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Outubro Rosa: mulheres abrem vaquinhas virtuais para lutar contra o câncer de mama

 Segundo especialistas, a pandemia fez 50% do número de cirurgias em pacientes com estágio inicial em câncer de mama serem adiadas


São Paulo, outubro de 2020 - O impacto da pandemia na busca por um diagnóstico precoce para o câncer de mama é preocupante. Segundo estudo da Sociedade Brasileira de Mastologia com médicos da rede pública e particular, cerca de 50% deles adiaram cirurgias de pacientes em estágio inicial da doença e começaram tratamento com medicação oral. Na mesma pesquisa, 33% adiaram cirurgias para reconstrução mamária. Em meio à fila de espera, muitas usuárias do Vakinha, plataforma de financiamento coletivo, têm aberto campanhas para arrecadar dinheiro como suporte para tratamentos particulares, além da compra de remédios e sessões de quimioterapia.

Também houve redução significativa na realização das mamografias feitas pelo SUS. De janeiro a julho deste ano, a realização desses exames despencou quase 47% no país em relação ao ano passado, segundo o Ministério da Saúde. Além disso, 62% das pacientes deixaram de ir ao ginecologista ou mastologista desde março e, entre as mulheres acima de 60 anos, a ausência foi ainda maior, chegando aos 73%. "Não só neste Outubro Rosa, mas em todos os meses do ano, queremos ser o começo de toda ajuda às guerreiras que estão lutando contra essa doença de alta incidência que acomete cerca de metade de todas brasileiras", afirma Luiz Felipe Gheller, CEO que criou o Vakinha em 2009 com o objetivo de potencializar arrecadações e transformar a vida do maior número de pessoas possível.

A consulta e a mamografia juntas são as medidas que permitem o diagnóstico precoce da doença, evitam situações mais preocupantes e reduzem as chances de enfrentar tratamentos mais agressivos, devido à capacidade acelerada de crescimento dos tumores. Mas nem sempre todas as mulheres têm a orientação e condições necessárias para o acompanhamento médico. O cenário enrijeceu ainda mais com as regras de isolamento impostas pela pandemia.

Alzidete Brandão, do interior de Sergipe, foi uma das mulheres que teve sua cirurgia para retirada do tumor cancelada por conta da covid-19. Como alternativa, ela criou sua vaquinha online, conseguiu doações e pagou pela cirurgia particular. Mas agora vem o próximo passo: ela precisa de ajuda para a radioterapia. A meta da nova vaquinha é chegar aos R$ 9,7 mil e alcançou R$ 1,4 mil por ora.

Com objetivo de alcançar R$ 6 mil, Andrea Freitas, de Curitiba, criou uma vaquinha para pedir ajuda ao seu tratamento. Ela foi diagnosticada com câncer na mama direita, já com tumor maligno de tamanho avançado. Entre sessões de quimioterapia e quedas de cabelo, Andrea alerta para a importância de fazer o tratamento e, se possível, fazer acompanhamento médico regularmente para evitar chegar ao estágio avançado. A campanha conta com 12 apoiadores até agora e pede ajuda de mais colaboradores.

Mirela Pretti, de Vila Velha, tem 43 anos e três filhos, e foi diagnosticada com câncer de mama e metástase óssea. Apesar de seguir o tratamento pelo SUS, será necessário comprar dois medicamentos que a rede não fornece, isso sem poder trabalhar por conta da intensidade do tratamento. Por isso, criou uma vaquinha em que sua meta é alcançar R$ 60 mil, tendo chegado, por enquanto, aos R$ 26 mil.

Aos 29 anos, Veronice José, do interior do Paraná, já teve câncer de mama e passou por um ano difícil. Depois da retirada de parte do seio e sessões de radioterapia, ela venceu a batalha. Agora ela precisa se preparar ainda mais para uma cirurgia que colocará uma prótese e reconstruirá o seio afetado. Mas, para isso, ela tem um tempo limitado, por isso criou esta vaquinha para auxiliá-la na realização de seu sonho.

Para reforçar sua solidariedade à causa, o Vakinha fez uma parceria com a iCaiu, startup de soluções para a Apple, para arrecadar fundos ao projeto Papo Rosa, que leva recursos para famílias com necessidades e orientações de combate ao câncer de mama. O dinheiro arrecadado com a vaquinha, o projeto conseguirá levar a mais mulheres informações importantes e ajudá-las na luta contra a doença.

Para fazer parte dessa rede de solidariedade, o Vakinha faz uso de uma plataforma simples e segura: qualquer pessoa se cadastra e faz a doação para a vaquinha com a qual se identificar. Também é possível criar sua própria arrecadação, pedindo ajuda para uma condição ou tratamento específico. Quanto mais compartilhar com suas redes sociais, maior o engajamento. "O Vakinha pensa na simplicidade para o usuário durante a navegação na plataforma, tanto para quem cria a vaquinha como para quem quer doar, visando alcançar mais arrecadações para lutas importantes, como a do câncer de mama", finaliza o CEO.


Sobre o Vakinha:
Vakinha é o maior site de vaquinhas online do Brasil, lançado em janeiro de 2009 e que oferece uma solução com tudo o que é necessário para uma arrecadação coletiva. Fundada pelos sócios Luiz Felipe Gheller e Fabrício Milesi, a empresa se consolidou no mercado de causas pessoais como a plataforma que oferece maior transparência, segurança e impacto para os envolvidos. Por dia, mais de 2 mil campanhas são abertas no site.


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