central das avenidas Professor Luiz Inácio de Anhaia Melo e Sapopemba, em um projeto de paisagismo de 15 km entre as estações Vila Prudente e Jardim Colonial, incluindo uma ciclovia com a mesma extensão. O plano envolve o plantio de mais de 3,7 mil árvores de 45 diferentes espécies e 107 mil metros quadrados de jardim, além de um jardim de chuva de 110 metros quadrados e biovaleta com 9 mil metros quadrados, que recebem água do escoamento superficial do entorno e auxiliam na drenagem local.
Linha 15-Prata
A Linha 15-Prata é o primeiro monotrilho de alta capacidade do Brasil e vai conectar as regiões leste e sudeste a toda a rede de trilhos de São Paulo, reduzindo o tempo de deslocamento entre a região do Iguatemi (estação Jardim Colonial) ao centro. Os trens trafegam com pneus sobre vigas de concreto elevadas.
A linha tem custo de R$ 5,3 bilhões em investimentos exclusivos do Governo do Estado, compreendendo a construção de 15,3 km de vias e 11 estações entre Vila Prudente e Jardim Colonial, além do Pátio de Manutenção Oratório e compra de 27 trens, sistemas elétricos, de sinalização e controle. A demanda prevista no trecho é de 300 mil passageiros por dia.
A próxima etapa é concluir a estação Jardim Colonial, que deve ser entregue em 2021. Paralelamente, o Metrô trabalha para expandir a linha até o Hospital Cidade Tiradentes.

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