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Dia Mundial da Psoríase

 Dia Mundial da Psoríase: dois milhões de brasileiros convivem com a doença[1]


Consulta pública para incorporação de medicamento biológico no rol da ANS está aberta até 21 de novembro

São Paulo, 21 de outubro de 2020 - Pele com lesões avermelhadas cobertas por escamas brancas, que podem aparecer em qualquer lugar do corpo, porém, são mais comuns no couro cabeludo, joelhos e cotovelos e unhas[2,3]. Esses são os sintomas da psoríase, doença cutânea e crônica, de grande impacto na qualidade de vida dos pacientes[2,3]. No mundo, cerca de 60 milhões de pessoas convivem com essa condição[3]. Para aumentar o conhecimento sobre a doença e tratamentos disponíveis, o dia 29 de outubro foi instituído como o Dia Mundial da Psoríase. No Brasil, desde 2016, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) promove uma campanha nacional durante todo o mês de outubro para combater o preconceito com os pacientes que convivem com a doença, assim como, melhorar a vida dos mesmos.

"Levantar discussões sobre a psoríase é de extrema importância, pois estamos falando de uma doença que afeta muito mais do que a pele. Há um impacto social e emocional relevante na vida dos pacientes em decorrência das lesões aparentes[4]", explica Ricardo Romiti, dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologista.

A pesquisa CLEAR[5] mostra que 96% dos pacientes brasileiros já foram humilhados discriminados por causa da doença e 64% apresenta alguma condição psicológica, como depressão e ansiedade. Romiti afirma que a falta de informação sobre a doença faz com que pessoas ao redor do paciente com psoríase não entendam suas características.

"A psoríase é uma doença inflamatória que faz com que as células da pele se multipliquem aceleradamente. O processo que demoraria cerca de um mês para acontecer, em pacientes psoriásicos, leva poucos dias[6]. O que as pessoas muitas vezes não sabem é que como esse é um processo do sistema imunológico do paciente, as lesões não são contagiosas", esclarece o dermatologista.

Quando diagnosticada de forma precoce, paciente pode se beneficiar com uma pele sem lesão

O diagnóstico da psoríase é clínico, ou seja, o médico irá examinar o paciente no consultório, checar o seu histórico, olhar os sintomas na pele. Em alguns casos poderá pedir uma biopsia para eliminar a suspeita de outras doenças similares[7,8]. A psoríase em placas é a forma mais comum, atingindo cerca de 85-90% dos pacientes[9].

"Com o diagnóstico em mãos é possível iniciar um tratamento adequado à gravidade da doença. Existem diferentes tipos de medicamentos que podemos prescrever, dependendo do paciente. Temos os de uso tópico (pomada e cremes), orais (sintéticos), a fototerapia ou os injetáveis (imuniobiológicos)[10,11]. Com o uso dos medicamentos biológicos, cerca de 80% dos pacientes com psoríase moderada a grave muitas vezes consegue atingir uma pele sem ou quase sem lesão[9]", finaliza Romiti.

Consulta Pública para incorporação de medicação biológica na rede privada está aberta

Um dos desafios é ter acesso a tecnologias avançadas que ajudam no controle da doença. No caso dos pacientes que possuem planos de saúde, para que eles tenham o tratamento coberto por seu plano, esse medicamento ou procedimento precisa ser incorporado ao Rol de Procedimentos da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

A boa notícia é que, para a atualização do rol em 2021, a ANS está avaliando a incorporação de secuquinumabe, medicamento biológico já incorporado no sistema público via SUS, para acesso privado com cobertura dos planos de saúde. Uma das etapas do processo é uma consulta pública para que a ANS escute a opinião da sociedade sobre essas inclusões.

A consulta é pública, ou seja, aberta a todas as pessoas da sociedade que queiram dar o seu parecer sobre o tratamento. Caso tenha interesse em participar, acesse o site da ANS através do link http://www.ans.gov.br/participacao-da-sociedade/consultas-e-participacoes-publicas de 08 de outubro a 21 de novembro.

Sobre a Novartis

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Informações à Imprensa:

IPG-PR

Mariana Braz - mbraz@ipg-pr.com

Gabriele Martins - gmartins@ipg-pr.com

Referências

1- Romiti R, Amone M, Menter A, Miot HA.Prevalence of psoriasis in Brazil - a geographical survey. Int J Dermatol. 2017 Aug;56(8):e167-e168.

2- Psoríase Brasil. Relatório global sobre a psoríase. Disponível em: http://apps.who.int/iris/bitstream/10665/204417/17/9789241565189-por.pdf. Acesso em 01/10/2020.

4- Rapp SR, Feldman SR, Exum ML et al. Psoriasis causes as much disability as other major medical diseases. J Am Acad Dermatol 1999; 41(3 Pt 1):401-7.

5- Clear Psoriasis Patient Survey. Disponível em http://saude.novartis.com.br/psoriase/a-psoriase-no-brasil/. Acesso em 30/01/2019

6- O que é e quando ela ocorre? Novartis. Disponível em: http://saude.novartis.com.br/psoriase/psoriase/saiba-o-que-e-a-psoriase-e-quando-ocorre/. Acesso em 02/10/2020.

7- National Psoriasis Foundation. About Psoriasis. Disponível em: http://www.psoriasis.org/about-psoriasis. Acesso em junho de 2016.

8- Mayo Clinic. Psoriasis. Disponível em: http://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/psoriasis/basics/tests-diagnosis/con-20030838Acesso em junho de 2016.

9- EMEA - CHMP. Guideline on Clinical Investigation of Medicinal Products Indicated for the Treatment of Psoriasis. Disponível em http://www.ema.europa.eu/docs/en_GB/document_library/Scientific_guideline/2009/09/WC500003329.pdf. Acesso em 30/01/2019.

10- Sociedade Brasileira de Dermatologia. Consenso Brasileiro de Psoríase 2012 - Guia de avaliação e tratamento. Disponível em http://www.ufrgs.br/textecc/traducao/dermatologia/files/outros/Consenso_Psoriase_2012.pdf. Acesso em 30/01/2019.

11- National Psoriasis Foundation. Psoriatic disease: about psoriasis. Disponível em www.psoriasis.org/about-psoriasis. Acesso em 30/01/2019.