Processo arquivado: Professora denunciada por dar aula sobre feminismo no lugar das aulas de Inglês.


Funcionária da rede pública era investigada pela suspeita de doutrinar os alunos ao falar sobre feminismo em uma aula






Professora de inglês sofre processo disciplinar por falar sobre ...

Professora de Valinho que foi denunciada por dar aula sobre feminismo no lugar das aulas de Inglês. 


Áudio gravado flagra professora de Inglês da Rede Pública Municipal de Ensino de Vinhedo, filiada ao PSOL, dando aulas sobre feminismo e subvertendo valores para impor sua visão política ao invés de dar aulas de inglês.
Inglês é uma matéria essencial para o mercado de trabalho atual e muitos pais não tem condições de pagar um curso para seus filhos. Porém a doutrinadora usa de seu poder em sala de aula para impor pautas que bem entende, jogando no lixo o conteúdo programático e a liberdade dos alunos e suas famílias.
A professora foi DENUNCIADA pelos pais na ouvidoria. Esperamos que o Prefeito não se omita e tome medidas com relação a esse absurdo.

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https://www.facebook.com/MBLvinhedo/videos/597854580686503/?t=0

Prefeitura arquiva processo de suposta "doutrinação" de professora

A Secretaria de Educação de Vinhedo arquivou nesta segunda-feira (17) o processo disciplinar que corria na rede pública, após denúncia de uma suposta "doutrinação" de uma professora de inglês, que falou sobre feminismo durante aula em uma escola municipal. Segundo a Prefeitura, não houve configuração de irregularidade na conduta da docente. 

Virginia Ferreira, professora de inglês da Escola Municipal Ricardo Junco, foi gravada em sala de aula por uma aluna quando falava sobre violência contra as mulheres. O caso aconteceu durante uma aula no ano passado. A estudante mostrou o vídeo para o pai que fez a denúncia Ouvidoria da Secretaria de Educação.  A denúncia também chegou ao MBL (Movimento Brasil Livre), que divulgou o áudio da aula nas redes sociais e se posicionou contra a professora, alegando "doutrinação de esquerda", e citando a necessidade de aplicação do projeto Escola
Sem Partido, sugerido pelo movimento nas unidades de ensino.  

Nas publicações o grupo ainda acusou a professora, ligando o conteúdo das aulas ao fato de Virginia ser filiada ao PSOL (Partido Socialismo e Liberdade). Os líderes do grupo afirmaram também que a professora não deveria falar sobre o assunto em uma aula da disciplina de inglês. 

SUSTO  
Virgina confirmou a filiação no partido, mas garantiu que não mistura seu trabalho dentro da sala de aula com a militância, por considerar ser antiético. Ainda de acordo com a professora, o conteúdo ministrado fazia parte de atividades do mês de março, quando é celebrado o Dia Internacional da Mulher.  
"Era um trabalho de questionário e pesquisa, que tinha por objetivo conscientizar sobre a violência contra a mulher, com pesquisas sobre o assunto e sobre mulheres no mundo. O trabalho tinha sentido de prevenir", disse a professora.  
Virgínia ainda disse que ficou abalada, e se sentindo censurada quando foi aberto o processo na escola. "A exposição foi uma forma leviana para me atingirem, eu fiquei muito abalada, não queria dar aula, me senti privada da liberdade. Para mim, tudo isso configura uma tentativa de censura ao professor, de interferência no nosso trabalho e de silenciar debates sobre desigualdades hoje".  
O PROCESSO  
A denúncia do pai da aluna que gravou a professora foi direcionada para a Secretaria de Educação em fevereiro de 2019, e segundo a docente, ela foi chamada em março para prestar depoimento sobre o caso. 
O processo disciplinar foi aberto em julho, e arquivado nesta segunda-feira (17), considerando que não houve configuração de irregularidade. Além da denúncia de doutrinação, houve uma acusação que alegava ainda a negligência por parte da professora, sugerindo desvio do conteúdo programático das aulas. Com as acusações, a professora corria o risco de sofrer punições disciplinares, com chance de afastamento das atividades.  
O Coletivo de Professores em Defesa da Educação Pública, de Vinhedo divulgou em novembro uma carta aberta, onde condenava a "omissão, contradição e perseguição" contra a professora.  
Na carta, o coletivo citou trechos da Lei Orgânica de Vinhedo, legislação municipal que referencia a atuação do Poder Público e seus agentes na cidade. O artigo 168, que garante "liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber", e o artigo 216, que diz que "compete à Administração Municipal promover políticas preventivas educativas visando à diminuição da violência contra as mulheres e crianças", foram citados pelo grupo, em defesa de Virgínia. 
A PREFEITURA  
Em nota, a Prefeitura informou que houve a apuração, como em qualquer procedimento, e concedeu o direito de defesa das partes. A nota ainda destacou que não foram comprovadas irregularidades na conduta da funcionária.  
Ainda segundo a nota, "a abertura de processos administrativos nos moldes do caso em exame é feita por força de lei municipal, e é um meio de os servidores apresentarem suas justificativas, ou seja, serve tanto para penalização quanto para que o servidor se defenda de fatos a ele imputados", e que também "é direito de qualquer cidadão apresentar reclamações quanto ao serviço público que lhe é fornecido, e dever da Municipalidade apurar para que os serviços públicos sejam prestados com eficiência". 
O MBL 
Procurado, o MBL argumentou que "arquivar a denúncia é um estímulo ao descumprimento das obrigações por parte dos funcionários públicos". Ainda de acordo com a opinião do grupo, "a professora foi contratada para dar aulas de inglês, e hoje, apenas 1% dos brasileiros falam inglês fluente apesar da língua fazer parte da grade curricular".


Em nota, o MBL disse também que pelo recuo da Prefeitura quem perde são os alunos, e que continuará vigilante "contra as investidas da esquerda para doutrinação".