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João Doria disse em entrevista que é contra o Auxílio Emergencial do presidente Bolsonaro

Doria é contra a prorrogação do auxílio: “Não dá para sustentar 90 milhões de brasileiros sem trabalhar”

Doria é contra o auxilio emergencial de Bolsonaro
O governador de São Paulo, João Doria, disse em entrevista por videoconferência à Agência EFE que é contra a prorrogação do auxílio-emergencial. Na visão do tucano o Brasil não possui condições para sustentar brasileiros que estão desempregados nessa pandemia. “Não há recursos, não há condição de o país sustentar 90 milhões de brasileiros sem trabalhar.” 

A fala vem logo após a prorrogação do benefício feito pelo presidente Jair Bolsonaro na última quarta-feira (02). Além da crítica sobre a continuidade da medida, Doria aproveitou para atacar o presidente e reforçar sua fala sobre o chefe do executivo dar “mais um mau exemplo à população” ao ter defendido a não obrigatoriedade de vacinação contra a covid-19.

Bolsonaro X Doria 

Na última segunda-feira (31), durante conversa com apoiadores do governo do lado de fora do Palácio da Alvorada, Bolsonaro afirmou a uma simpatizante que “ninguém pode obrigar ninguém a tomar vacina”. No dia seguinte, a frase foi reproduzida pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom) em mensagem publicada no Twitter, com o acréscimo de que “impor obrigações definitivamente não está nos planos”.

“Dá mais um mau exemplo à população, sabendo ele que a única forma de termos o retorno ao normal, seja no Brasil, na Espanha, na Argentina, em qualquer país do mundo, é ter a sua população imunizada com a vacina”, afirmou o tucano em entrevista.

Em relação à popularidade do presidente, a mais alta desde o início do mandato, segundo uma pesquisa realizada pelo instituto Datafolha em agosto, Dória a creditou à concessão do auxílio emergencial.

“São 90 milhões de brasileiros recebendo R$ 600 por mês e que não recebiam nada, absolutamente nada. Ou uma parcela, talvez a metade deste universo, recebesse R$ 150 de um programa social que vem desde o governo retrasado e agora passa a receber R$ 600 por mês”, declarou.


O governador também mostrou preocupação com o estado das contas públicas devido ao benefício.


“Eu não desaprovo o gesto, desaprovo a continuidade do gesto, porque não há dinheiro no Brasil para sustentar um programa que já custou aos cofres públicos R$ 250 bilhões. Não há recursos, não há condição de o país sustentar 90 milhões de brasileiros sem trabalhar”, comentou.

*Com informações da EFE*