Como ter a atenção dos alunos nas aulas on-line e evitar as câmeras desligadas

 


Como ter a atenção dos alunos nas aulas on-line e evitar as câmeras desligadas

Educadores da Escola da Inteligência dão dicas para os professores estimularem os estudantes e melhorar o aprendizado


Um dos desafios na área da Educação durante a pandemia é a adaptação às aulas on-line ou ensino remoto. E uma das dificuldades apontadas pelos professores nesse contexto tem sido a relutância de alunos em abrir as câmeras nas aulas virtuais. A situação tem acontecido especialmente entre crianças e adolescentes, que podem se sentir inseguros diante das câmeras.

"O contato visual na aula virtual é fundamental para facilitar a comunicação do professor com o aluno e fortalecer o vínculo entre eles. E isso afeta diretamente o desempenho escolar", afirma Camila Cury, fundadora e CEO da Escola da Inteligência - maior programa de educação socioemocional do Brasil, aplicado em mais de 1 mil escolas de ensino básico por todo o país.

Para Camila, um dos primeiros passos para incentivar a participação dos alunos nas aulas remotas é dialogar sobre os motivos que os fazem deixar as câmeras fechadas. "Os professores, além de apresentar suas dificuldades, devem demonstrar empatia pelos estudantes, ouvi-los e, em conjunto, pensar em soluções para a questão. A educação socioemocional é uma importante aliada nesse sentido", orienta.

Camila - que é psicóloga e especialista na Teoria da Inteligência Multifocal e em Análise do Comportamento Humano - observa que as aulas virtuais restringem a troca de afetividade e das relações humanas por causa da distância e explica que quando o professor perde a chance de olhar para o aluno, essa troca fica ainda mais limitada e muitos sinais podem passar despercebidos pelo educador.

Combinar alguns horários para deixar a câmera desligada pode ser uma opção para mostrar que o professor é compreensivo e flexível. "Alguns estudantes podem estar passando por problemas familiares, crises de ansiedade, de depressão e ficar com a câmera aberta pode ser mais difícil. O professor pode negociar essa rotatividade e mostrar-se solidário com a situação que todos estamos vivenciando", diz Cury.

Tem sido observado que quanto mais nova a criança, mais disposta ela está a abrir a câmera. "Os adolescentes são os que mais têm vergonha. E se boa parte do grupo não abre as câmeras, nenhum abre. Muitos justificam que não querem mostrar a própria casa, ou estão preocupados com a aparência e querem evitar o bullying", destaca a psicóloga.

Confira as dicas preparadas pela Escola da Inteligência para os educadores:

1. Estabeleça um ambiente acolhedor, seguro e descontraído

Busque criar um vínculo afetivo com os estudantes. Procure compreender quais são os reais motivos que os levam a não abrir as câmeras. Busque sensibilizá-los pela narrativa dos seus sentimentos diante da tela, ao ver todas as câmeras fechadas!

Não tenha medo de dividir sua história com os estudantes, quando cruzamos mundos emocionais, nos aproximamos. Esteja aberto a sugestões. Explore atividades de "quebra-gelo". Construa, com eles, possibilidades para a resolução desse "problema", por meio de uma postura dialógica, não impositiva.

Estabeleça relações de ensino x aprendizagem mais descontraídas, promova momentos mais dinâmicos e menos discursivos, que possam encorajar os alunos a ligar a câmera nas aulas virtuais e interagir com a turma.

2. Encontre nas famílias uma parceria no incentivo às câmeras ligadas

Oriente e incentive as famílias a oferecer apoio emocional aos estudantes. Apoio focado na escuta, no diálogo e na empatia! Que as famílias possam ajudar os estudantes a superar seus medos e frustrações e elogiá-los diante de posturas assertivas e empáticas.

Explique que ligar a câmera nas aulas virtuais não é uma atitude meramente imposta e tente despertar a conscientização dos estudantes sobre quanto todos perdemos quando dificultamos a comunicação na relação ensino x aprendizagem. Lembre-se que: a mudança de atitude e comportamento do estudante é um processo!

3. Incentive os alunos mais extrovertidos a ligarem as câmeras

Reserve, no planejamento da aula, alguns minutos para incentivar o protagonismo dos estudantes. Construa propostas e projetos que permitam que eles humanizem a relação das aulas virtuais.

Vocês podem, juntos, criar espaços para que os estudantes que se sintam mais à vontade. Aqueles mais extrovertidos podem apresentar algo do interesse da turma, por exemplo. À medida que alguns passam a ligar o vídeo, os outros criarão maior confiança para fazer o mesmo.

Invista nos combinados de convivência com seus estudantes. Vocês podem começar por estabelecer, coletivamente, os momentos da aula em que é imprescindível estar com a câmera ligada e criar códigos com eles para que se lembrem de seguir esse combinado.

4. Promova momentos de conversas entre os alunos

Dividir a classe em grupos pequenos para debater sobre ideias pode ser uma ótima maneira de estimular a participação. E peça para que todos fiquem com as câmeras ligadas para que possam se ver. Discutir temas novos ajuda o aluno a enxergar e a se interessar pela opinião do outro, e favorece a construção de relações interpessoais.


5. Sugira soluções para questões específicas

Sugira fundos diversificados para aqueles que estejam com vergonha do ambiente usado para as aulas ou de pessoas que transitam na casa e podem aparecer no vídeo. As plataformas on-line disponibilizam esses recursos. Auxilie o aluno a colocar os fundos e até sugira imagens divertidas aos que toparem.

Sobre a Escola da Inteligência

Presente em mais de mil instituições de ensino do Brasil que atendem cerca de 300 mil estudantes, a Escola da Inteligência (EI) é o maior programa de educação socioemocional do Brasil. Fundada em 2010, a EI busca desenvolver as habilidades emocionais e de consciência social de jovens estudantes, com o auxílio de materiais audiovisuais, impressos e digitais, bem como a formação de professores e apoio para as famílias. O programa contempla as dez competências fundamentais para a formação integral do aluno, exigidas pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC), do Ministério da Educação e mais de 50 outras habilidades e competências socioemocionais essenciais para a formação do ser humano.

A metodologia promove, por meio da educação das emoções e da inteligência, a melhoria dos índices de aprendizagem, redução da indisciplina, aprimoramento das relações interpessoais e o aumento da participação da família na formação integral dos alunos. O programa é fundamentado na Teoria da Inteligência Multifocal, idealizada pelo escritor e psiquiatra Augusto Cury, que analisa o funcionamento da mente e a formação de pensadores. Entre as mais de 50 habilidades e competências que o programa desenvolve estão o gerenciamento das emoções, o autoconhecimento, a resiliência, pensar antes de agir e reagir, além do trabalho que influencia no combate e prevenção ao bullying e drogas.


Informações para a imprensa:
GBR Comunicação

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Selic deverá permanecer em 13,75% ao ano

Falecimento de Glória Maria

Texaco

ABRE - ESTÁGIO - EMPREGO - APRENDIZ

Novos casos de câncer por ano até 2025

Anticoagulante

O governador Tarcísio de Freitas sancionou o projeto de Lei que prevê o fornecimento de medicamentos à base de canabidiol

Pix Internacional

Verticalização da Cidade de São Paulo