EDUCAÇÃO INCLUSIVA




A educação especial perpassa todos os níveis, etapas e demais modalidades de ensino, sem substituí-los, oferecendo aos seus alunos serviços, recursos e estratégias de acessibilidade ao ambiente e aos conhecimentos escolares. Nesse contexto, deixa de ser um sistema paralelo de ensino, com níveis e etapas próprias. Sinalizando um novo conceito de educação especial, a Política enseja novas práticas de ensino, com vistas a atender as especificidades dos alunos que constituem seu público alvo e garantir o direito à educação a todos. Aponta para a necessidade de se subverter a hegemonia de uma cultura escolar segregadora e para a possibilidade de se reinventar seus princípios e práticas escolares.


FONTE: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias=7103-fasciculo-1-pdf&Itemid=30192







 1) VUNESP (2020) – Prefeitura de Cananéia/SP Observe a tira a seguir e assinale a alternativa que corresponde às orientações de Ropoli (2010), com relação à educação inclusiva e o compromisso ético e social do professor. 

A) O procedimento do professor em sala está correto, visto que os alunos não podem ser categorizados, discriminados e excluídos do processo educativo. 

B) A escolha do professor quanto aos recursos, equipamentos e apoios mais adequados que eliminam barreiras de acesso ao ensino está garantindo aos alunos participação e aprendizado. 

C) Esses alunos necessitam estar na sala de recursos multifuncionais e não na sala de aula comum, visto que suas deficiências exigem um ensino personalizado. 

D) O professor soube identificar, elaborar, produzir e organizar serviços, recursos pedagógicos, de acessibilidade e estratégias, considerando as necessidades específicas dos alunos.

E) Ao professor do Atendimento Educacional Especializado cabe observar as distorções existentes nessa sala e os limites dos recursos utilizados pelo professor da sala, orientando-o corretamente. 


02) VUNESP (2013) Com relação à Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar, Ropoli   (2010) afirmam que: 

A) nas Salas de Recursos Multifuncionais, os alunos público-alvo da educação especial são, preferencialmente, atendidos no mesmo turno da escolarização.

 B) os professores itinerantes e o reforço escolar constituem formas de articulação de serviços entre a Educação Especial e o ensino comum. 

C) quando não há uma sala de recursos multifuncionais na escola, o Projeto Político Pedagógico deve prever o atendimento dos alunos em outra escola. 

D) no Projeto Político Pedagógico, devem ser previstos recursos para o Atendimento Educacional Especializado, mas isto não inclui criação de sala de recursos multifuncionais. 

E) no processo de avaliação institucional, a gestão escolar zelará para que os alunos com necessidades especiais sejam avaliados separadamente dos demais, conforme a categoria a que pertencem. 



03)  QUESTÃO - VUNESP (2018) – Prefeitura de Serrana/SP A equipe de docentes e os demais profissionais da Escola Municipal Jardim das Borboletas, inspirados em Ropoli (2010), organizam reuniões sistemáticas nas quais promovem reflexões sobre como construir um ambiente escolar inclusivo, em que todos se sintam acolhidos. Nesse contexto, das alternativas a seguir, assinale aquela que, corretamente, está em conformidade com o pensamento de Ropoli. 

A) A escola chama os pais de alunos que apresentam maiores dificuldades de aprendizagem e os encaminha para tratamento psicológico e terapêutico, a fim de prevenir episódios de agressividade e diminuir a retenção

 B) O trabalho da escola exige a definição de uma identidade de aluno e de professor, como norma em relação aos demais, para inspirar a evolução de todos os alunos e profissionais, a fim de melhorar os resultados da escola. 

C) A equipe escolar estabelece um modelo de aluno cuja identidade seja considerada natural, estável e universal, para facilitar a compreensão de toda a comunidade em relação ao novo trabalho a ser implantado 

D) A escola fundamenta seu projeto na concepção de identidade e diferenças, em que as relações entre ambas não se ordenam em torno de oposições binárias normal/especial, branco/negro, masculino/ feminino, pobre/rico

 E) A equipe escolar decide organizar uma classe só para acolher os alunos cujas famílias entregaram diagnósticos de psicólogo ou neurologista, retratando problemas psíquicos e neurológicos, para melhor atendê-los.


04)  VUNESP (2019) – Prefeitura de Valinhos/SP  De acordo com Ropoli (2010), uma escola é reconhecida como inclusiva, quando tem, como um dos seus princípios, 

A) o reconhecimento da diversidade e a organização de agrupamentos de alunos com as mesmas características, promovendo melhor comunicação e entrosamento entre eles. 

B) a seleção dos melhores alunos para que os professores trabalhem no sentido de desenvolver suas potencialidades e atendimento aos demais de acordo com suas dificuldades. 

C) o reconhecimento dos alunos cuja identidade corresponde ao que a escola espera de cada um deles, dando a eles o devido destaque, ao mesmo tempo em que valoriza a produção de todos.

 D) a abertura à diversidade e identificação e respeito às características de cada aluno, dando-lhes atenção e cuidado de acordo com suas necessidades educacionais especiais. 

E) a garantia ao direito à diferença como resultante da multiplicidade e não da diversidade, porque entende que a diversidade é estática e a multiplicidade é ativa, dinâmica e produtiva.



05) VUNESP (2019) – Prefeitura de São José dos Campos/SP Na publicação A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar: a escola comum inclusiva, Ropoli defende que a educação inclusiva 

A) considera a identidade normal como natural, generalizada e positiva em relação às demais, elegendo uma identidade específica através da qual as outras identidades são avaliadas e hierarquizadas. 

B) garante a existência de espaços educacionais organizados pedagogicamente para manter separados os alunos especiais, definindo as atribuições de seus professores, currículos, programas e avaliações. 

C) fundamenta-se em uma concepção de identidade e diferenças, em que as relações entre ambas se ordenam em torno de oposições binárias (normal/especial, branco/negro, masculino/feminino, pobre/rico). 

D) defende que as identidades são fixas, estáveis, acabadas e, portanto, os alunos são categorizáveis, podem ser reunidos e fixados em categorias, grupos, conjuntos, que se definem por certas características arbitrariamente escolhidas

E) concebe a escola como um espaço de todos, no qual os alunos constroem o conhecimento segundo suas capacidades, expressam suas ideias livremente, participam ativamente das tarefas de ensino e se desenvolvem como cidadãos, nas suas diferenças.



  06) VUNESP (2020) – Prefeitura de Morro Agudo/SP Com base nas contribuições de Ropoli (2010), assinale a alternativa correta sobre o impacto do princípio da inclusão no contexto escolar. 

A) São valorados positivamente os alunos de escolas comuns e de escolas especiais, pois os alunos de escolas comuns são referenciais de normalidade. 

B) Organizam-se os espaços, pedagogicamente, em escolas comuns e escolas especiais, definindo as atribuições próprias de seus professores, currículos, avaliações e famílias. 

C) Rompe com os paradigmas que sustentam o conservadorismo das escolas, contestando os sistemas educacionais em seus fundamentos

D) Traz uma nova perspectiva de modelos ideais, produzindo a normalização de perfis específicos de alunos e a seleção dos mais aptos a frequentar as escolas. 

E) Garante o direito à diversidade e não o direito à diferença, questionando a artificialidade das identidades normais como resultante da multiplicidade


07) QUESTÃO  VUNESP (2020) – Prefeitura de Cananéia/SP Ropoli e outros (2010) discutem a importância de os educadores refletirem bem sobre os termos das suas propostas, programas e iniciativas direcionadas à inclusão, pois, segundo os autores, 

A) a educação inclusiva entende as diferenças como resultantes da multiplicidade e não da diversidade.

 B) é preciso, como faz a Convenção Sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, reconhecer a diversidade das pessoas. 

C) o termo multiplicidade reafirma o idêntico, é estática, é estéril, limita-se ao existente.

 D) o termo diversidade reflete as diferenças, é ativo, é fluxo, é produtivo, é um movimento que recusa o idêntico. 

E) uma escola aberta à multiplicidade ratifica o que se quer extinguir, a exclusão escolar.



  08) VUNESP (2018) – Prefeitura de Marília/SP A educação especial perpassa todos os níveis, etapas e demais modalidades de ensino, sem substituí-los, oferecendo aos seus alunos serviços, recursos e estratégias de acessibilidade ao ambiente e aos conhecimentos escolares. Com relação à educação inclusiva, Ropoli (2010) defende o ponto de vista de que 

A) os sistemas educacionais têm de ser constituídos a partir da oposição entre os alunos normais e os alunos especiais. 

B) a educação deve garantir o direito à diferença e não à diversidade, pois assegurar o direito à diversidade é seguir reafirmando o idêntico. 

C) a identidade é algo natural, estável, daí a razão de se considerar a identidade normal como parâmetro para as políticas educacionais. 

D) as escolas dos diferentes são a solução para atender às necessidades dos alunos, pois nelas os diferentes ajustam-se ao padrão de normalidade. 

E) o ensino para os alunos com deficiência deve ser individualizado, com currículos adaptados, metodologias especiais e avaliação diferenciada.


09) VUNESP (2015) – Prefeitura de Suzano/SP 

 O Atendimento Educativo Especializado – AEE, previsto na Política Nacional de Educação Inclusiva, segundo Ropoli e outros (2010), tem como uma de suas características 

A) a oferta facultativa pelos sistemas de ensino. 

B) o atendimento preferencial em escolas especiais. 

C) a matrícula opcional na classe comum para o atendimento ao aluno deficiente. 

D) a independência em relação ao projeto político pedagógico da escola.

 E) a identificação, elaboração e organização de recursos pedagógicos e de acessibilidade.


 

10) VUNESP (2018) – Prefeitura de Ferraz de Vasconcelos/SP A democracia se exercita e toma forma nas decisões conjuntas do coletivo da escola e se reflete nas iniciativas da equipe escolar. Nessa perspectiva, o Atendimento Educacional Especializado – AEE integra a gestão democrática da escola. No Projeto Político-Pedagógico – PPP devem ser previstos a organização e os recursos para o AEE. De acordo com Ropoli (2010), no caso da inexistência de uma sala de recursos multifuncionais na escola, o PPP deve 

A) contemplar o AEE como uma das dimensões da escola dos diferentes, cuidando de acompanhar os objetivos, as metas e ações traçadas, em articulação com as demais propostas da escola comum. 

B) promover a transferência do aluno para uma escola especial que disponha de sala de recursos multifuncionais, equipamentos e professores devidamente preparados. 

C) promover a atuação de professores itinerantes, reforço escolar e outras ações que favoreçam uma justaposição de serviços entre a Educação Especial e o ensino comum.

D) prever o atendimento dos alunos em outra escola mais próxima ou centro de atendimento educacional especializado, no contraturno do horário escolar. 

E) prever a transferência dos alunos para outra escola que disponha de uma sala de recursos multifuncionais, ficando a cargo da família a responsabilidade de providenciar o transporte, se necessário. 


11) A Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (2008), segundo Ropoli e outros (2010), foi elaborada tendo como um de seus preceitos que

A) uma das estratégias mais eficazes na educação especial é a terminalidade específica do ensino fundamental.

B) o primeiro passo para o bom funcionamento do sistema é a correta identificação dos alunos normais e especiais.

C) o conhecimento se constrói sem resultar na promoção de alguns alunos e na marginalização de outros do processo escolar.

D) ambientes escolares inclusivos são fundamentados na identidade normal ou natural e na aceitação das diferentes.

E) o atendimento educacional especializado deve se constituir em um grande e complexo sistema educacional paralelo.


Observação: 

Ropoli (2010),  A Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, de 2007, que foi elaborada segundo os preceitos de uma escola em que cada aluno deve ter a possibilidade de aprender, a partir de suas aptidões e capacidades, e que o conhecimento se constrói sem submissão ao que é previamente selecionado para compor o currículo, resultando na promoção de alguns alunos e na marginalização de outros no processo escolar. A compreensão da educação especial ou inclusiva, nesta modifica a antiga e tradicional lógica do processo de escolarização e a sua organização.

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