Após pressão, Doria recua e termos cristãos voltam para livros didáticos de SP


Após pressão de internautas apoiadores do governo Bolsonaro nas redes sociais, que começou com a denúncia do deputado estadual Gil Diniz (PSL-SP), no início da semana acusou o governo de João Dória de “preconceito religioso contra cristãos”, materiais didáticos distribuídos aos estudantes da rede estadual de ensino em São Paulo foram modificados em sua versão online, de onde foram extintos nomenclaturas a.E.C/E.C. A informação é do Yahoo.
Os termos significam a passagem histórica “Antes da Era Comum” e “Era Comum”, em substituição aos antigos a.C/d.C (“Antes de Cristo” e “Depois de Cristo”).
Tudo começou quando uma professora explicou, durante uma aula online no Centro de Mídias São Paulo, mantido pela própria Secretaria Estadual de Educação, as razões para a atualização dos termos, considerados mais neutros. 
Gil Diniz, vulgo  “Carteiro Reaça”, compartilhou um trecho do vídeo dizendo que a Secretaria Estadual da Educação “só pode estar de brincadeira”. “A verdade é que não suportam ouvir o nome de Cristo e usam veladamente do seu preconceito religioso contra cristãos!”


Sugestão de mudança das siglas AC e DC é contestada em plenário


Durante a sessão ordinária desta terça-feira (1º/9) os deputados comentaram a substituição dos termos Antes de Cristo e Depois de Cristo por Antes da Era Comum e Depois da Era Comum, sugerida por professora da rede estadual durante aula ministrada em ambiente virtual. O deputado Tenente Nascimento (PSL) repudiou a sugestão. "Não mexam com os cristãos, com as nossas crianças. A Frente Parlamentar Evangélica está tomando providências", comentou antes de mostrar vídeo no qual a professora afirma que a Secretaria da Educação mudou o entendimento das siglas AC e DC.

Gil Diniz (sem partido) também criticou a atitude. "Os cristãos estão sendo perseguidos. Já tiraram o dia dos pais e das mães, estão tirando tudo que tenha fundo cristão", afirmou. Para Douglas Garcia (PTB) é necessário um posicionamento da Secretaria da Educação a respeito.

Segundo Janaina Paschoal (PSL), a escolha da religião cabe à família. "Não dá para usar o poder da sala de aula para retirar esse conforto que é acreditar na existência de um Deus".


Presidiram a sessão os deputados Cauê Macris (PSDB), Gilmaci Santos (Republicanos), Tenente Nascimento e Wellington Moura (Republicanos).
fonte: https://gazetabrasil.com.br/      -      fonte: https://www.al.sp.gov.br/