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Morre o cantor e compositor Sérgio Ricardo que nasceu em Marília



Sergio Ricardo
Ele era nascido em Marília e deixa importante legado para a cultura brasileira
Sérgio Ricardo, nome artístico de João Lutfi (Marília18 de junho de 1932 — Rio de Janeiro23 de julho de 2020)

A Prefeitura de Marília, por meio da Secretaria Municipal da Cultura, lamentou a morte do cantor e compositor Sérgio Ricardo, ocorrida nesta quinta-feira, dia 23 de julho, aos 88 anos. O artista deixa importante legado para o cenário cultural brasileiro.
Nascido em Marília, o artista foi um nome relevante para a cultura musical brasileira: ele integrou o movimento bossa nova e o cinema novo. Ele ainda fez participações no cinema, como ator, diretor e compositor de trilhas sonoras.
Segundo o secretário municipal da Cultura, André Gomes Pereira, Sérgio Ricardo morava já há décadas no Rio de Janeiro, mas esporadicamente visitava sua terra natal. “Morava no Rio de Janeiro, mais precisamente no Vidigal, como ele mesmo sempre dizia, mas Sérgio jamais se esqueceu de sua terra da infância”.
“Em 2012 quando tive a oportunidade de estar à frente da Secretaria de Cultura, viabilizei em parceria com o Sesc Bauru um show dele com seus três filhos (duas meninas e um rapaz). Na ocasião Sérgio chegou em Marília um dia antes do show, o que permitiu que eu pudesse conviver intensamente com ele durante os dois dias de estadia em Marília. Uma das coisas que me pediu foi que o levasse pra rever nosso Itambé, que por nós das periferias é conhecido popularmente como buracão, aliás era assim que o Sérgio se referia ao Planalto Mariliense, seus filhos foram juntos e ficaram encantados com a beleza de nosso relevo que eles conheciam apenas através das histórias do pai, e ele se emocionou”, disse André Gomes.
“Guardo essa memória como um dos mais significativos dias de minha história. Fiz questão de cultivar essa amizade desde então, estive com ele em sua casa no Vidigal no Rio de Janeiro. O Brasil perdeu um de seus mais geniais compositores e Marília um de seus filhos mais ilustres, que a música de Sérgio Ricardo siga inspirando esse povo criativo de Marília que fazem dessa cidade símbolo de amor e Liberdade, dois princípios tão caros ao grande Sérgio Ricardo”, finaliza o Secretário.
HISTÓRIA
Sérgio Ricardo (nome artístico de João Lutf) nasceu em Marília em 18 de junho de 1932. Aos oito anos de idade, ele começou a estudar música no conservatório da cidade.
O artista se mudou para o Rio de Janeiro em 1950, época na qual iniciou a carreira profissional como pianista em casas noturnas da Cidade Maravilhosa.
Na mesma década, conheceu Tom Jobim e, logo começou a compor e cantar. Em 1960, gravou o LP "A bossa romântica de Sérgio Ricardo", lançado, com destaque para a canção "Pernas". Além de fazer sucesso com músicas, a exemplo de “Zelão”, “Beto bom de bola” e “Ponto de partida”.
No ano de 1962, o cantor participou do histórico Festival de Bossa Nova, no Carnegie Hall de Nova York (EUA), ao lado de Carlos Lyra, Tom Jobim, Roberto Menescal, João Gilberto, Sergio Mendes, entre outros renomados nomes da bossa nova.
Na década de 50, após realizar testes para trabalhos com atuação foi contratado pela TV Tupi, emissora na qual participou de novelas e programas musicais.
O artista também dirigiu e atuou em filmes como “Êsse mundo é meu” (1964), “Juliana do amor perdido” (1970) e “A noite do espantalho” (1974).
Compôs músicas para as trilhas sonoras de "Deus e o diabo na terra do Sol" e "Terra em transe", grandes símbolos do cinema novo, dirigidos por Glauber Rocha.
Em 1982, lança seu primeiro livro de poemas, Elo Ela. Em show de voz e violão os poemas da obra são apresentados no Barbas, no bairro de Botafogo, no Rio de Janeiro.

Foto: Divulgação


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