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Aumenta a pressão sobre as big techs

 Aumenta a pressão sobre as big techs

Vivaldo José Breternitz

Cecilia Kang é uma jornalista que, há 15 anos, cobre temas ligados a tecnologia, com ênfase em negócios e assuntos regulatórios. Desde 2015 escreve para o New York Times, tendo trabalhado antes para o Washington Post, os dois maiores jornais americanos.

Em recente entrevista, explicou as razões pelas quais a opinião pública e os dois principais partidos políticos dos Estados Unidos têm visto de forma muito positiva a ação que o Departamento de Justiça está movendo contra o Google, acusando a empresa de práticas ilegais, que atentam contra a livre concorrência.

Segundo ela, já no governo Obama, a população começou a se sentir desconfortável em função das influência das grandes empresas de tecnologia, as big techs, no processo de troca de ideias, entretenimento, propaganda etc. Também incomodava a explosiva valorização dessas empresas e os altíssimos salários pagos a seus executivos numa época em que a economia do país se achava estagnada, com desemprego em alta.

Mas o desconforto aumentou na eleição de 2016, quando vieram a público informações dando conta que o governo russo usava ferramentas como Facebook, YouTube, Twitter e Instagram para gerar desinformação e tumultuar o processo eleitoral.

Isso se soma à tradicional desconfiança que os americanos nutrem pelas grandes corporações: Apple, Google, Amazon e Facebook valem nas bolsas mais de 5 trilhões de dólares, e a Amazon é um dos maiores empregadores dos Estados Unidos - essas companhias não conseguem passar desapercebidas.

Mesmo os Republicanos, que sempre se apresentaram como paladinos da livre iniciativa e atividade econômica, apoiam a ação, talvez porque diz-se que as big techs têm adotado sistematicamente posições contrárias às suas. Kang não acredita que isso tenha acontecido, mas o que parece é que os políticos desse partido sentiram o que o grande público pensa a respeito e se deram conta do tamanho do poder dessas empresas, que podem destruir quem a elas se opuser.

Já o apoio dos Democratas parece mais natural, pois ideologicamente tendem a ser opor às grandes corporações. Assim, não se acredita que uma eventual vitória de Biden nas próximas eleições possa significar o fim da ação interposta pelo governo de seu grande adversário, Donald Trump.

E deve vir mais por aí: Cecília Kang disse em artigo recente que a Federal Trade Commission provavelmente vai entrar com mais uma ação semelhante, desta vez contra o Facebook.

Vivaldo José Breternitz é Doutor em Ciências pela Universidade de São Paulo, é professor da Faculdade de Computação e Informática da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Sobre a Universidade Presbiteriana Mackenzie
A Universidade Presbiteriana Mackenzie está na 103º posição entre as melhores instituições de ensino da América Latina, segundo a pesquisa QS Quacquarelli Symonds University Rankings, uma organização internacional de pesquisa educacional, que avalia o desempenho de instituições de ensino médio, superior e pós-graduação. Possui três campi no estado de São Paulo, em Higienópolis, Alphaville e Campinas. Os cursos oferecidos pelo Mackenzie contemplam Graduação, Pós-Graduação Mestrado e Doutorado, Pós-Graduação Especialização, Extensão, EaD, Cursos In Company e Centro de Línguas Estrangeiras.
Em 2021, serão comemorados os 150 anos da instituição no Brasil. Ao longo deste período, a instituição manteve-se fiel aos valores confessionais vinculados à sua origem na Igreja Presbiteriana do Brasil.

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