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Entregadores estão sofrendo preconceitos por conta do coronavírus


Cuidados com delivery e entregadores - Grupo Zangari

Entregadores estão sofrendo preconceitos por conta do coronavírus 

Os supermercados estão todos abertos e lotados, enquanto que lojas de roupas, de eletrodomésticos, lojas de sapatos, cabeleireiros e muitos outros prestadores de serviços autônomos  estão fechados, porque segundo o governador, não são essenciais. Esses pequenos comércios, ou até mesmo as grandes lojas de outros segmentos não são locais onde há uma aglomeração de pessoas como nos supermercados em qualquer época.

Na prática toda a população sabe e comprova que em  lojas de sapatos, lojas de roupas, bares, cabeleireiros, costureiras e outros locais não há qualquer aglomeração, portanto seriam muito mais fácil fazer essas medidas protetivas, que sabemos que são muito difíceis de realizar em supermercados que estão sempre lotados de clientes; agora com o pânico causado pelo coronavírus há uma aglomeração ainda maior, pelo menos enquanto ainda circula dinheiro e o cartão de crédito.

As vendas dos supermercados tiveram um aumento de 18% de cliente presente na logo, na região de Marília, as grandes redes de supermercados da cidade, tiveram um aumento de 100 em suas vendas online e por telefone. 

Enquanto os grandes supermercados lucram com o desespero dos clientes, especialmente dos que pertencem ao grupos de risco com relação a idade avançada, e tem dinheiro e recurso para comprar via internet,  os pequenos comerciante e os prestadores de serviços autônomos estão indo a falência. Alguns autônomos  já não conseguirão parar nem mesmo pagar o aluguel desse mês e muito menos fazer um compra no supermercado para que possam ficar em casa de quarentena.Temos ainda os pequenos empresários que tiverem que dispensar funcionários ou decretar falência.

Enquanto o dinheiro está circulando, e as pessoas que podem comprar via internet estão comprando, estocando e consumindo, parece que está ocorrendo tudo bem, mas a realidade é que  muitos desses consumidores recebem os entregadores como se fosse o fim do mundo, há relatos de entregadores que constatam o desespero dessas pessoas que não estão saindo de casa para comprar, comportam com se o entregador tivesse trazendo a morte para suas portas  e não somente as compras pedidas pela internet ou pelo telefone. Há relatos de preconceitos dessas pessoas que não querem nem chegar perto do entregador, como também não querem nem que abram a boca para dizer bom dia.

Em um dos relatos um rapaz motoqueiro e entregador disse que um (a) cliente colocou uma cadeira fora da casa para que o entregador colocasse a compra e que o dinheiro foi colocado dentro de um caixinha, o entregar disse que não viu o rosto de seu cliente. 

A paranoia se tornou preconceito e discriminação, como se o entregador fosse colocados nas ruas para morrer enquanto serve quem ainda tem onde e como comprar e estocar.  



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