13 de mar. de 2020

Março Azul Marinho

Março Azul Marinho: tenho chances de desenvolver um câncer de intestino?

Especialista do Hospital 9 de Julho aponta os fatores de risco, prevenção e tratamento de um dos tipos de câncer mais diagnosticados no mundo, no mês de conscientização da doença

São Paulo, março de 2020 - Estar acima dos 50 anos, não seguir uma dieta balanceada e consumir muita carne vermelha e processada são alguns dos fatores relacionados ao desenvolvimento do câncer colorretal. De acordo com o INCA (Instituto Nacional de Câncer), a estimativa para 2020 é de 40.990 novos casos1, sendo o terceiro tipo de câncer mais frequente em homens e o segundo em mulheres, ocupando a terceira posição entre as neoplasias mais diagnosticadas no mundo com cerca de 1.800.000 novos casos2.

Segundo o Dr. Artur Ferreira, oncologista do Centro de Oncologia do Hospital 9 de Julho, além dos fatores externos, o histórico familiar e a história pessoal de câncer são condições que podem contribuir para o aumento da taxa de risco de cada indivíduo. A doença pode se desenvolver sem apresentar sintomas na fase inicial. Entre os sintomas da doença estão presença de sangue nas fezes, dor ou desconforto abdominal, anemia e perda de peso sem causa aparente e alterações do hábito intestinal. De acordo com o Dr. Ferreira, seus sintomas podem ser confundidos com os de outras doenças, como hemorroidas, verminoses e úlcera gástrica. Por esse motivo, o oncologista recomenda que assim que os primeiros sintomas forem percebidos, um médico seja procurado para a investigação e tratamento adequados.

O diagnóstico precoce pode ser feito por meio da associação de exames clínicos, laboratoriais e radiológicos, logo que o indivíduo perceber os primeiros sinais da doença. “A pesquisa de sangue oculto nas fezes e endoscopias (colonoscopia ou retossigmoidoscopias) são os principais exames para diagnóstico dos tumores de cólon e reto”, aponta o Dr. Ferreira. Com a suspeita confirmada, uma biópsia deve ser realizada na área afetada para o diagnóstico final.

Esse tipo de câncer é tratável e tem grandes chances de cura. Fatores como o tamanho, localização e extensão do tumor também influenciam no método utilizado para tratamento e nas probabilidades de erradicação do tumor. A cirurgia faz parte do processo inicial, fazendo a retirada da parte afetada do intestino e dos gânglios linfáticos dentro do abdome. A radioterapia e a quimioterapia são etapas importantes do tratamento e muitas vezes utilizadas para aumentar a chance de sucesso e, portanto, reduzir a probabilidade de retorno da doença.

Apesar do aumento no número de casos do câncer colorretal, o Dr. Ferreira alerta que algumas mudanças simples no dia a dia podem fazer toda a diferença para prevenir a doença. “Evidências cada vez maiores sugerem que a interrupção do tabagismo, a adoção de uma alimentação equilibrada, além da prática regular de atividades físicas, podem prevenir o desenvolvimento do câncer colorretal”, finaliza o médico. Essas recomendações incluem a redução do consumo de carnes vermelhas e processadas, aumento do consumo de grãos, frutas, vegetais e outros alimentos ricos em fibras e a prática de atividades físicas por, pelo menos, 30 minutos diariamente3.

Outro ponto muito importante a ser destacado corresponde ao rastreio do câncer colorretal através da colonoscopia, por exemplo, que deve ser estimulado e iniciado aos 50 anos em média. Entretanto, para pacientes com forte histórico familiar ou de síndromes genéticas hereditárias, o rastreamento deve iniciar-se antes.

Referências:

http://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/cancer-de-intestino, acesso em 09/03/2020
CA CANCER J CLIN 2018;0:1--31
Lancet 2019; 394: 1467--80

Sobre o Hospital 9 de Julho: fundado em 1955, em São Paulo, o Hospital 9 de Julho que pertence a Rede Ímpar de Hospitais, tornou-se referência em medicina de alta complexidade com destaque para as áreas de Neurologia, Oncologia, Onco- hematologia, Gastroenterologia, Endoscopia Digestiva, Ortopedia, Urologia e Trauma. Possui um Centro de Medicina Especializada com atendimento em mais de 50 especialidades e 13 Centros de Referência: Centro de Dor e Neurocirurgia Funcional; Rim e Diabetes; Cálculo Renal; Cardiologia; Oncologia; Gastroenterologia; Controle de Peso, Infusão, Medicina do Exercício e do Esporte; Clínica da Mulher; Longevidade, Doenças Inflamatórias Intestinais (CDII) e Trauma. Com cerca de 2,5 mil colaboradores e seis mil médicos cadastrados, o complexo hospitalar possui 470 leitos, sendo 102 leitos nas Unidades de Terapia Intensiva, Centro Cirúrgico com capacidade para até 22 cirurgias simultâneas, inclusive com duas salas híbridas (com equipamento de Hemodinâmica e Ressonância Magnética) e três para robótica, incluindo a Sala Inteligente, que permite a realização de cirurgias em sequência.

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