APEOESP vê com preocupação anúncio de retorno das aulas presenciais em agosto

 APEOESP vê com preocupação anúncio de retorno das aulas presenciais em agosto


Para entidade, retorno só pode acontecer com imunização completa de profissionais da Educação e segurança nas salas de aula


A APEOESP (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) recebeu com preocupação o anúncio feito nesta quarta-feira (17) pelo governador João Doria e pelo secretário da Educação, Rossieli Soares, de que o retorno às aulas presenciais de 100% dos estudantes deve acontecer em agosto.

A presidenta da APEOESP e deputada estadual, Professora Bebel, lembra que em agosto não estará completa a imunização de todos os profissionais da Educação com a segunda dose da vacina. "Também é preciso considerar que, de acordo com pesquisa recente realizada pelo Instituto de Arquitetos do Brasil, parte considerável das escolas públicas no Estado não apresenta as condições para uma volta segura. Será preciso pensar soluções, seja por meio de reformas e adaptações, seja pela redução do número de estudantes por sala de aula ", afirma Bebel.

O secretário já reconheceu que o déficit de aprendizagem provocado pelo período excepcional levará pelo menos três anos para ser recuperado. A APEOESP afirma que, no momento adequado, sem colocar vidas em risco, o governo poderá realizar mutirões, contratação de mais professores, ofertas de aulas de recuperação em período diverso daquele frequentado pelo estudante e outras providências.

"O retorno às aulas presenciais requer, portanto, um planejamento acurado, que vai muito além de um simples anúncio de que isso ocorrerá em agosto. Sem dúvida, chegará o momento do retorno às aulas presenciais, porque o local de aprendizagem, por excelência, é a sala de aula. Mas isso precisa acontecer com a segurança que essa situação tão grave exige", conclui Bebel.

Nesta sexta (18), os professores da rede pública estadual de SP paralisarão suas atividades e caminharão do MASP, na avenida Paulista, até a Praça da República, onde fica a sede da secretaria de Educação. Segundo a APEOESP, essa será uma paralisação "em defesa da vida".

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