Jeduca divulga pesquisa com perfil dos jornalistas de educação no Brasil

 Jeduca divulga pesquisa com perfil dos jornalistas de educação no Brasil


Mulher, branca, residente da região Sudeste, entre 31 e 40 anos são algumas das características de boa parte dos profissionais que atuam na área, de acordo com a pesquisa feita pela Associação de Jornalistas de Educação

São Paulo, 27 de julho de 2021 - A Jeduca - Associação de Jornalistas de educação divulga hoje (27/7) os resultados da pesquisa realizada com seus associados, uma rede de 1.409 profissionais de comunicação de todo o país. A pesquisa tem como objetivo traçar o perfil do jornalista que atua na área, seus interesses e dificuldades no trabalho com o tema e os impactos da pandemia em sua rotina. Entre os entrevistados, 87% deles são jornalistas de formação.

Os dados serão divulgados ao vivo hoje, no YouTube e Facebook da Jeduca (acompanhe aqui ou aqui ), a partir das 10h. O evento contará com a participação dos jornalistas Mariana Tokarnia (diretora da Jeduca), Claudia Nonato (coordenadora da pesquisa), abertura de Fábio Takahashi (presidente da Jeduca) e mediação de Marta Avancini (editora pública da associação).

Quem é o jornalista que atua na área?

A maioria é composta por mulheres (66,3%), brancas (79,3%), reside na região Sudeste (70,5% - com destaque para São Paulo (56,1%), na faixa etária entre 31 e 40 anos (39,6%), recebe entre R﹩ 4.401,00 e R﹩ 6.600,00 ao mês (26,3%) e tem pós-graduação completa ou incompleta (76,4%).

Produtores de conteúdo jornalístico ou noticioso para o público são maioria dos associados 56,9%. Mas a maioria dos associados não está vinculada a um veículo de imprensa (62,4%). Entre os que estão (37,6%), 12,2% atuam em editoria de Educação e 9,2% em Cidades/Cotidiano. O principal espaço de trabalho são as instituições do terceiro setor (22%), seguidos das instituições educacionais (18,9%), jornais impressos ou online (11,9%) e portais de notícia (10,8%).

A maior parcela (28,4%) é de jornalistas que atuam na área entre 6 e 10 anos. Na sequência, vêm aqueles que trabalham com jornalismo de educação há menos de cinco anos (22,8%) e os que trabalham na área entre 11 e 20 anos (20,9%).

A pesquisa levou em consideração o interesse do profissional pela área, e 44,2% dos entrevistados informam que ingressaram no jornalismo de educação por gostar deste mercado ou ter interesse pessoal nele.

Os jornalistas e a pandemia

Sobre os impactos da pandemia no trabalho, a maioria migrou exclusivamente para o regime de home office (61,6%) e quase 30% dos comunicadores afirmaram terem tido problemas de saúde física e/ou mental. Em contrapartida, a pesquisa mostra que 22,9% iniciaram um novo projeto, 13% conseguiram um novo emprego e 11,3% tiveram mais qualidade de vida. A suspensão de contratos de trabalho ou perda de clientes afetou 10,9% e 4,6% foram demitidos.

A pesquisa também abordou os principais tópicos destacados durante o isolamento social pelos profissionais, que apontaram assuntos relacionados diretamente à pandemia como o foco principal durante este período, ultrapassando temas como políticas públicas e o direito à educação.

Sobre a pesquisa

A pesquisa foi realizada exclusivamente com os associados da Jeduca, por meio de questionário durante o mês de maio deste ano e recebeu 286 respostas, número estatisticamente suficiente para a análise dos resultados com margem de erro de 5%. Confira mais informações e o relatório completo da pesquisa aqui.

Sobre a Jeduca

É uma associação criada por jornalistas, em 2016, para apoiar profissionais que cobrem cotidiana ou esporadicamente a área. Em cinco anos de atividade em prol da qualificação da cobertura jornalística sobre a educação no Brasil, a associação reunia 1.409 associados em junho de 2021. São jornalistas, assessores de imprensa, produtores de conteúdo, pesquisadores, professores e estudantes de comunicação interessados no tema da educação. A Jeduca atua na produção e realização de materiais e projetos que buscam a qualificação e a formação em relação ao jornalismo de educação. Entre as ações estão webinários, congressos, cursos, editais, rede de e-mail e a disponibilidade de uma editora pública para apoiar profissionais de todo o País. Saiba mais em jeduca.org.br.

Sobre o lançamento da pesquisa


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