Casos de violência que marcaram a educação brasileira

 "Um filme de terror". É assim que o professor Thiago dos Santos Conceição, de 32 anos, descreve os momentos de tensão que viveu no dia 18 de setembro de 2018, quando um grupo de alunos do 9º ano do CIEP Municipal Mestre Marçal, em Rio das Ostras (RJ), começou a hostilizá-lo durante uma aula de Língua Portuguesa.


"Tive muito medo. Pensei que fosse morrer", admite o docente que, por medida de segurança, se viu obrigado a pedir transferência para outro município.
Thiago não é o primeiro a sofrer violência física ou verbal em sala de aula. E, a julgar pelos números da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), ele também não será o último.
Segundo os dados mais recentes, de 2013, o Brasil lidera o ranking de violência escolar: 12,5% dos docentes brasileiros relataram ser vítimas de ameaças, xingamentos ou agressões ao menos uma vez por semana. A média mundial da organização que reúne 34 países é de 3,4%.
Em maio, uma professora de 59 anos foi agredida a tapas pela mãe de um aluno dentro da E. E. Oscar Pereira, em Porto Alegre (RS). Um mês depois, oito estudantes arremessaram mesas e cadeiras em uma professora da E. E. Maria de Lourdes Teixeira, em São Paulo (SP).
Um caso mais extremo aconteceu no dia 30 de abril, quando o professor Júlio César Barroso de Sousa, de 41 anos, foi morto a tiros por um aluno do Colégio Estadual Céu Azul, em Valparaíso (GO), após uma discussão.

'Não tinha condições de continuar dando aula. Nem se quisesse'

Image captionPaulo Rafael, professor por mais de duas décadas, resume condições da carreira: 'Muito trabalho e pouco reconhecimento'
Com 20 anos de magistério, Paulo Rafael Procópio, de 62 anos, cansou de ouvir falar de casos de violência em sala de aula. Nunca imaginou, porém, que, um dia, aconteceria com ele.
"Por mais que o tempo passe, a gente não consegue esquecer uma violência dessas", afirma o professor de História e Geografia.
No dia 22 de fevereiro de 2019, Paulo estava em sala quando um estudante de outra turma interrompeu a aula para falar com a prima. O docente sugeriu a ele que esperasse o fim da aula ou o recreio.
Foi o suficiente para o rapaz, de 12 anos, reagir com violência e arremessar um caderno na direção do professor. Mas, a agressão não parou por aí. Em seguida, deu um soco. E mais um. E mais outro.
"Se não tivesse me defendido, o estrago teria sido maior", lamenta o professor, que levou seis pontos no rosto e dois no supercílio.
A violência aconteceu na Escola Estadual Otacílio Sant'Anna, na cidade de Lins, no interior de São Paulo. No mesmo dia, Procópio registrou queixa na polícia e anunciou sua aposentadoria.
"Não tinha condições de continuar dando aula. Nem se quisesse", admite.
A notícia causou comoção no colégio onde Paulo lecionava havia três anos. Muitos alunos pediram para ele reavaliar sua decisão.
"Já estava quase me aposentando mesmo. Aquele episódio apenas encurtou minha carreira", queixa-se.
O caso ganhou repercussão nacional. Até convite para comparecer em Brasília, para uma audiência com o então ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, Paulo recebeu. O encontro aconteceu no dia 8 de março.
"A figura do professor não é valorizada em nosso país. É muito trabalho e pouco reconhecimento", resume.
A culpa, avalia, é de todos: governo e sociedade.
"Os pais não sabem educar os filhos. Por essa razão, tinham que ser punidos pelas atitudes deles", acredita.
Paulo se aposentou. E o aluno que o agrediu foi internado, por 45 dias, na unidade Vitória Régia, da Fundação Casa, em Lins.
"Na maioria das vezes, o aluno é suspenso por três dias e, depois, volta à sala de aula, como se nada tivesse acontecido. Em alguns casos, ele é transferido de escola. Isso não resolve o problema. Apenas transfere o problema para outro professor tentar resolver", dá o alerta.

'O que fiz de errado para ser hostilizado daquela maneira?'

Image caption'Acredito no poder transformador da educação. Mas, naquele caso, nada pude fazer', lembra Thiago
Era para ser uma terça-feira como outra qualquer. Morador de Itaboraí, a 45 km do Rio de Janeiro, o professor Thiago dos Santos Conceição, de 32 anos, acordou cedo - por volta das quatro da manhã -, pegou um ônibus e, duas horas e meia depois, chegou ao CIEP Municipal Mestre Marçal, no bairro Jardim Campo Mar, em Rio das Ostras, na Região dos Lagos.
Naquele dia, 18 de setembro de 2018, aplicaria prova de Língua Portuguesa para uma turma do 9º ano. Bem que tentou, mas não conseguiu. Um vídeo na internet mostra seis alunos hostilizando o professor. Um deles amassa a prova antes de entregá-la.
Não satisfeito, rasga um pedaço do papel com os dentes e amassa a avaliação do colega ao lado. O mesmo estudante, de 16 anos, arremessa a pochete no quadro negro, a poucos centímetros do professor.
Depois de ouvir ameaças e xingamentos, Thiago pede ajuda na porta, mas ninguém aparece.
"Até hoje, não sei o que levou aqueles alunos a agirem com tamanha brutalidade. O que fiz de errado para ser hostilizado daquela maneira?", pergunta o docente que, naquele mesmo dia, prestou queixa à polícia e pediu demissão da escola.
"Muitos colegas não denunciam as agressões por medo de retaliação. Não conhecem o aluno, nem sabem do que ele é capaz", afirma.
Durante duas semanas, Thiago não conseguiu fazer outra coisa a não ser chorar. Chorar e se perguntar: "Onde foi que eu errei?"
Passado um mês e meio, voltou a entrar em sala de aula, em outra escola de outro município. Foi acolhido pelos alunos com cartazes: "Força, Thiago!" e "Professor Nota 10".
"Tive medo de voltar a lecionar. Passava um filme de terror pela minha cabeça", explica. Diante da repercussão, um dos agressores gravou um vídeo, pedindo desculpas: "Vacilei, reconheço meu erro".
Na opinião de Thiago, o governo tem sua parcela de culpa. Não investe na educação como deveria e, segundo ele, transforma o professor no vilão da história.
"Há casos de ameaça até em turmas de educação infantil. Os alunos levam tesoura para intimidar os professores", relata.
Quanto aos ex-alunos, diz ter compaixão deles. E lamenta não ter podido ajudá-los.
"Acredito no poder transformador da educação. Mas, naquele caso, nada pude fazer", se entristece.

'O Brasil só vai valorizar o professor quando não houver mais nenhum em sala de aula'

Image captionMárcia conta que, por pouco, não abandonou a profissão
Em suas aulas do Ensino Médio, a professora Márcia Friggi, de 53 anos, costuma sabatinar seus alunos sobre o futuro profissional.
Quando pergunta se alguém quer seguir o magistério, a resposta, invariavelmente, é uma só: gargalhadas. "É como se dissessem: 'Para quê, professora? Para ganhar a miséria que a senhora ganha?'."
O cenário é preocupante, admite. Na avaliação dela, poucos são os pais que se preocupam com o desempenho escolar dos filhos, se eles fazem bagunça ou tiram notas baixas.
"O Brasil só vai valorizar a figura do professor quando não houver mais nenhum em sala de aula". Ela própria, por pouco, não abandonou a profissão.
Em 21 de agosto de 2017, a professora de Língua Portuguesa e Literatura postou em redes sociais uma foto sua com o rosto ensanguentando. A imagem viralizou.
Márcia foi agredida por um aluno de 15 anos no Centro de Educação de Jovens e Adultos (CEJA) em Indaial, em Santa Catarina, a 170 km de Florianópolis.
Tudo começou quando Márcia pediu a ele que tirasse o livro de cima das pernas e o colocasse sobre a carteira. "Coloco onde quiser", resmungou. Ela insistiu. "Ah, vá se f...", esbravejou o aluno.
Expulso de sala, o rapaz ainda jogou um livro na direção da professora. Na diretoria, tentou argumentar que tudo não passava de mentira. "Mentira? A sala toda viu!", respondeu a docente. Foi quando o estudante desferiu três socos.
"Foi tudo muito rápido. Não tive como me defender", recorda.
Dias depois, o agressor postou um vídeo nas redes sociais.
"Não sou um monstro", disse o adolescente que já tinha sido denunciado por agredir a mãe e ameaçar um conselheiro tutelar.
Márcia levou seis meses para voltar à sala de aula. Neste período, teve acompanhamento médico e psicológico. Traumatizada, não conseguia, sequer, ouvir a algazarra das crianças na hora do recreio de um colégio perto de casa. Fechava a janela.
"Quase dois anos depois, o sentimento que fica é de desamparo. Quem me levou ao hospital foi um colega de trabalho. Ninguém da direção me acompanhou. Eu me senti sozinha. É um absurdo que me dói até hoje!", lamenta.
fonte: BBC BRASIL
Brasil é o país que menos valoriza o professor — Foto: Juliane Souza/G1


PROFESSOR FOI ASSASSINADO DENTRO DA ESCOLA 


O professor Júlio César Barroso de Sousa, de 41 anos, foi morto a tiros na tarde desta terça-feira (30), dentro do Colégio Estadual Céu Azul, no município de Valparaíso, no entorno do Distrito Federal (DF). 


O professor foi baleado por um estudante durante o intervalo da segunda aula, na sala dos professores. Júlio, que também é coordenador do colégio, chegou a ser atendido pelo SAMU, mas não resistiu aos ferimentos.


A Polícia Civil divulgou nota sobre o caso: 

A Polícia Civil investiga o caso do professor que foi baleado e morto em uma escola de Valparaíso nesta tarde. O suspeito, menor que estuda na escola, já foi identificado, mas ainda não foi apreendido. Pedimos a compreensão da imprensa neste momento, já que o delegado responsável está no colégio em diligências, impossibilitado de atender telefonemas.

O coordenador Júlio Cesar Barroso de Sousa foi morto a tiros por um aluno da escola estadual Céu Azul em Valparaíso de Goiás — Foto: Reprodução


Colégio Céu Azul, em Valparaíso

Em Valparaiso de Goiás, entorno de Brasília, na tarde desta terça-feira, 30, o professor Júlio Cesar Barroso de Sousa, 41 anos, do Colégio Estadual Céu Azul, morreu após levar tiros disparados por um estudante, de 17 anos, dentro da escola. Tanto a Polícia Militar quanto o Corpo de Bombeiros foram acionados.
Segundo informações do delegado Rafael Abrão, responsável pelo caso, o aluno teve uma discussão com uma professora pela manhã e Júlio, que é coordenador na escola, interferiu e disse que poderia transferir o estudante de unidade.
Foi quando o autor dos disparos fez ameaças ao docente. Na parte da tarde, então, ele retornou à unidade e efetuou dois disparos contra Júlio na sala dos professores. A ocorrência foi atendida pelo Samu e a vítima chegou a ser socorrida, mas não resistiu.
De acordo com a Polícia Civil, o caso já está sendo investigado. O suspeito já foi identificado, mas as autoridades não informaram sua identidade. Ainda segundo a PC, o delegado responsável está no colégio em diligências.


SEMANA PASSA PROFESSOR ESFAQUEADO:




BANDIDOS INVADEM ESCOLA E AGRIDEM E ROUBAM

Alunos e professores foram ameaçados de morte durante o assalto

Fonte: Diário do Pará (PA)


A Escola Estadual de ensino médio e Fundamental “Eduardo Lauande”, localizada no residencial “Almir Gabriel” (Che Guevara), foi assaltada por um bando de desocupados, moradores da vizinhança do estabelecimento de ensino, que, além de depredarem o prédio, saquearam os pertences do estudantes, aplicaram uma paulada no diretor da Escola e ameaçaram professores e alunos de morte.
Os fatos se passaram anteontem, mas somente na manhã de ontem teve repercussão, devido à suspensão das aulas até que a Secretaria de Educação reúna com a comunidade Escolar, para apreciar as reivindicações que serão apresentadas.
Segundo o vice-diretor do Fundamental, professor Luiz Bernardes, outra vítima dos desocupados, os ataques ao estabelecimento ocorrem devido ao muro em torno do prédio, que é muito baixo e os invasores pulam por ele para atingir a quadra da Educação física. Na quadra, as aulas são suspensas, com os professores sendo agredidos e os alunos ameaçados.
Bernardes disse que todo tipo de diálogo já foi tentado, mas a administração não é atendida. No assalto de anteontem, Bernardes disse que os agressores invadiram as salas de aula do andar superior da Escola, aonde nunca tinham ido, e, assim, dominando todo o prédio.





APÓS FURTO, ESCOLA TEM AULAS SUSPENSAS

Ao todo, 20 ventiladores foram levados da unidade há quase um mês

Fonte: Diário de Natal (RN)

Vítima de um arrombamento, a Escola Estadual Padre Miguelinho não iniciou as aulas ontem, como estava previsto no calendário escolar da Secretaria Estadual de Educação. Há quase um mês, 20 ventiladores foram levados da unidade e por isso as aulas não estão com condições de serem iniciadas.

O diretor, Josué Araújo, disse que a escola receberá os alunos na próxima segunda-feira, porém, sem a certeza que os ventiladores estarão instalados. "Comunicamos à secretaria, que está ciente da situação do prédio", falou fazendo referência a questão da segurança.
A escola funciona em um prédio com cerca de 100 anos e completamente exposta às fragilidades da estrutura velha. Os ladrões tiveram apenas o trabalho de pular o muro atrás do prédio, entrar pelos becos e arrombar as janelas. "Nós temos um sistema de segurança que vai até a metade do prédio, até porque pensamos que aqui não tinha o que roubar", explicou Josué. As salas do Padre Miguelinho são quentes e mesmo com as janelas abertas não há como ficar no local. "Não sei se tem condições de começar assim", opinou o diretor.
O subcoordenador de construção e manutenção das Escolas, Clécio Martins, afirmou que está sendo feito um levantamento para recuperar as janelas, que receberão grades e também serão reformadas as partes elétrica e hidráulica. "Quando o setor responsável enviar os ventiladores, a nossa própria equipe irá instalar", disse. Clécio ainda não sabe a data da chegada dos ventiladores.
NATAL RECEBE ÔNIBUS ESCOLARES
Natal é um dos municípios que já pode contar com 26, dos 120 novos ônibus escolares, que estavam estacionados no Centro Administrativo do Estado, e começaram a ser distribuídos. De acordo com Bethânia Ramalho, o Rio Grande do Norte obteve 100 ônibus e recebeu mais 20 do Ministério da Educação (MEC). "Será feita uma entrega simbólica dos ônibus dados pelo Governo Federal com a presença do ministro [Aloizio Mercadante]. Os demais não têm nada haver com isso, estão sendo entregues normalmente".

A resposta da secretária faz referência a informação do próprio Governo de que se estava esperando o ministro da Educação para entregar os ônibus. A reportagem do Diário de Natal encontrou os ônibus sendo emplacados na tarde de ontem no Centro Administrativo e ainda alguns circulando pelas ruas de Natal. Inclusive, um havia sofrrido um acidente na BR-101, no começo da manhã.


Fonte: Correio Braziliense (DF)

Jovem de 17 anos pula o muro de colégio em Valparaíso (GO) para tentar se salvar, mas é atingido por disparos e morre próximo às salas de aula


Nem mesmo dentro das Escolas os jovens estão longe da violência. Ontem, dois episódios trágicos assustaram pais, professores e alunos de dois colégios públicos — um em Valparaíso (GO), outro em São Sebastião.

Em uma das situações, um ex-estudante de 17 anos tentava fugir de seus algozes, por volta das 10h30, quando pulou o muro da EscolaEstadual Fernando Pessoa, no Céu Azul, Valparaíso, para tentar se salvar.

No entanto, dois adolescentes continuaram a atirar em direção a Fagner Alves de Andrade, que morreu em frente a uma das salas de aula. Um primo do jovem também foi ferido, mas não corre risco de morte.

O segundo episódio ocorreu no instante em que os alunos do Centro de ensino fundamental (CEF) do Bosque, em São Sebastião, eram liberados do turno matutino. Manoel*, 17 anos, foi ferido na perna esquerda por uma bala perdida quando esperava pela saída da prima, estudante do CEF.

O adolescente foi levado para o Hospital Regional do Paranoá e passa bem. As aulas da Escola Estadual Fernando Pessoa, no Céu Azul, foram interrompidas após a morte de Fagner. Poucos minutos antes da invasão dos quatro adolescentes pelo muro dos fundos da unidade de ensino, uma turma tinha aula deEducação física na quadra.

“Se eles (alunos) ainda estivessem lá, possivelmente teria sido uma tragédia maior”, contou a diretora Josefa Oliveira Rosa. Fagner e o primo tentaram fugir da mira de dois adolescentes — um deles armado com uma pistola 380 —, mas foram atingidos por alguns dos 16 projéteis. Ferido por pelo menos quatro tiros, Fagner morreu na hora.

Câmeras
O muro baixo da Escola, aliado à falta de segurança do local, facilitou a ação. Segundo Josefa, até então, nenhum caso de violência tinha sido registrado no colégio. No entanto, a coordenação e a direção do centro de ensino já analisavam um projeto para instalar 11 câmeras no espaço. A intenção é de que os aparelhos sejam colocados hoje.

“Antes mesmo da tragédia, já tínhamos marcado a instalação dos equipamentos”, frisou a diretora daEscola Estadual Fernando Pessoa. Ontem, as turmas dos turnos da tarde e da noite foram dispensadas da aula. “Mas amanhã (hoje) voltaremos às atividades normalmente”, destacou ela.

Ainda de acordo com informações de Josefa, Fagner tinha pedido transferência para outra Escola em março deste ano. “Eu não sei por que ele saiu. O rapaz estudou um ano aqui e nunca teve problemas de mau comportamento. Inclusive, as notas dele eram boas”, afirmou a diretora.

O caso é investigado pela delegacia local, que fica a poucos metros da cena do crime. De acordo com o delegado Marcelo Mauad, os acusados já foram identificados.

“Todos os autores do crime têm passagem pela polícia. E as vítimas também, tanto que o tio deles contou aos investigadores que os sobrinhos tinham envolvimento em homicídio e tentativa de homicídio”, disse o titular da unidade policial.

Ele acredita que o episódio esteja ligado ao tráfico de drogas. Até o fechamento desta edição, nenhum dos responsáveis pelo crime foi apreendido.

Cinco tiros
Duas horas depois da tragédia no Escola Estadual Fernando Pessoa, a rua em frente ao Centro de ensino fundamental do Bosque, em São Sebastião, virou cenário de um outro crime. Manoel*, 17 anos, foi levado ao hospital após ser atingido na perna esquerda por um dos cinco tiros disparados de dentro de um VW Fox de cor preta.

A vítima não tem passagem pela polícia. Segundo testemunhas, um grupo circulava pelo local no carro quando iniciou uma sequência de tiros em direção aos adolescentes — alguns uniformizados — que estavam na pista. Um deles teria revidado, disparando contra o veículo.

Os investigadores da 30ª DP (São Sebastião) negam que tenha ocorrido uma troca de tiros e afirmam que os projéteis foram disparados apenas por pessoas de dentro do Fox. Na tarde de ontem, três agentes da unidade policial procuravam os suspeitos, provavelmente adolescentes. Até o fechamento desta edição, os jovens ainda não haviam sido identificados. A hipótese da Polícia Civil é de que o episódio esteja associado a uma briga de gangues.

A direção da Escola informou ao Correio que, embora o tiroteio tenha acontecido nas proximidades da unidade, não envolveu alunos do ensino fundamental. As aulas não foram interrompidas ou canceladas. No turno vespertino, as atividades ocorreram normalmente.

Ao Correio, a mãe do adolescente baleado falou sobre o incidente. Segundo ela, o rapaz tinha saído do Centro Educacional São Francisco, onde cursa o ensino médio, e ido até aEscola da prima para buscá-la. “Ele disse que estava na porta do colégio quando começou o tiroteio. Ele se assustou e então saiu correndo.

Depois disso, não viu mais nada. Levou um tiro na perna, acima do joelho”, detalhou a mulher. “Ele sempre vai a pé de casa para Escola, por isso fico preocupada. Infelizmente, casos como esse estão acontecendo direto em São Sebastião, mas o que nós podemos fazer?” questionou.

*Nome fictício em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)



Professora é baleada por um aluno em São Caetano do Sul


O estado de saúde da professora baleada por um aluno em São Caetano do Sul, na tarde desta quinta-feira, é estável e ela não corre risco de morte, segundo a prefeitura da cidade.


Rosileide Queiros de Oliveira, 38, levou um tiro do lado esquerdo, na altura do quadril e sofreu uma fratura na patela direita. Ela foi socorrida ao Hospital Mario Covas, em Santo André, e seu estado de saúde é considerado de leve a moderado.

O caso aconteceu na escola municipal Professora Alcina Dantas Feijão. Segundo a prefeitura de São Caetano, o garoto --aluno do 4º ano-- disparou contra a professora Rosileide Queiros de Oliveira, 38, dentro da sala de aula, às 15h50. No momento do disparo, 25 alunos estavam na sala.

Ele estava na aula e pediu para ir ao banheiro. Quando voltou, já estava com a arma e atirou contra a professora.

Em seguida, o aluno se retirou da sala de aula, sentou em uma escada e disparou nele próprio, na cabeça.

Ambos foram socorridos com vida. O aluno foi atendido no Hospital de Emergência Albert Sabin, em São Caetano. Ele teve duas paradas cardíacas e morreu às 16h50, ainda de acordo com a prefeitura da cidade. A professora foi socorrida pelo helicóptero Águia da PM.

A escola --de ensino fundamental e médio da rede municipal-- fica na rua Capivari, na altura do número 500, no bairro Nova Gerty.

PM e bombeiros foram enviados ao local para atender a ocorrência.

O garoto era filho do guarda municipal Nilton Nogueira, e usou a arma do pai --um revólver calibre 38-- para fazer os disparos.

Nogueira chegou a sentir falta da arma na manhã de hoje e procurou seu filho mais velho, que não estava com ela. A família soube que o garoto de 10 anos havia pego o revólver do pai somente após o ocorrido.



Foi "apreendido" aluno que matou professor coordenador Júlio Cézar Barros de Sousa 


Está apreendido o adolescente de 17 anos acusado de assassinar o professor e coordenador Júlio César Barroso de Sousa, 41 anos, no interior do Colégio Estadual Céu Azul, em Valparaíso (GO). O crime aconteceu na tarde de terça-feira (30/4) e chocou profissionais da unidade, estudantes e familiares da vítima. O jovem estava foragido desde o homicídio e foi encontrado no início da tarde desta quarta-feira (1º/5), por agentes do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) da Delegacia de Valparaíso.

 

De acordo com o delegado Rafael Abrão, o garoto foi detido no bairro Pedregal, na cidade goiana de Novo Gama. Ele está sendo encaminhado para o Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops) do Céu Azul, para cumprimento do mandado de busca e apreensão.  

Ato pela segurança

Pela manhã desta quarta-feira (1º), alunos e servidores do Colégio Estadual Céu Azul se reuniram em frente à instituição para protestar contra a morte do coordenador e pedir por mais segurança nas escolas. Segundo uma das funcionárias que participou do ato, a violência na escola já era algo que preocupava os colegas e alunos. "Ele (Júlio César) pensava em deixar a unidade no fim desse semestre exatamente pela falta de segurança", conta a mulher, que não quis se identificar.


A vítima iniciou as atividades na unidade escolar em janeiro de 2019, mas também lecionava em outras instituições de ensino. Quem conhecia o docente o descreve como uma pessoa "muito gente boa". Júlio César deixou a esposa, além de dois filhos, de 6 e 4 anos. Ele era responsável por buscar as crianças em uma creche de Valparaíso. A família morava em Santa Maria.
 
O corpo de Júlio César será velado durante toda a noite desta quarta-feira (1º/4), na Capela Divino Espírito Santo, em Santa Maria, a partir das 19h. Às 6h30 de quinta-feira (2/4) uma cerimônia fúnebre será celebrada no mesmo local. O enterro será às 8h, no Cemitério de Brazlândia. 

O crime

Conforme apuração de agentes do GIH de Valparaíso, o adolescente se envolveu em uma discussão em sala de aula com uma professora, referente à questões disciplinares. Em meio a briga, o suspeito agrediu a profissional verbalmente, xingando-a. O coordenador e professor Júlio César viu a situação e interveio, explicando que teria de transferir o aluno de instituição. Neste momento, o menor infrator teria dito: "Posso até sair da escola, mas isso não fica assim." 
 
O garoto foi embora e retornou por volta das 15h para a escola. Vestindo a blusa da instituição, ele entrou pelo portão e seguiu até a sala dos professores. Lá, houve uma breve discussão com Júlio. O adolescente sacou o revólver e apontou para a vítima, que tentou correr, mas foi em vão. O primeiro disparo o atingiu nas costas. Com o professor caído no chão, o suspeito se aproximou e deu o tiro fatal, na cabeça dele. A situação deixou todos os presentes apavorados.
 
Ainda na noite de terça-feira (30), familiares de Júlio foram até a escola. No local, eles disseram ao Correio que querem justiça pelo crime brutal. Em nota, a Secretaria de Educação de Goiás (Seduc) também se pronunciou sobre o caso. No texto, a pasta afirma que "tem feito todos os esforços no sentido de contribuir para a cultura da paz." 



Professor Gil se enforcou dentro da sala de leitura. Colegas contam que ele sofria de depressão. Psicanalista fala da banalização da doença e critica medicalização.


‘ESCOLA, ESPAÇO DA TROCA, CONHECIMENTO, CONSTRUÇÃO DE LAÇOS AFETIVOS, CRIAÇÕES… MAS, NESTE DIA 15, À TARDE, RECEBEMOS A TRISTE NOTÍCIA DA MORTE DO PROFESSOR GILBERTO GIL, DENTRO DA SUA UE. PROFESSOR LUTADOR, ÓTIMO PROFISSIONAL DA EDUCAÇÃO, MAS QUE INFELIZMENTE NÃO EXERCERÁ MAIS O OFÍCIO DO MAGISTÉRIO ENTRE NÓS E NOSSOS ALUNOS, PROFISSÃO QUE, COM CERTEZA, ABRAÇOU DIGNAMENTE. A REGIONAL VI DO SEPE SE SOLIDARIZA, NESTE MOMENTO DE MUITA DOR, COM A FAMÍLIA E COMUNIDADE ESCOLAR DA EM MARIA FLORINDA PAIVA DA CRUZ. PROF. GIL PRESENTE! AGORA E SEMPRE!’
Com esta mensagem pública, o Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação do Rio de Janeiro (Sepe-RJ) comunicou a morte do professor que era querido pelos colegas e pelos alunos da Escola Municipal Maria Florinda Paiva da Cruz, no bairro de Jacarepaguá. Gil, como era conhecido, se enforcou dentro da sala de leitura na última quinta-feira (15).
Quando, mais um, professor morre, este leva consigo uma parte significativa de ensinamentos e novos aprendizados ficam suspensos na atmosfera da vida”, escreveu Ricardo Rigope no Facebook da escola, em homenagem a Gil. “Muito triste com a notícia professor era um excelente professor carinhoso e dedicado aos alunos foi professor da minha filha em 2017 esse vazio que o levou a isso que só DEUS pode preencher”, publicou Danielle Rodrigues, mãe de aluna.
Gil era professor de Educação Física, mas estava afastado das atividades nas quadras, por questões de saúde. Segundo informações de professores, além da depressão, enfrentava o tratamento de um aneurisma. Readaptado, atuava, ultimamente, na sala de leitura, onde tirou a própria vida.
O caso chocou toda a comunidade escolar e abriu um debate sobre a delicada questão da saúde mental dos professores e funcionários da rede pública de ensino.
Afinal, estariam eles preparados para sofrer as pressões que a atividade exige, em um ambiente e condições de trabalho muitas vezes não apropriados ou mesmo hostis, e, ainda assim, oferecer o suporte necessário a jovens estudantes que cada vez mais se tornam também vítimas de transtornos emocionais?
No mês passado, um jovem estudante de 18 anos se jogou do sétimo andar do prédio onde morava, na Tijuca. O caso também deixou o colégio particular onde estudava em estado de choque. Estudantes e pais de alunos chegaram a elaborar um abaixo-assinado, exigindo mais psicólogos. Procurado pelo ViDA & Ação, o colégio não quis se manifestar a respeito das medidas tomadas após a mobilização.
Vida e ação/ Foto: reprodução internet

Morte da coordenadora pedagógica Joyce Chaddad de Moraes Domingues, de 36 anos, morta ontem em frente à escola municipal
 A Polícia Civil de São Paulo divulgou nesta terça-feira o retrato falado do suspeito pela morte da coordenadora pedagógica Joyce Chaddad de Moraes Domingues, de 36 anos, morta ontem em frente à escola municipal onde trabalhava em Embu, na Grande São Paulo. Segundo o retrato falado, o assassino teria, aparentemente, 25 anos, 1,68 m de altura, cabelos e olhos escuros, e aparência física forte.
De acordo com testemunhas, a coordenadora estacionou o carro às 6h50 e quando saia do veiculo foi surpreendida pelo criminoso. Ela levou quatro tiros. O bandido fugiu em um carro preto, que estava do outro lado da rua.
Nada foi roubado. Segundo a polícia, não foi uma tentativa de assalto e sim uma execução.
Joyce trabalhava na escola desde 2007 e era professora de educação física. Há dois anos foi promovida a coordenadora de alunos. Tinha voltado ao trabalho há apenas uma semana, depois da licença-maternidade.
O único filho da coordenadora tem sete meses. No final do ano passado, mesmo de licença, ela participou da formatura dos alunos e foi homenageada.
O marido de Joyce e colegas de trabalho dizem que a coordenadora nunca recebeu ameaças.

Redator: Marielly Campos
                                                                              De acordo com o retrato falado, o suspeito aparenta ter 25 anos, 1,68m, cabelos e olhos escuros
Foto: Divulgação/SSP-SP
De acordo com o retrato falado,
o suspeito aparenta ter 25 anos, 1,68m,
cabelos e olhos escuros     


Um professor, de 29 anos, foi esfaqueado por um aluno de 17 anos

Um professor, de 29 anos, foi esfaqueado por um aluno de 17 anos, por volta de 20h30min de ontem (12), na Escola Estadual José Barbosa Rodrigues, em Campo Grande.
Segundo boletim de ocorrência, o estudante estava do lado de fora da sala de aula, conversando com uma aluna, quando o professor pediu que a menina entrasse. De acordo com a polícia, o adolescente tentou impedir a entrada da aluna na sala, momento em que ele se desentendeu com o professor.
Durante a briga, o estudante pegou uma faca dentro da mochila e desferiu golpes no braço e costas do professor. O menor não tem passagem pela polícia. A Delegacia Especializada no Atendimento da Infância e Juventude (Deaij) investiga o caso.


A violência contra professores nas escolas brasileiras


Um adolescente de 17 anos foi apreendido suspeito de esfaquear um professor em uma escola de Formosa do Oeste, na região oeste do Paraná, na tarde desta terça-feira (23). As informações foram confirmadas ao G1pela Polícia Civil.






O caso aconteceu dentro de uma das salas, durante a aula de língua portuguesa, segundo os policiais.
Após acertar o professor, o aluno saiu correndo da escola e fugiu com uma motocicleta. Ele foi localizado pela Polícia Militar (PM) pouco tempo depois e foi encaminhado para a delegacia junto com a mãe.

O professor foi atingido na perna e levado ao Pronto Socorro do município e deve receber alta ainda nesta terça-feira.

Em nota, a Secretaria de Estado da Educação (Seed) lamentou o ocorrido e informou que acompanha o caso por meio do Núcleo Regional de Educação de Curitiba (NRE) e da ouvidoria, que prestam todo o apoio e suporte necessários ao professor, aos funcionários da escola, aos pais e aos alunos. Veja a íntegra da nota:

"A Secretaria da Educação do Paraná informa que tomou conhecimento de que um professor do Colégio Estadual Antonio Franco Ferreira da Costa, localizado no município de Formosa do Oeste, sofreu ferimentos que teriam sido provocados por um aluno. A equipe diretiva do colégio tomou todas as medidas necessárias imediatamente, tendo acionado o Núcleo Regional de Educação de Assis Chateaubriand, o Batalhão da Patrulha Escolar Comunitária (BPEC), a polícia e o Conselho Tutelar. O professor recebeu atendimento médico e não corre riscos. O caso e as circunstâncias do ocorrido serão apurados pela Polícia Civil.


A Secretaria da Educação lamenta o ocorrido e acompanha o caso por meio do NRE e da Ouvidoria, que prestam todo o apoio e suporte necessários ao professor, aos funcionários da escola, aos pais e aos alunos".


Veja mais notícias da região no G1 Oeste e Sudoeste.

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