Sósia de Martinho da Vila passa por transplante e comemora vida nova no Dia Mundial da Doação de Órgãos

 


Paciente renal da Fresenius Morumbi, em São Paulo, recebeu rim há um ano e conta sua experiência. Pandemia de coronavírus afetou doação e transplantes em 2020. Médicos alertam que estar com o organismo preparado para receber o novo órgão é fundamental

Odilon é só alegria depois do transplante. Curte a vida tocando no grupo Samba do Querosene, composto, em sua maioria, por integrantes do Morro do Querosene, no Butantã




Odilon Evangelista da Silva, de 68 anos, conviveu com a insuficiência renal por 5 anos, provocada pela diabetes, que levou seus rins a pararem de filtrar o sangue, suas toxinas e líquidos em excesso. Nesse período, o que lhe garantiu a vida foi a terapia de hemodiálise, procedimento em que os pacientes ficam numa máquina que purifica o sangue por duas a quatro horas por dia, de três a seis vezes por semana.

Nesse período em tratamento, o comerciante se aposentou, mas manteve sua atividade que era a maior paixão: a música. Conhecido em São Paulo como sósia de Martinho da Vila, o paciente renal levava a sua vida normal de músico, sempre tocando o seu tamborim, porém com restrições alimentares que o chateavam. Até que decidiu entrar na fila do transplante após três anos de diálise.

" A hemodiálise em si não me incomodava. Eu saía muito bem da clínica. O que eu achava ruim mesmo era não poder beber suco e água, pois adoro. Não podia comer alimentos que prejudicavam o meu sangue. Então, o transplante veio como uma solução para levar uma vida normal, bebendo e comendo melhor, mas sem abusar. Eu controlo doces, gorduras, tomo meus remédios direitinho, faço acompanhamento na clínica. E estou me sentindo muito bem", conta.

Neste Dia Mundial da Doação de Órgãos, celebrado em 27 de setembro, Odilon agradece a chance de ter uma vida nova e os cuidados que recebeu por tantos anos. "Sou muito grato a esta oportunidade que tive. Consegui o rim na terceira tentativa em dois anos na fila do transplante. Quase não acreditei quando o meu dia chegou. Foi incrível porque eu estava bem preparado pela equipe da Fresenius Morumbi. Eles cuidaram muito bem de mim e eu também segui disciplinado no meu tratamento por todos esses anos", conta.

Andréa Olivares Magalhães é médica nefrologista e diretora médica da Fresenius Morumbi, em São Paulo, clínica que integra uma rede de 36 unidades de serviço da Fresenius Medical Care, onde milhares de pessoas estão elegíveis a fazer um transplante e aguardam pelo rim. Ela acompanhou o tratamento renal de Odilon e fala sobre a importância de o paciente ser aderente ao tratamento para que não perca a chance de transplantar quando o órgão finalmente chega.

"Nós oferecemos o que há de melhor em tecnologias, produtos e insumos para hemodiálise. Um tratamento diferenciado faz muita diferença para o sucesso do transplante. Aqui nós temos acompanhamento nutricional, psicológico, fisioterápico e assistência social. É um cuidado muito amplo. Quando o paciente está bem dialisado, o risco de complicações no pós-transplante é bastante reduzido", destaca.

Pandemia afetou doação de órgãos em 2020

A pandemia do novo coronavírus fez com que os transplantes de órgãos e tecidos tivessem uma queda de 61%, de acordo com dados divulgados pela Associação Brasileira de Transplantes; que acredita que, se esse ritmo continuar, o ano pode ser finalizado com queda de 20,5% nos procedimentos. O transplante de pulmão foi o que sofreu mais impacto. No período, houve uma redução de 85% nesse tipo de procedimento, seguido do transplante de pâncreas (65%), coração (62%), rim (50%) e fígado (39%).


"As consultas de pré-transplante foram canceladas por conta da Covid-19, mas estão sendo retomadas. Por isso, a manutenção do paciente saudável até que o rim chegue é tão fundamental", finaliza a médica.

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