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9 de dez. de 2020

Crucificaram o juiz de futebol

Em uma partida de futebol, assistida em todo o mundo, ocorreu uma atitude que foi classificada imediatamente como racista, em poucos segundo julgaram e condenaram o juiz de futebol diante do mundo todo, sem cogitar o princípio de presunção de inocência. 

 O afobamento em fazer justiça contra atos racistas foi tão exacerbado e com tanta paixão que tornou impossível sequer cogitar se realmente houve um ato racista praticado pelo juiz, ou se a fala foi dita exatamente com foi exposta pela suposta vítima e se no contexto em que foi dita uma determinada palavra, pode ser de fato um ato racismo.

O sangue quente e a afobação por fazer justiça e a ansiedade em ser militante e defensor de pessoas que sofrem preconceitos, nessa caso racial,  jogou o juiz de futebol aos leões sem qualquer direito e possibilidade de se defender.  É corriqueira nas redes sociais a frase - "fogo nos racistas"- como se estivéssemos no tempo da inquisição católica onde bastava dizer que alguém era uma"bruxa" para que fosse queimada em praça pública. 

O racismo é crime, porém, condenar e expor a imagem de uma pessoa sem cogitar a possibilidade de que o condenado e julgado dentro de um campo, em um jogo de futebol que é assistido em todo o mundo, é no mínimo inconsequente e incoerente. 

O afobamento, a exacerbação e o julgamento carregado de paixão também é um erro que pode ter consequências cruéis, e totalmente descabidas, onde o condenado se torna um expiador dos pecados do racismo histórico do mundo. 

Não só pelo fato de  julgar e condenar em praça pública e diante do planeta inteiro e o condenado não ter direito e nem força para de se defender diante do mundo que o condena, mais que isso, o condenado em praça pública ficou exposto ao apedrejamento mundial sem o princípio de presunção de inocência. 

Estamos entrando em uma espécie de inquisição em que qualquer cogitação contrária ao julgamento e a condenação  relâmpago é condenável. 


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