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Exemplo de luta contra o desemprego, costureiras se unem para formar uma cooperativa de trabalho

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Exemplo de luta contra o desemprego, costureiras se unem para formar uma cooperativa de trabalho
Com o agravamento do desemprego por causa da crise econômica provocada pela pandemia da Covid-19 no país, para muitas pessoas o cooperativismo tem sido o caminho para uma nova oportunidade de trabalho e de renda no mercado.
Desempregadas, 14 costureiras de uma comunidade carente de Piracicaba, no interior de São Paulo, resolveram se juntar para formar uma cooperativa de trabalho, a Costupira. De início, já receberam uma encomenda do Sesc da cidade para a confecção de seis mil máscaras de pano de proteção ao novo coronavírus. E agora estão negociando a confecção de outras 100 mil máscaras com uma siderúrgica.
"Pessoas que atuam num mesmo ramo podem se juntar para constituir uma cooperativa. Este tipo de empreendimento, realizado de forma organizada, é muito competitivo e tem todas as vantagens que o sistema cooperativista oferece, como poder gerir o próprio negócio, rateio de despesas e ganhos por produtividade", diz Edivaldo Del Grande, presidente do Sescoop/SP - Serviço de Aprendizagem do Cooperativismo e da Ocesp - Organização das Cooperativas do Estado de São Paulo.
É o que também está acontecendo na capital paulista com ex-funcionários de empresas que prestam o chamado "serviço de rampa" em aeroportos - que trabalham na parte de embarque e desembarque de passageiros e de cargas dos voos. Devido à paralisação do setor aéreo, muitos foram demitidos. Agora, eles estão se organizando para formar uma cooperativa e disputar esse mercado, preparando-se para quando as companhias aéreas retomarem seus voos dentro da normalidade.
Segundo o diretor do Ramo Transporte da Ocesp, Murilo Karapetcov Silva, a GSCOOP - Cooperativa de Trabalho Ground Handling Service em Aeroportos BR já está em fase de constituição. "Nossa projeção é de chegar a dois mil associados no prazo de um ano, com operações em aeroportos por todo o país", afirma o diretor. Estima-se que cerca de 10 mil profissionais tenham sido dispensados pelas empresas do setor, nos últimos meses, por conta da crise provocada pela Covid-19.
De acordo com a legislação brasileira, para uma cooperativa ser constituída é preciso um número mínimo de 20 pessoas, com exceção das cooperativas de trabalho, que podem ser formadas com pelo menos sete cooperados. "É necessário também um registro na Organização de Cooperativas do Estado, ter o acompanhamento de um contador, inscrição estadual e alvará de funcionamento, entre outras obrigações", explica a coordenadora de Gestão de Cooperativas do Sescoop/SP, Andréa Pinheiro.
"O que muitas pessoas ainda desconhecem é que a criação de uma cooperativa pode ser também uma opção para driblar o desemprego e a informalidade", observa Del Grande. Só no Estado de São Paulo, números atualizados pelas duas entidades indicam que já são 1.025 cooperativas atuando em dez diferentes segmentos econômicos. Apenas no ramo Trabalho, são 148 cooperativas no Estado, que reúnem mais de 90 mil cooperados.
Aos interessados, Andréa conta que o Sescoop/SP tem um Programa de Orientação Cooperativista (POC) que oferece todo conhecimento necessário para que toquem o projeto com segurança jurídica e capacidade de autogestão. "Criado em 2012, já recebemos mais de 7 mil interessados em constituir cooperativa", afirma. Ela diz também que os atendimentos seguem normalmente durante o isolamento, agora em home office, e que este ano quase 100 pessoas já buscaram orientações a respeito.
Maria de Lurdes Macedo, de 61 anos, uma das associadas à cooperativa de costureiras de Piracicaba, está animada com o novo desafio. "Já deu certo! Uma iniciativa muito boa. Estávamos precisando, principalmente as mulheres com uma certa idade, como é o meu caso. Dar início a um projeto como esse foi muito bom. Eu, particularmente, estou muito empolgada", comemora a costureira.
Del Grande também reforça a ideia de que nas cooperativas todos, sem exceção, são donos do negócio. "Não existe um dono da cooperativa. A gestão é democrática, com a participação econômica de todos os sócios na formação do capital social, bem como na participação decisória", conclui o presidente.
Sobre o Sescoop/SP
O Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) surgiu em 1998 para dar suporte às cooperativas, contribuindo para melhorar a gestão e os resultados dos empreendimentos e a vida das pessoas envolvidas, com programas de Formação Profissional, Promoção Social e Monitoramento. O Sescoop/SP oferece programas voltados à profissionalização da gestão e sustentabilidade das cooperativas e contribui para difundir o modelo econômico cooperativista na sociedade.
Mais informações:
Ex-Libris Comunicação Integrada
(11) 99393-3088
Jornalistas: Marco Berringer, Edmir Nogueira e Ian Pellegrini

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