Consulta Pública de asma grave no SUS pode atender menos da metade dos pacientes


Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (CONITEC) avalia inclusão de tratamento para asma alérgica, mas exclui a eosinofílica, que afeta mais de 70% dos asmáticos graves do Brasil1

Em tempos de pandemia, manter o tratamento da asma tornou-se cada vez mais importante, pois quem tem asma está mais sujeito a complicações quando infectado pelo novo coronavírus, de acordo com a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI)2. A consulta pública da CONITEC, aberta até o dia 6 de abril, pode ampliar o número de tratamentos gratuitos oferecidos pelo SUS a todos os pacientes de asma, incluindo asma grave. Entretanto, a recomendação preliminar do Governo inclui somente a asma grave alérgica, que acomete 34,9% dos asmáticos3. A recomendação não contemplou a asma grave eosinofílica, que, de acordo com alguns autores, ocorre em mais de 70% do total de pacientes de asma grave.¹ Desta forma, menos da metade dos pacientes teriam acesso ao tratamento pelo SUS. A consulta pública está disponível no link: https://bit.ly/2ONj7AT

Disponível no Brasil desde 2017, Nucala® (Mepolizumabe 100mg subcutâneo) é indicado para o tratamento da asma grave eosinofílica e ainda pode entrar no rol do SUS, dependendo da participação popular na consulta pública que está em andamento até o dia 6 de abril. A terapia imunobiológica da GSK diminui até 88% o uso de corticoide oral e, diminui em até 80% as internações hospitalares e as visitas à emergência causadas pelas crises de asma grave eosinofílica.4,5

O desafio do diagnóstico

A dificuldade de acesso ao tratamento é um dos entraves que os pacientes com asma grave encontram na busca por uma melhor qualidade de vida. Este cenário foi constatado na pesquisa "A Voz do Paciente", da Associação Brasileira de Asma Grave (ASBAG) junto com Casa Hunter, feita com 200 pacientes que têm a doença, nas cinco regiões do Brasil. O levantamento mostrou que a maioria dos indivíduos

tem dificuldade de acesso ao tratamento, que consiste em tentar controlar a asma grave por meio da medicação oral e inalatória.

A asma grave

A asma grave é caracterizada por quadros de exacerbações frequentes, mesmo em vigência de tratamento com altas doses de corticoide inalatório associado a outros medicamentos controladores. A Asma grave é responsável por mais de 50% do custo total de tratamento da asma no mundo.6,7 Da população total acometida pela asma, cerca de 20 milhões, de acordo com a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT)8, estima-se que 3,5% a 10%7 apresentem a forma grave da da doença.

Sobre a GSK

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Referências:

• Alves, A.M. et al. J Bras Pneumol. 2020;46(3)

• ASBAI. ASBAI faz recomendações para pacientes com asma diante da pandemia do coronavírus. Disponível em: . Acesso em: 08 jan. 2021.

• MELLO, LM, et al. Severe asthma and eligibility for biologics in a Brazilian cohort. Journal of Asthma, 2020: https://doi.org/10.1080/02770903.2020.1748049

• KHURANA, S. et al. Long-term safety and clinical benefit of mepolizumab in patients with most severe eosinophilic asthma: the Cosmex study. Clin Ther, 41: 2041-56, 2019.

• TAILLÉ, C. et al. Mepolizumab in a population with severe eosinophilic asthma and corticosteroid dependence: results from a French Early Access Programme. Eur Respir J: doi: 10.1183/13993003.02345-2019, 2020.

• ANTONICELLI, L., et al. Asthma severity and medical resource utilisation. European Respiratory Journal 23-34: 723-729, 2004.

• CHUNG, KF. et al.International ERS/ATS guidelines on definition, evaluation and treatment of severe asthma. Eur Respir J; 43(2):343-73, 2014.

• SOCIEDADE BRASILEIRA DE PNEUMOLOGIA E TISIOLOGIA. Asma - Perguntas e Respostas. Disponível em: . Acesso: 8 jan. 2021.

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