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Novos tratamentos e prevenção ajudam combater o câncer nas mulheres, explica oncologista

 Novos tratamentos e prevenção ajudam combater o câncer nas mulheres, explica oncologista

O médico Ramon de Mello elenca medidas preventivas

 

O mês dedicado às mulheres também é momento de orientações sobre a saúde feminina. No Brasil, segundo dados do Inca (Instituto Nacional de Câncer), exceto o câncer de pele não melanoma, os tumores oncológicos mais frequentes nesse público são o câncer de mama (29,7%), cólon e reto (9,2%), colo do útero (7,5%) e pulmão (5,6%).

 

“Atividades físicas regulares e alimentação saudável são bases para a longevidade, bem como evitar o consumo de bebidas alcoólicas e o cigarro”, orienta o médico oncologista Ramon Andrade de Mello, professor da disciplina de oncologia clínica do doutorado em medicina da Universidade Nove de Julho (UNINOVE), em São Paulo, e PhD em oncologia pela Universidade do Porto, Portugal.

 

Os avanços na ciência já permitem novas abordagens. Para o tratamento do câncer de mama, por exemplo, além dos procedimentos tradicionais de cirurgia, radioterapia e quimioterapia, os especialistas podem recomendar a hormonioterapia e a terapia alvo. “Menos invasivos, esses tratamentos devem ser avaliados caso a caso e têm oferecido resultados muito positivos”, explica Ramon de Mello.

 

O câncer colorretal é o segundo mais frequente nas mulheres, desconsiderando o câncer de pele não-melanoma. “Os tumores surgem a partir de pólipos, que podem ser lesões benignas diagnosticadas na parede do cólon, mas fatores genéticos e hábitos alimentares não saudáveis podem transformá-los em câncer”, esclarece o oncologista.

 

A vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) foi uma importante medida de saúde pública adotada pelo Brasil para reduzir os casos de câncer de colo do útero. “A vacina protege contra os tipos 6, 11, 16 e 18 do HPV. Os dois primeiros são reconhecidos pelo aparecimento de verrugas genitais. Porém, os dois últimos respondem por aproximadamente 70% dos casos do câncer do colo do útero”, afirma Ramon de Mello.

 

O exame preventivo conhecido como Papanicolau é a principal estratégia para diagnosticar lesões e para o diagnóstico precoce desse tumor cancerígeno. “As mulheres entre 25 e 64 anos de idade devem realizar esse exame a cada três anos”, diz o oncologista.

 

Para o câncer de pulmão, o pesquisador ressalta que o diagnóstico no início da doença tem aumentado as chances de cura das pacientes: “A evolução do tratamento nas últimas décadas ampliou a sobrevida dos pacientes em cinco anos, de 10,7% dos diagnósticos no início da década de 1970 para 19,8% nos anos 2010”.

 

Sobre Ramon Andrade de Mello

Pós-doutorado em Pesquisa Clínica no Royal Marsden NHS Foundation Trust (Inglaterra), Ramon Andrade de Mello tem doutorado (PhD) em Oncologia Molecular pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (Portugal).

 

O médico tem título de especialista em Oncologia Clínica, Ministério da Saúde de Portugal e Sociedade Europeia de Oncologia Médica (ESMO). Além disso, Ramon tem título de Fellow of the American College of Physician (EUA) e é Coordenador Nacional de Oncologia Clínica da Sociedade Brasileira de Cancerologia, membro da Royal Society of Medicine, London, UK, do Comitê Educacional de Tumores Gastrointestinal (ESMO GI Faculty) da Sociedade Europeia de Oncologia Médica (European Society for Medical Oncology -- ESMO), Membro do Conselho Consultivo (Advisory Board Member) da Escola Europeia de Oncologia (European School of Oncology -- ESO) e ex-membro do Comitê Educacional de Tumores do Gastrointestinal Alto (mandato 2016-2019) da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (American Society of Clinical Oncology -- ASCO).

Dr. Ramon de Mello é oncologista do Hospital 9 de Julho e da High Clinic Brazil, em São Paulo, SP.

Confira mais informações sobre o tema no site.

 

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