Escolas públicas escolhem até 15 de março os materiais de transição para o novo Ensino Médio

 Escolas públicas escolhem até 15 de março os materiais de transição para o novo Ensino Médio


Obras serão adotadas no segundo semestre

Nesta primeira quinzena de março acontece mais uma fase do cronograma de uma das mais relevantes mudanças na educação em décadas: a reforma do Ensino Médio. As escolas públicas estarão realizando escolha de materiais didáticos de transição, previstos para serem utilizados em sala de aula no segundo semestre de 2021. As mudanças no Ensino Médio, que seguem a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), pela programação começam a entrar em vigor em 2022.

O Novo Ensino Médio terá ampliação da carga horária mínima, flexibilização curricular, foco no estudante e no seu desenvolvimento integral e a incorporação de práticas escolares mais dinâmicas e interativas, que considerem as especificidades e demandas de jovens que já nasceram no século XXI. Ao invés de 13 disciplinas distintas, serão quatro Áreas do Conhecimento: Linguagens, Matemática, Ciências da Natureza e Ciências Humanas e Sociais Aplicadas.

Os materiais de transição - Projetos Integradores por Área de Conhecimento e Projetos de Vida - são complementares ao trabalho feito atualmente e introduzem uma nova maneira de atuação em sala de aula, sem a necessidade de abrir mão imediatamente dos livros didáticos disciplinares existentes. Todo o conteúdo para que os professores possam saber mais sobre as obras está disponível no https://pnld.nees.ufal.br/

Os livros de Projetos Integradores representam a oportunidade para os professores irem se adaptando aos novos materiais didáticos integrados, passando a trabalhar de maneira interdisciplinar com outros professores.

Segundo o presidente da Associação Brasileira de Editores e Produtores de Conteúdo e Tecnologia Educacional (Abrelivros), Ângelo Xavier, o país precisa oferecer no Ensino Médio uma trajetória escolar que faça mais sentido, gere maior engajamento, dialogue com o projeto de vida dos estudantes.

"Mais da metade dos brasileiros com 25 anos ou mais não concluiu o Ensino Médio. E cerca de 30% dos jovens de 15 a 17 anos não estão cursando esta fase final da Educação Básica. A desmotivação e o desinteresse dos jovens estão diretamente ligados a um descompasso entre a formação oferecida, os desejos pessoais e as exigências do mundo contemporâneo", destaca.

O Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD) realiza anualmente, através de editais anuais, a avaliação, aquisição e distribuição de materiais didáticos para as escolas públicas de Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio, na modalidade regular e de Educação de Jovens e Adultos (EJA). E em seu Edital 2021 ofereceu a educadores e gestores de escolas públicas, através do Objeto 1, a escolha das obras didáticas de transição. Em 2020 o PNLD distribuiu mais de 170 milhões de exemplares a escolas públicas, beneficiando mais de 30 milhões de alunos.

"A educação é um inegável caminho de transformação social e de formação do indivíduo. E o livro didático tem um papel imprescindível neste processo. Sem livro, não há aula de qualidade. E sem aula de qualidade não há ensino-aprendizagem", completa Xavier.

Sobre a Abrelivros

A Associação Brasileira de Editores e Produtores de Conteúdo e Tecnologia Educacional (Abrelivros) é uma entidade civil sem fins lucrativos, fundada há 30 anos para congregar editoras de livros escolares e produtores de conteúdo e tecnologia educacional de diversas partes do país.

Informações para imprensa:

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