Projeto de Vida do Ensino Médio Integral tem transformado realidades

 Projeto de Vida do Ensino Médio Integral tem transformado realidades e incentivado novas perspectivas para milhares de jovens no país


O eixo central do modelo pedagógico é focado no aprendizado 360 e aborda três dimensões relacionadas ao planejamento e para o futuro: pessoal, profissional e social


O quão benéfico seria se todos os estudantes encontrassem maneiras de desenvolver a autonomia e sabedoria necessárias para traçar seus objetivos para a vida adulta e criar os planos para alcançá-los? Essa é exatamente a proposta do Projeto de Vida, uma ferramenta pedagógica moderna e multidisciplinar do EMI - Ensino Médio Integral (modelo de ensino nacional, público e gratuito), que busca, por meio de diferentes abordagens, auxiliar na construção da identidade pessoal e objetivos para a vida adulta.


Focado na formação integral do estudante, o Projeto de Vida trabalha três dimensões principais: pessoal, profissional e social. A primeira estimula a autodescoberta e o autoconhecimento (quem sou?; como me reconheço?; o que procuro?), respeitando a identidade, história e valores de cada um. A segunda se propõe a desenvolver competências exigidas pelo mercado de trabalho, com impactos na esfera pessoal (empreendedorismo, inteligência socioemocional, domínio de tecnologias, criatividade, habilidades técnicas etc). A terceira incentiva o olhar para o papel de cidadão e agente social na comunidade, promovendo o senso de responsabilidade coletiva, ética e empatia com as pessoas e com o meio ambiente.


A integração dessa ferramenta como competência na dinâmica escolar é um dos desafios propostos pelo EMI. Uma experiência intensa, mergulhada em teoria e prática, que é capaz de promover decisões e planejamentos mais conscientes sobre o futuro, e que nas diretrizes do modelo pedagógico deve se iniciar ainda na educação básica, respaldada por profissionais capacitados para instigar e apresentar possibilidades. Para tanto, o Projeto de Vida também propõe mensurar a evolução do desenvolvimento e aprendizado, para além do currículo tradicional. 


Como o Projeto de Vida tem construído novas perspectivas


Ao fomentar a autonomia de cada estudante em suas escolhas, estimulando o desenvolvimento de habilidades como cooperação, compreensão e análise crítica da realidade, o Projeto de Vida tem agregado cada vez mais histórias incríveis sobre as oportunidades que uma educação pública e de qualidade pode oferecer.


Um dos exemplos é Lenice Ramos, aluna do Centro de Excelência Atheneu Sergipense, em Aracaju (SE), que criou o projeto chamado Absorvente é direito!, para combater a pobreza menstrual dentro das penitenciárias femininas, fornecendo materiais básicos de higiene íntima, como absorventes, papéis higiênicos e lenços umedecidos. A estudante também idealizou em 2020 o Atheneu ONU Mulheres - uma simulação da ONU que debate exclusivamente contextos femininos no Brasil e no mundo -, que conquistou a participação de grandes nomes, como Luiza Trajano, Suzana Pires, Sabrina Fernandes, Mariana Ferrão, Dora Figueiredo e Linda Brasil. 


Outro viés propiciado pela aplicação dessa ferramenta no ensino público se refere à transformação das rotinas dos professores e à ampliação do currículo letivo dos educadores. Com essa proposta, os profissionais são preparados não apenas para pensar nas aulas, mas também se envolver em estratégias para trazer alunos de volta para as escolas, a fim de reduzir as taxas de evasão e desenvolver formas didáticas de engajar os jovens em seus Projetos de Vida.


Essa é uma das questões mostradas por experiências como a de Simone Serafim,   professora de Português e Inglês na E.E. Wilson Rachid, em São Paulo (SP) que obteve a formação para lecionar o Projeto de Vida em 2019. "A disciplina promove reflexões que impactam bastante nossa vida e não só dos estudantes. Muitos alunos não se veem capazes de alcançar seus sonhos ou nem sequer conseguem pensar sobre o que querem para a vida. Por isso, nós professores temos um importante papel de guiá-los, auxiliando a desenharem os caminhos que querem seguir, seja na faculdade ou em outros espaços", explica Simone.


Para a professora Cibele Cardoso, também da E.E Wilson Rachid, o exemplo é a maior força de inspiração para os estudantes. A educadora descobriu que a melhor maneira para auxiliar os alunos na construção de seus Projetos de Vida foi contar sua própria história. "Quando passei a me colocar dentro da realidade deles, contando que também tinha vindo de escola pública, eles começaram a ampliar os horizontes e entender os desafios. É muito comum encontrar alunos sem motivação e sem perspectiva para o futuro, e ter uma disciplina para falar sobre a vida, os sentimentos e o mundo do trabalho é algo que desperta mudanças verdadeiras. É ali que os estudantes compreendem seu papel de protagonista na sua história e recebem o apoio necessário para traçar seus planos", finaliza Cibele. 


O investimento no Projeto de Vida, que centraliza todo o empenho do Ensino Médio Integral, é um dos primeiros passos rumo à educação pública de qualidade, atenta às realidades sociais, que forma cidadãos capacitados e pensantes para as necessidades atuais. Trazer essa ferramenta como competência na dinâmica escolar é um dos desafios propostos pelo EMI, que tem promovido resultados excelentes. 

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