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4 de dez. de 2020

Prevenção deve ser precoce para o câncer de pele, orienta médico oncologista da Unifesp

 Dezembro Laranja


Prevenção deve ser precoce para o câncer de pele, orienta médico oncologista da Unifesp

O pesquisador Ramon Andrade de Mello orienta o uso de protetor solar e barreiras mecânicas



A utilização de protetor solar e o uso de barreiras mecânicas (bonés, barracas e chapéus), além de evitar a exposição ao sol principalmente entre 10h e 16h, são algumas das atitudes prudentes para reduzir os riscos de desenvolver o câncer de pele. "Vivemos em um país tropical com forte incidência solar durante todo o ano. Portanto, as medidas preventivas devem ser tomadas em todo o período e por pessoas de todas as idades", destaca o oncologista Ramon Andrade de Mello, professor da disciplina de oncologia clínica da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

O câncer de pele não melanoma corresponde a 30% de todos os tumores malignos registrados no país e é o mais frequente entre a população brasileira. Estimativas do Inca (Instituto Nacional do Câncer) apontam que o Brasil deve registrar mais de 176 mil casos novos em 2020.

"Nos últimos anos, a idade média dos pacientes desse tumor vem diminuindo por conta da exposição de jovens aos raios solares, cada vez mais cedo. Prevenção é uma iniciativa que os pais devem orientar os filhos desde pequenos", ressalta o oncologista. Por isso, o médico recomenda atenção redobrada para dois importantes sintomas: manchas de pele que coçam, ardem, descamam ou sangram; e feridas de difícil cicatrização em até quatro semanas.

Já o câncer de pele melanoma representa apenas 3% das neoplasias malignas do órgão. "Por ter alta possibilidade de metástase, esse tumor é considerado mais grave e mais frequente em adultos brancos", alerta o pesquisador da Unifesp. Segundo ele, as orientações preventivas são as mesmas do câncer de pele não melanoma.

Esse tipo de tumor traz sinais e sintomas como o aparecimento de uma pinta escura de bordas irregulares. Ela vem acompanhada de coceira e descamação. "O paciente também pode apresentar alterações de uma pinta já existente, que pode aumentar de tamanho, mudar a cor e forma com bordas irregulares", explica o oncologista.



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