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Os impactos da aproximação geopolítica entre Rússia e China foram discutidos em nova edição do Liberdade em Foco

 



 

Episódio recebeu o embaixador Márcio Florêncio Nunes Cambraia, professor de Ciência Política e Relações Internacionais na Universidade de Brasília (UnB)


 

A China tem tido crescimento industrial, tecnológico e comercial exponencial nos últimos 30 anos, o que leva sua economia a equiparar-se à dos Estados Unidos da América. Se houvesse uma cooperação entre as duas economias, elas se consolidariam como parceiras. Por outro lado, em um cenário de rivalidade, existe a possibilidade de uma coalizão entre a China e a Rússia.


 

O impacto deste eventual contexto foi tema de episódio do Liberdade em Foco, podcast da Fundação da Liberdade Econômica (FLE), disponível gratuitamente no portal da FLE e também pelo Spotify. A conversa ocorreu entre o presidente da instituição, o cientista político Márcio Coimbra, e o embaixador Márcio Florêncio Nunes Cambraia.


 

Cambraia é diplomata de carreira e foi primeiro da turma no concurso do Instituto Rio Branco, servindo u em Montevidéu, Londres, Madri, Roma e Praga, na República Tcheca. É professor de Ciência Política e Relações Internacionais na Universidade de Brasília (UnB) e lecionou, também, no Instituto Rio Branco do Ministério das Relações Exteriores.


 

Frente a frente com Coimbra, conversou sobre a possibilidade de o conflito atual gerar uma macroestrutura internacional de bipolaridade, mitigada pela existência de outras potências como o Reino Unido, a França e a Rússia, capazes de projetar globalmente seu poder.


 

Os especialistas também refletiram sobre o limites da parceria entre os dois países e discutiram os interesses da China em uma estabilidade internacional que lhe permita consolidar sua expansão comercial, tecnológica e militar no mercado europeu. Antes da invasão à Ucrânia, o Presidente Putin visitou a China. Em reunião com seu homólogo chinês, foi emitido um comunicado conjunto declarando "uma parceria estratégica sem limites" e vários acordos foram assinados.


 

A China não deseja que se disturba o fluxo mundial de alimentos, mercadorias, minerais e energia. Esses interesses podem explicar a cautelosa posição chinesa de não se envolver demais no conflito russo ucraniano. Por outro lado, no âmbito da invasão da Ucrânia pela Rússia, os norte-americanos já intensificaram seus laços com a Europa, que estavam esgarçados. Essa iniciativa tende a ser duradoura, mas pode ser apenas caracterizada pela necessidade diante do conflito.


 

Sobre a FLE

A Fundação da Liberdade Econômica (FLE) é um centro de pensamento, produção de conhecimento e formação de lideranças políticas. É baseada nos pilares da defesa do liberalismo econômico e do conservadorismo como forma de gestão. Criada em 2018, a entidade defende fomentar o crescimento econômico, dando oportunidades a todos. Nesse sentido, investe em programas para a formação acadêmica, como centro de pensamento e desenvolvimento de ideias. Ao mesmo tempo, atua como instituição de treinamento para capacitar brasileiros ao debate e à disputa política.

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Assessoria de Imprensa