POLÍTICA NACIONAL DE EDUCAÇÃO DIGITAL

 


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DEBATEDORES APONTAM IMPORTÂNCIA DA IMPLANTAÇÃO DA POLÍTICA NACIONAL DE EDUCAÇÃO DIGITAL ASSUNTO FOI DEBATIDO EM AUDIÊNCIA PÚBLICA NA COMISSÃO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA. RE PÓRTER PEDRO PINCER A proposta que cria a política Nacional de Educação Digital, aprovada na Câmara em agosto, foi discutida na Comissão de Ciência e Tecnologia. O projeto, de autoria da deputada Ângela Amin, do Progressistas de Santa Catarina,  busca instituir uma política de educação digital estruturada de acordo com os seguintes eixos e objetivos: a inclusão digital , que prevê estratégias formais e não-formais que alcancem a todas as camadas da população; a educação digital propriamente dita, voltada ao desenvolvimento de competências e habilidades digitais, com uso de tecnologias no ambiente escolar; e a qualificação digital, compreendida como a oferta de oportunidades que possibilitem a amplos segmentos da população o desenvolvimento das competências e habilidades em nível mais avançado. O projeto contempla ainda a especialização digital, para a formação de profissionais com desenvolvimento ainda mais sofisticado destas competências e habilidades, além da pesquisa digital, como forma de promover o avanço significativo na utilização dessas tecnologias em atividades dos grupos de pesquisa nacionais e inserção ainda maior no cenário internacional. O relator no Senado, Jean Paul Prates, do PT do Rio Grande do Norte, aponta a complexidade da proposta. O projeto se situa entre os domínios das políticas voltadas para a educação, para as telecomunicações, parava ciência e tecnologia. Uma política de educação digital vai bem além deste imperativo de garantir a inclusão. Há por um lado o impacto dos meios digitais no próprio processo educacional e de ensino. E há por outro a necessidade de educarmos para o bom uso dessas tecnologias cujo impacto em nossa vida social é inegável e tende a se tornar cada vez mais intenso no futuro. Para a presidente do Instituto Palavra Aberta, Patricia Blanco, a educação digital é uma ferramenta de inclusão fundamental para a sociedade. A gente vê que a carência de habilidades digitais faz com que o cidadão se torne ainda mais vulnerável a questões de desinformação, de discurso de ódio, de teorias da conspiração, golpes, tantos golpes digitais que acontecem por aí e impedem então a mobilidade e o desenvolvimento social. A falta de domínio, o domínio inadequado dessas ferramentas e dos códigos de comunicação impede que o cidadão tenha voz e representatividade nessa sociedade. Já a coordenadora-geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Andressa Pellanda, mostrou preocupação com a questão da infraestrutura, que foi flagrante durante a pandemia. Com a falta de acesso à tecnologia, à internet, com a falta de condições de trabalho para os profissionais de educação, a falta de formação dos próprios pais e profissionais para uso dessas tecnologias, a própria falta de condições dentro das casas, além da tecnologia, condições salubres. Também participaram do debate representantes da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, da Academia Brasileira de Ciências, da PUC de São Paulo e da Unicamp, entre outros. Da Rádio Senado, Pedro Pincer

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