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Corretoras e gestoras de criptomoedas

 

Corretoras e gestoras de criptomoedas apostam em marketing ambicioso
Especialistas do Mackenzie comentam sobre a popularização da tecnologia

Nos últimos meses é muito provável que você tenha visto alguma notícia envolvendo criptomoedas, como o bitcoin ou o ethereum. Mas agora, nas últimas semanas também você deve ter visto propagandas e notícias sobre corretoras e gestoras de criptoativos, por que será?

Segundo o professor Nelson Mitsuo Shimabukuro, especialista em criptomoedas da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM) Alphaville, parte da responsabilidade está na necessidade desse tipo de investimento em passar credibilidade para as pessoas - da mesma forma que as moedas como o Dólar e o Real também precisam. Contudo, no caso dessas últimas, o Governo Federal e o Banco Central que realizam esses trabalhos, para os criptoativos as corretoras e gestoras estão utilizando celebridades e adquirindo espaços no entretenimento.

Entre os casos recentes, pode-se citar a gestora brasileira Hashdex que está promovendo um comercial com o apresentador de televisão, Pedro Bial. Ademais, a empresa é também a responsável por ter lançado o primeiro ETF (fundo de investimento negociado em bolsa) de criptomoedas na bolsa brasileira, em abril desse ano.

Já em terras estrangeiras, as corretoras estão em uma guerra pelos clientes. Algumas delas, como a Coinbase resolveram entrar no mercado de ações, por meio de abertura de capital, para garantir a credibilidade pontuada pelo professor Shimabukuro. Já a Crypto.com resolveu ir além, com um comercial apresentando o ator Matt Damon, e com a negociação para a compra dos direitos do nome da arena onde joga os times de basquete Los Angeles Lakers e Los Angeles Clippers - até então chamada Staples Center.

Para o especialista, essa estratégia de credibilidade e visibilidade é exatamente a mesma das marcas de consumo, como a Seara utilizar a também apresentadora de televisão, Fátima Bernardes; e a Hypera Pharma patrocinar o estádio do Corinthians com a marca NeoQuímica.

Contudo, essa apresentação não agrada a todos. O professor Vivaldo José Breternitz, do Programa de Mestrado Profissional em Computação Aplicada da Universidade Presbiteriana Mackenzie, é um pouco mais cético e possui muitas dúvidas. "Não entrando no mérito tecnológico, pois até o momento o blockchain se mostrou bastante sólido e seguro. O que me preocupa é exatamente esse "hype", pois o investimento em criptomoedas, como o bitcoin, não tem lastro real, como um título de renda fixa tem com o governo federal e o mercado de ações tem com empresas, é acreditar no suposto conceito de escassez do ativo".

A especialista em banking da UPM, Thaís Cárnio, reforça que essa descentralização das criptomoedas as fazem não poderem ser consideradas moedas, efetivamente. "Uma moeda, conceitualmente, tem que ser emitida por um órgão governamental que centraliza esse tipo de ativo. Por isso, com relação ao lastro várias situações já foram vistas na história, desde o valor da moeda baseado em seu material e peso, até chegar aos dias atuais em que o lastro é, normalmente, o que está depositado junto ao Banco Central que a emite".

Ainda assim, com o mercado financeiro brasileiro bem volátil por conta da crise política e econômica atual, e o mercado estadunidense em máximas históricas, é impossível evitar com que as pessoas fiquem curiosas em encontrar novas formas de investimento. O professor Shimabukuro relembra uma entrevista do CEO da Hashdex, Marcelo Sampaio, em que sugere baixa exposição em criptomoedas, de 1 a 2% da carteira inicialmente. "É fundamental ser cauteloso, pois de uma hora para outra pode surgir uma regulamentação, ou problema tecnológico, fraude, e tudo ir por água abaixo", finaliza o docente.

E ainda mais importante do que isso, é você saber no que está investindo e fazer de forma legal, sempre se certificando de seguir as regras da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) aqui no Brasil e da SEC nos Estados Unidos.

Sobre a Universidade Presbiteriana Mackenzie
A Universidade Presbiteriana Mackenzie está na 103º posição entre as melhores instituições de ensino da América Latina, segundo a pesquisa QS Quacquarelli Symonds University Rankings, uma organização internacional de pesquisa educacional, que avalia o desempenho de instituições de ensino médio, superior e pós-graduação. Possui três campi no estado de São Paulo, em Higienópolis, Alphaville e Campinas. Os cursos oferecidos pelo Mackenzie contemplam Graduação, Pós-Graduação Mestrado e Doutorado, Pós-Graduação Especialização, Extensão, EaD, Cursos In Company e Centro de Línguas Estrangeiras.
Em 2021, serão comemorados os 150 anos da instituição no Brasil. Ao longo deste período, a instituição manteve-se fiel aos valores confessionais vinculados à sua origem na Igreja Presbiteriana do Brasil.

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