Estudo feito por alergistas do HSPE revela principais causas da anafilaxia

 Estudo feito por alergistas do HSPE revela principais causas da anafilaxia


Tema de destaque na Semana Mundial de Alergia deste ano, a anafilaxia pode levar jovens e pessoas sem comorbidades à morte. Casos da doença ganham cada vez mais espaço nas manchetes em todo mundo

Estudo realizado por especialistas do serviço de Alergia e Imunologia do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE) mostrou as principais causas da anafilaxia, doença alérgica grave que pode levar o paciente à morte. O estudo avaliou os históricos clínicos de 26 pacientes, com idade média de 39 anos, que apresentaram quadro de anafilaxia no período de fevereiro de 2016 a fevereiro de 2020. Dentre as reações, 46,1% foram provocadas por medicação e 38,5% causadas por alimentos.

Foto: Banco de Imagens

A anafilaxia é uma doença que se manifesta em qualquer idade, podendo ser mais grave em pacientes com asma não controlada, gestantes, pessoas com transtornos mentais ou que fazem ingestão de álcool e drogas. As causas mais comuns da doença são medicamentos, alimentos, látex e veneno de insetos.

Segundo a especialista responsável pelos testes ambulatoriais de Alergia e Imunologia Clínica do HSPE, Dra. Marisa Rosimeire Ribeiro, o risco de uma mesma pessoa ter a reação alérgica mais de uma vez ao longo de 15 a 25 anos é de 26,5 a 54%. "Isso mostra a necessidade de tratamento especializado para pacientes com anafilaxia. A maioria dos casos é visto pela primeira vez por médicos de emergência ou clínicas gerais, mas apenas 50% são encaminhados para investigação ou tratamento", explica.

O diagnóstico da anafilaxia é clínico com base nos sintomas em vários órgãos e tecidos do corpo que podem causar alterações na pele, além de sintomas respiratórios, gastrointestinais e cardiovasculares. A maneira mais comum de tratar a doença é por meio da aplicação imediata de adrenalina no músculo lateral da coxa. Especialistas afirmam que a demora na aplicação da medicação é o maior fator associado à mortalidade e sequelas.

Nos casos de pacientes com históricos de alergia, especialistas orientam evitar o agente causal indicando ainda tratamentos como a imunoterapia específica contra alérgenos e a dessensibilização, tratamento que consiste na administração de doses crescentes de determinado alérgeno. Ambos podem ser feitos somente em ambiente hospitalar.

Anafilaxia e a vacina contra a Covid-19
De acordo com a Dra. Marisa Ribeiro do HSPE, a maioria dos pacientes alérgicos a medicamentos ou a alimentos não tem alergia a algum componente específico da vacina contra Covid-19. Ela ressalta, porém, que os pacientes com diagnóstico de anafilaxia têm a necessidade de acompanhamento com um médico especialista em alergia e imunologia para decidir se o imunizante deve ou não ser aplicado.

Cartilha para pacientes sobre a anafilaxia
Por se tratar de uma doença grave e que pode levar jovens e pessoas sem comorbidades à morte, especialistas do serviço de Alergia e Imunologia do HSPE, que conta com um serviço especializado na área, criaram uma cartilha para pacientes com informações e orientações de primeiros socorros nos casos de anafilaxia.

A cartilha de primeiros socorros de anafilaxia pode ser acessada por meio do site do Iamspe.


Sobre o Iamspe
O Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual de São Paulo (Iamspe) é o sistema de saúde do servidor público estadual. Com uma rede de assistência própria e credenciada presente em mais de 100 municípios, o Iamspe oferece atendimento a 1,3 milhão de pessoas, entre funcionários públicos estaduais e seus dependentes.

São mais de duas mil opções de atendimento no Estado, incluindo hospitais, clínicas de fisioterapia, médicos e laboratórios de análises clínicas e de imagem, além de postos de atendimentos próprios no interior, os Ceamas, e o Hospital do Servidor Público Estadual, na Capital. O Iamspe é um órgão do Governo do Estado de São Paulo, vinculado à Secretaria de Projetos, Orçamento e Gestão.


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