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Cancelamento de consultas e cirurgias pode agravar ainda mais a situação de pacientes com câncer no Brasil

Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à ...


Embora estejamos passando por uma pandemia, a atenção e enfrentamento de pacientes com suspeita de câncer ou em tratamento não podem parar. Infelizmente, o cancelamento de consultas e exames já é uma realidade no Brasil e essa falta de atendimento gerará um número ainda maior de casos de câncer avançado no período pós pandemia. Para que todos tenham atendimento rápido e, consequentemente, o diagnóstico precoce, está em vigor a Lei dos 30 dias, que estabelece que os exames necessários para a confirmação do diagnóstico de câncer sejam realizados no SUS em até 30 dias, mas ainda não foi regulamentada.

A fim de entender o atual cenário oncológico, a FEMAMA (Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama) realizou um levantamento interno com suas ONGs associadas. Compartilho abaixo os principais resultados. E caso tenha interesse em se aprofundar no assunto, a Dra. Maira Caleffi, presidente voluntária da FEMAMA (Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama) e Chefe do Serviço de Mastologia do Hospital Moinhos de Vento.


Cancelamento de consultas e cirurgias pode agravar ainda mais a situação de pacientes com câncer no Brasil
De acordo com levantamento realizado pela FEMAMA, 74,2% das pacientes questionam quando a situação retornará à normalidade

São Paulo, maio de 2020 – A fim de entender o cenário oncológico durante a pandemia, a FEMAMA (Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama) realizou um levantamento com a participação de 30 ONGs associadas. Avaliando os resultados de 25 cidades, sendo 12 capitais, de 16 estados, as maiores queixas das pacientes tem sido o cancelamento de consultas (32,3%), cancelamento de cirurgias (22,6%) e a falta de agenda disponível para exames de diagnóstico (16,1%).
“Embora estejamos em plena pandemia do coronavírus, a atenção e enfrentamento de pacientes com suspeita de câncer ou em tratamento não podem parar, precisamos que os responsáveis assumam o compromisso de mudar a realidade dos pacientes. A falta de atendimento irá gerar um número de casos em estágios ainda mais avançados depois da pandemia. É urgente que se abram e divulguem caminhos ‘livres de corona’ para as pessoas procurarem atendimento, e informações”, reforça a Dra. Maira Caleffi, presidente voluntária da FEMAMA e chefe do Serviço de Mastologia do Hospital Moinhos de Vento.
Está em vigor uma lei para que todos tenham atendimento rápido e, consequentemente, o diagnóstico precoce, a Lei dos 30 dias, que estabelece que os exames necessários para a confirmação do diagnóstico de câncer sejam realizados no SUS em até 30 dias. A Lei foi aprovada, mas teve seu prazo de regulamentação expirado em 28 de abril. “Hoje pacientes que não têm como recorrer a serviços particulares de saúde não tem outra opção a não ser esperar. O tempo médio para diagnóstico do câncer no Brasil é de 200 dias na rede pública de saúde, o que desencadeia sentimentos de angústia e incerteza em pacientes e seus familiares, além de reduzir as chances de cura”, conclui Dra. Maira Caleffi.

Layla Ribeiro
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