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Professora Bebel, que também é deputada, havia criticado o secretário de Educação por sua truculência e machismo

 


Rossieli não aceita divergências e vai à Justiça contra a presidenta da APEOESP

Professora Bebel, que também é deputada, havia criticado o secretário de Educação por sua truculência e machismo



A deputada estadual Professora Bebel (PT) denunciou nesta terça (27) a tentativa do secretário de Educação, Rossieli Soares, de desrespeitar a imunidade parlamentar. Rossieli ajuizou uma ação de indenização por danos morais contra a deputada em virtude de um pronunciamento feito por ela na Assembleia Legislativa do Estado de SP. Na ocasião, a deputada falou sobre a forma truculenta e machista com a qual foi tratada pelo secretário durante uma reunião online.

"Atentar conta a imunidade parlamentar é atitude de extrema gravidade para a democracia. A ação fere de morte uma prerrogativa e um dever funcional das deputadas e deputados estaduais: exercer a fiscalização das atividades do Poder Executivo", afirma Bebel.

Ela ainda ressalta que a imunidade é o que assegura o direito de serem duros na cobrança, sem quaisquer constrangimentos. "É o que reserva a possibilidade de escancarar as incongruências, as contradições, as injustiças e as iniquidades praticadas governo estadual", esclarece.

A deputada Professora Bebel nunca havia sido processada por qualquer secretário de Educação com quem tenha interagido na qualidade de presidenta da APEOESP, mesmo nos momentos em que opôs maior resistência, inclusive quando da decretação de greves.

"Nem mesmo durante a ditadura civil-militar a APEOESP foi assediada desta forma nos tribunais. O que está em jogo neste momento? Mais do que uma ação judicial, que será rebatida ponto a ponto em foro próprio, é a ação truculenta e autoritária do secretário da Educação, que se recusa a manter uma agenda de diálogo com os representantes dos profissionais da Educação, desrespeita as instâncias democráticas das escolas e pauta sua atuação em exclusiva atenção aos interesses privatistas das escolas particulares. Para isso, busca agora instrumentalizar o Poder Judiciário, visando censurar uma liderança sindical e política dos professores e servidores públicos com o objetivo de dar uma capa de legalidade à sua sanha autoritária", conclui a Professora Bebel.