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O Conservadorismo

 O Conservadorismo perdido no Brasil

 

Especialista aponta como esta linha de pensamento mudou ao longo da história brasileira.

 

O pensamento Conservador tem raízes que se iniciam na filosofia vigente entre os séculos XVIII e XIX. No decorrer do desenvolvimento histórico, essa forma de gestão foi sendo modificada conforme as sociedades encontraram novas formas de se organizarem. Este tornou-se o grande desafio do conservadorismo: adaptar as suas filosofias às especificidades culturais e institucionais de cada país.

 

No Brasil, a doutrina conservadora tem o seu ápice durante o Império, precisamente no governo de Dom Pedro II. As instituições funcionavam a partir de uma dialética positiva em que liberais e conservadores buscavam equilibrar no parlamento as tensões da sociedade.
 

“O processo de formação da identidade brasileira se deu no período imperial”, afirmou Márcio Coimbra, presidente da Fundação da Liberdade Econômica (FLE). Sobre o pensamento que orientou os agentes políticos nesta época, ele questionou “qual foi o legado para o Brasil das disputas entre eles?”.

 

Para responder a esta pergunta, foi convidado o especialista da FLE, Alex Catharino, que é historiador, editor e professor de Filosofia Política. A conversa aconteceu durante o #31 episódio do podcast Liberdade em Foco, que está disponível no Spotify e no site da instituição.

 

“O conservadorismo brasileiro é um conservadorismo moderno”, afirmou Catharino. “Assim como as vertentes norte americana e inglesa”, continua ele. “Estudiosos apontam que em nosso país existem três mentalidades formadoras deste pensamento: o tradicionalismo, o progressismo e o pensamento liberal conservador”, disse.

 

Para este terceiro grupo, que se posiciona entre a manutenção da ordem e das liberdades individuais, a organização da sociedade não deve se limitar aos pensamentos reacionários e muito menos aos revolucionários. É justamente neste poder intermediário que, está mais focado na cultura e nas instituições, que se encontra a estabilidade a partir da tensão entre as filosofias.
 

“O conservadorismo não é moralismo”, explica o filósofo político. “Trata-se de uma defesa prática de princípios e da preservação de instituições que são necessárias para o bem-estar da sociedade. Não é ficar apegado a um passado utópico e muito menos a um futuro idealizado.”, demonstrou.

 

Para Catharino, a preocupação do pensamento conservador nos dias atuais se estabelece no campo político com a consolidação da representação dos cidadãos brasileiros por meio dos parlamentares.

 

“É muito importante um corpo forte de deputados e senadores. Não há conservadorismo sem fortalecer o Poder Legislativo”, explica ele. “É um erro anti-conservador tentar empurrar este pensamento de cima para baixo, do Executivo para o Legislativo”, conclui.

 

Sobre a FLE
 

A Fundação da Liberdade Econômica (FLE) é um centro de pensamento, produção de conhecimento e formação de lideranças políticas. É baseada nos pilares da defesa do liberalismo econômico e do conservadorismo como forma de gestão. Criada em 2018, a entidade defende fomentar o crescimento econômico, dando oportunidades a todos. Nesse sentido, investe em programas para a formação acadêmica, como centro de pensamento e desenvolvimento de ideias. Ao mesmo tempo, atua como instituição de treinamento para capacitar brasileiros ao debate e à disputa política.

 

Mais informações:
 

Assessoria de Imprensa