Google enfrenta violência sexual infantil com tecnologia e parcerias

 Google enfrenta violência sexual infantil com tecnologia e parcerias


Empresa investe em ferramentas, ações de conscientização e parcerias para o enfrentamento desse tipo de material na web, além de recursos para denúncia

São Paulo, 18 de maio - No Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, o Google reforça seu compromisso no combate a materiais de abuso sexual infantil e pela construção de um ambiente digital mais seguro e saudável por meio da conscientização, detecção, meios de denúncia e remoção desse conteúdo, mas também de parcerias em programas de enfrentamento e com a divulgação das ferramentas digitais para prevenir a disseminação desse tipo de violência na internet - e fora dela, que já estão no portfólio da empresa para ações estratégicas efetivas.

Entre elas está a API Content Safety, que utiliza inteligência artificial para ajudar organizações e empresas a identificarem material com abuso sexual infantil. A API intensifica a fiscalização dos materiais potencialmente ilegais, estabelecendo protocolos mais rigorosos para a averiguação de conteúdos. Na prática, o sistema auxilia os revisores humanos a priorizarem o reconhecimento de conteúdos com abuso sexual infantil, o que aumenta em até sete vezes a celeridade do processo de registro e denúncia deste tipo de produção.

Já o CSAI Match, tecnologia desenvolvida pelo YouTube para eliminar imagens de abuso sexual infantil em vídeos publicados na plataforma, faz uso de correspondência de hash para identificar vídeos conhecidos por seu conteúdo abusivo. Por meio dele é possível detectar esse tipo de material em meio a um grande volume de conteúdo.

Criada em 2008, a tecnologia de hash cria um código digital exclusivo para cada imagem identificada como potencialmente contendo abuso sexual infantil e identifica réplicas que possam existir em outras bases. Um repositório compartilhado com o setor de hashes de vídeo permite encontrar e bloquear vídeos de abuso infantil previamente detectados. Desse modo, outras empresas também podem remover o mesmo conteúdo de suas plataformas.

Desde 2013, a Busca do Google trabalha com fórmulas algorítmicas para impedir que imagens, vídeos e links de material de abuso sexual infantil sejam exibidos nos resultados. Hoje, o Google verifica automaticamente milhões de consultas. Quando é encontrada uma correspondência a um conteúdo abusivo, ela é sinalizada aos parceiros para que eles possam denunciá-la de maneira responsável, seguindo as leis e regulamentações locais.


Como denunciar

O Google revisa e ajusta constantemente seus sistemas e políticas para responder a novas tendências e ameaças, bem como para incorporar a melhor e mais nova tecnologia disponível para o combate a violências. Qualquer pessoa pode denunciar conteúdos que violem as políticas de segurança infantil definidas nas diretrizes da comunidade do YouTube ou na Central de segurança do Google por meio desta página . Além disso, na página g.co/legal , é possível denunciar conteúdo que, na opinião do usuário, viole a legislação ou seus direitos.

#EmCasaSemViolência

A empresa também mantém uma série de parcerias estratégicas para combater a violência. Neste mês, está apoiando o projeto Crescer sem Violência ( crescersemviolencia.org.br ), organizado pelo Canal Futura, pela Childhood Brasil e pela UNICEF Brasil.

Com a hashtag #emcasasemviolência, o programa mobilizará as redes das instituições parceiras com o compartilhamento de informações voltadas para conselhos tutelares, profissionais de educação, crianças e adolescentes e o público em geral, apresentadas pelos personagens da série de animação "Que corpo é esse?".

Também serão disponibilizados dados recentes sobre o cenário brasileiro, incluindo os resultados da Pesquisa Diagnóstica "Violências sexuais contra crianças e adolescentes em tempos de pandemia por Covid-19", a primeira desenvolvida especificamente sobre este tipo de violência durante a pandemia. Fruto de uma cooperação entre a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Universidade Estadual Paulista (Unesp) e a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o estudo investigou Conselhos Tutelares das cinco regiões do país e descobriu que a escola foi a instituição que mais falta fez em relação a repasse de suspeitas e denúncias aos Conselhos.

A quebra de vínculo se deu não apenas entre escola e Conselho Tutelar, mas o fechamento das escolas para aulas presenciais deixou crianças e adolescentes desassistidos. A pesquisa também identificou que, em metade dos Conselhos pesquisados, a severidade dos casos denunciados aumentou.

Juntos contra o abuso infantil

Identificar e combater a disseminação de material de abuso sexual infantil é um desafio constante e os governos, as autoridades, as ONGs e a indústria desempenham um papel importante. O Google continua trabalhando e dedicando recursos significativos, como tecnologia, pessoas e tempo, à detecção, dissuasão, remoção e denúncia de conteúdo e comportamento de exploração sexual infantil.

Pelo programa Googler in Residence, lançado em 2014, o Google tem compartilhado e aproxima sua expertise técnica, disponibilizando engenheiros a organizações de proteção à criança como a Internet Watch Foundation (IWF), no Reino Unido, e o Centro Nacional para Crianças Desaparecidas e Exploradas (NCMEC), nos Estados Unidos, para ajudar essas entidades a aumentar a própria capacidade.

Em outra frente, para facilitar a exposição de casos de insegurança infantil, o Google oferece US﹩ 120 mil por ano, em orçamento de publicidade gratuita, por meio do programa Ad Grants, a ONGs e instituições de caridade que têm linhas diretas para denúncia de abuso sexual infantil e ajuda às vítimas.

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