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Ensino remoto não é provisório

 Ensino remoto não é provisório; investimentos devem ser permanentes e a longo prazo, afirma especialista


 

Foto: Freepik


Dado mais recente da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios -- PNAD, mostrou que o acesso a internet pelo celular chega a 80,2% dos domicílios brasileiros. No Nordeste, o acesso por banda larga fixa ultrapassa a móvel: 77,9% das residências usam a banda larga fixa contra 64,1% de banda larga móvel. Especialista em educação e tecnologia comenta que gestores não devem considerar investimentos em EAD como provisórios.
 

O Brasil conta com 134 milhões de usuários de Internet, de acordo com pesquisa TIC Domicílios, do Comitê Gestor da Internet (CGI.br), o que representa 74% da população com 10 anos ou mais. Um dado inédito, na série histórica da pesquisa TIC Domicílios, mostra que 53% da população que vive em áreas rurais declarou ser usuária de Internet. Uma conectividade que vem sendo impulsionada devido à pandemia.
 

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), mostrou que de 2017 até 2020, o número de acessos a internet por via fibra óptica cresceu quase cinco vezes. Atualmente, pequenos provedores suprem a demanda por internet rural, o que muitas vezes não chega as estatísticas da Anatel. Empresas pequenas compram espaços de grandes provedores, instalam equipamentos e redistribuem o sinal.
 

O especialista internacional em educação e tecnologia, Alfredo Freitas, diretor de educação e tecnologia da Ambra University -- universidade americana, afirma que gestores públicos não devem considerar investimentos em ensino via internet como provisórios e que o ensino presencial como conhecíamos antes da pandemia não retornará. Para ele, o ensino remoto veio para ficar e trouxe hibridismo para a educação.
 

Alfredo Freitas, especialista em educação e tecnologia, diretor da universidade americana Ambra University. (Onevox Press)

“A pandemia escancarou a eficácia do ensino via internet no mundo inteiro. Por meio desta modalidade os anos letivos não foram totalmente perdidos em 2020 e 2021 e, certamente, as ferramentas online continuarão auxiliando escolas em todo o país na recomposição dos conteúdos. O que observamos é que não podemos contar prioritariamente com o ensino presencial. É preciso seguir investimento no ensino via internet que, mesmo antes da pandemia, já mostrava crescimento expressivo no Brasil e no mundo”, afirma Alfredo Freitas.
 

O especialista está correto, o ensino a distância no Brasil, que foi regulamentado há 14 anos, superou pela primeira vez, a oferta de vagas da educação presencial no país. De acordo com o Censo mais recente da Educação Superior, foram oferecidas 7,1 milhões de vagas a distância, frente a 6,3 milhões de vagas presenciais.

O Censo EAD.BR, realizado recentemente pela Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED), mostra que o ensino superior a distância no Brasil já corresponde a 26% do número total de alunos no Brasil, são mais de 9.374.647 alunos matriculados na modalidade EAD. Enquanto isso, nos EUA, mais de 6 milhões de americanos estão buscando uma educação online atualmente. Para o especialista em educação, Alfredo Freitas, o número de matrículas pode dobrar no pós-pandemia.
 

“Aqui nos EUA o modelo de educação via internet ganhou força entre as universidades americanas durante a pandemia. Agora, mesmo com o início da distribuição das vacinas, nenhuma universidade até agora se posicionou favorável à retomada completa do ensino presencial no ano que vem”, pondera Alfredo Freitas que é diretor de educação e tecnologia da Ambra University, que há mais de 10 anos forma, em português, mestres e doutores nos EUA.

 

*Alfredo Freitas é pós-graduado em ‘Project Management’ pela Sheridan College no Canadá, graduado em Engenharia de Controle e Automação e Mestre em Ciências, Automação e Sistemas, pela Universidade de Brasília. O renomado profissional tem mais de 15 anos de experiência em Tecnologia e Educação. É atualmente Diretor de Educação e Tecnologia da Ambra University. A Universidade americana é credenciada e tem cursos reconhecidos pelo Florida Department of Education (Departamento de Educação da Flórida) sob o registro CIE-4001. Além disso, a universidade conta com histórico de revalidação de diplomas no Brasil.