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Reforma administrativa deve ser efetiva apenas no longo prazo

Para André Félix Ricotta, professor de Direito Tributário, a não inclusão dos servidores atuais deve facilitar a aprovação, mas proposta não será capaz de solucionar atuais distorções

As linhas gerais da proposta da reforma administrativa, que tem como objetivo reduzir gastos com o serviço público, já começaram a ser apresentadas pelo governo federal. As regras da medida afetam os futuros servidores da União, estados e municípios, mas não deve trazer economia aos cofres do governo no curto prazo, pelo fato de possuir efeito nulo sobre os atuais servidores públicos, além de preservar categorias como juízes, procuradores, promotores, deputados e senadores.

Especialista em Direito Tributário, o advogado e professor do Mackenzie, André Félix Ricotta,acredita que essa reforma não será capaz de solucionar as atuais distorções nos gastos com os servidores. "Os problemas atuais ela não vai resolver, pois será aplicada apenas para os novos servidores, para quem ingressar no serviço público …

Governadores se aliam à China contra Bolsonaro

Doria, Caiado e outros governadores, na surdina, reúnem-se com embaixador e estreitam laços com a ditadura do Partido Comunista Chinês
 
Ontem (24) um grupo de governadores participou de uma reunião discreta com o embaixador chinês no Brasil, Yang Wanming, que ficou conhecido pelo grande público depois de passar mensagens desrespeitosas à família presidencial, em discussão com o deputado Eduardo Bolsonaro. 
Participaram da conferência, cujo objetivo era discutir estratégias no combate ao coronavírus, os governadores: João Dória (PSDB-SP), Helder Barbalho (MDB-PA), Ronaldo Caiado (DEM-GO), Eduardo Leite (PSDB-RS) e Romeu Zema (Novo-MG).
Segundo nota oficial emitida no Webchat da Embaixada Chinesa do Brasil, durante a reunião, os governadores elogiaram a China pelo êxito na contenção interna do Covid-19 e pela contribuição do país de Xi Jinping, líder do Partido Comunista Chinês, à segurança do mundo.
“Os governadores disseram apreciar muito a resposta da China à epidemia e os notáveis ​​resultados alcançados. Também avaliaram positivamente a contribuição da China para a manutenção da segurança pública mundial. Ademais, agradeceram à China o compartilhamento das informações de prevenção e controle com a comunidade internacional, incluindo o Brasil, e expressaram sua esperança de aprender com a experiência da China, para fortalecer ainda mais a cooperação antiepidêmica com a China”, diz o comunicado.
Dentre outras coisas, conversou-se sobre a possibilidade de que os chineses disponibilizem, além de equipamentos médicos, conhecimento técnico para o enfrentamento da nova peste.
Referindo-se ao governador de São Paulo, João Dória, a nota destacou que a capital paulista, centro econômico do país, é também a maior aliada da China, e que, por isso, é importante, neste momento de crise, que se estreitem ainda mais os laços comerciais e culturais entre chineses e a administração paulistana.
“A China está disposta a trabalhar com os governos locais do Brasil, incluindo o estado de São Paulo, para manter um desenvolvimento estável do comércio bilateral entre os dois países, especialmente nos tempos difíceis atuais, para implementar constantemente projetos pragmáticos de cooperação e resistir conjuntamente ao impacto da epidemia’.
É importante salientar que esta reunião, que não foi repercutida na mídia brasileira, não constava na agenda oficial de João Dória.

Dória e a anarquia dos governadores

O governador paulistano, nome muito cotado para as eleições presidenciais de 2022, tem liderado um movimento que reúne outros governadores, prefeitos, parlamentares, membros do judiciário e veículos de imprensa com o objetivo de isolar o presidente Jair Bolsonaro. 
Na contramão das diretrizes de Brasília, o que esse grupo pretende, pelo menos suas ações o indicam, é tomar medidas independentes e descoordenadas no enfrentamento da epidemia — via de regra apostando em soluções extremas como a quarentena generalizada —, buscando auferir para si, caso a situação se normalize, os louros políticos, a coroa de herói local.  
Na esteira de Dória, que hoje mesmo meteu-se num entrevero com Bolsonaro, que o chamou de aproveitador e politiqueiro durante uma videoconferência, Ronaldo Caiado, até então aliado do presidente, rompeu publicamente com o mandatário o chamando, dentre outras coisas, de “ignorante”. 
Dória convocou, para hoje à noite, uma reunião com os 27 governadores do país. Desta conversa deve se definir quem está com o Brasil e com seu presidente democraticamente eleito e quem está sob as botinas de Pequim, a serviço do Partido Comunista.

Contra a bandalheira: sigam o líder

Em sentido contrário a esse movimento anárquico — que, diga-se, tem gerado um verdadeiro pandemônio em vários municípios do país, com casos de abusos policial, desabastecimento do comércio, hostilidade pública, dentre outros — alguns políticos têm preferido abrandar o tom e acatar as orientações do governo central. 
Vale citar o caso do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB-DF), que, tendo sido um dos primeiros a decretar medidas de isolamento social para conter a epidemia, em declaração nesta quarta-feira (25), questionado sobre o pronunciamento de Bolsonaro, disse que “não é hora de politizar” e que, na condução da crise, “Bolsonaro tem parte da razão”.
Outro que mudou o tom e parece ter aceitado a direção do Palácio da Alvorada é o prefeito do Rio de Janeiro Marcelo Crivella (Republicanos-RJ). Crivella, dos maiores entusiastas das medidas de isolamento em massa, criticadas por Bolsonaro, se disse  agradecido pela mensagem de esperança transmitida pelo presidente e que consultará o Ministério da Saúde a ver quais são as novas diretrizes indicadas pelas pasta de Henrique Mandetta.  
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