Questão sobre alfabetização

 







1) Segundo o documento “A criança de 6 anos, a linguagem escrita e o ensino fundamental de nove anos”, é correto afirmar que essa criança


A) compreendeu o funcionamento do sistema alfabético, como se pode verificar na escrita da palavra “menino”, grafada com as vogais E, O e I.

B) apresenta uma escrita silábica com valor sonoro, como se pode ver na escrita da palavra “elefante”, ao reconhecer oralmente que, no seu início, deve haver a letra E e no final a letra I.

C) apresenta uma escrita silábica sem correspondência sonora, buscando encontrar as menores unidades sonoras para reproduzi-las graficamente, como na escrita de seu nome “Arley”.

D) utiliza letras de forma aleatória, segundo a hipótese de que é necessária uma quantidade mínima de letras para que o escrito seja interpretável, sem fazer diferenciação entre as marcas figurativas e as não figurativas.

E) está em um momento de transição, aparentando conhecer alguns valores sonoros e desconhecer outros, tentando fazer coincidir a escrita e o enunciado oral.




Questão E 


Observação: 

Fases da escrita: 


Organização do Trabalho Pedagógico - Pensadores da Educação - Emilia Ferreiro


"Ler não é decifrar, escrever não é copiar"


Emilia Beatriz María Ferreiro Schavi foi doutoranda de Jean Piaget. Promoveu a continuidade do trabalho de Piaget sobre epistemologia genética - uma teoria do conhecimento centrada no desenvolvimento natural da criança - estudando um campo que ele não havia explorado: a escrita.

A partir de 1974, na Universidade de Buenos Aires, desenvolveu uma série de experimentos com crianças que deu origem às conclusões apresentadas na sua mais importante obra: Psicogênese da Língua Escrita, publicado em 1979 e escrito em parceria com a pedagoga espanhola Ana Teberosky. A obra apresenta os processos de aprendizado das crianças, chegando a conclusões que puseram em questão os métodos tradicionais de ensino da leitura e da escrita.

Emília afirma que a construção do conhecimento da leitura e da escrita tem uma lógica individual, embora aberta à interação social, na escola ou fora dela. Neste processo, a criança passa por etapas, com avanços e recuos, até se apossar do código linguístico e dominá-lo. O tempo necessário para o aluno transpor cada uma das etapas é muito variável.

De acordo com a teoria exposta em Psicogênese da Língua Escrita, toda criança passa por quatro fases até que esteja alfabetizada:

pré-silábica: não consegue relacionar as letras com os sons da língua falada;

silábica: interpreta a letra a sua maneira, atribuindo valor de sílaba a cada uma;

silábico-alfabética: mistura a lógica da fase anterior com a identificação de algumas sílabas;

alfabética: domina, enfim, o valor das letras e sílabas.

Nos anos 1980, suas ideias causaram no Brasil um grande impacto sobre a concepção que se tinha do processo de alfabetização, influenciando os Parâmetros Curriculares Nacionais. Emilia é hoje professora titular do Centro de Investigação e Estudos Avançados do Instituto Politécnico Nacional, da Cidade do México, onde mora.

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fonte: http://www.gestaoescolar.diaadia.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=334

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