Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa

 



A partir do dia 1º de janeiro de 2016, o Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, que vigora desde 2009, será obrigatório em todo o país. E o Portal da Educação ajuda estudantes e professores da rede estadual paulista a entender quais serão as novas mudanças que ocorrerão na ortografia da Língua Portuguesa com as novas regras.

Confira as mudanças na Língua Portuguesa:

Acento agudo: com o Novo Acordo, o tradicional acento agudo deixa de existir nos ditongos abertos “ei” e “oi” das palavras paroxítonas, ou seja, aquelas que têm a penúltima sílaba pronunciada com mais intensidade. Por exemplo:

Como era: Heróico
Com fica com o Novo Acordo Ortográfico: Heroico

Como era: Assembléia
Com fica com o Novo Acordo Ortográfico: Assembleia

Entretanto, conserva-se o acento agudo nas palavras oxítonas e nas monossílabas tônicas terminadas em “éi”, “éu” e “ói”. Por exemplo: anéis, fiéis, papéis, pastéis, céu, chapéu, troféu, véu, destrói, herói, faróis e sóis.

O acento também desaparece nas paroxítonas com “i” e “u” tônicos que formam hiato (sequência de duas vogais que pertencem a sílabas diferentes) com a vogal anterior, que, por sua vez, faz parte de um ditongo.

Como era: feiúra
Com fica com o Novo Acordo Ortográfico: feiura

Vale lembrar que as vogais “i” e “u” continuam a ser acentuadas se formarem hiato, mas estiverem sozinhas na sílaba ou seguidas de “s” (baú e baús) ou, em oxítonas, se forem precedidas de ditongo e estiverem no fim da palavra (tuiuiú).

Trema: o uso do trema nas palavras da Língua Portuguesa deixará de existir, mas a pronúncia das palavras continua a mesma. Com isso, as palavras que levam o trema ficam assim: aguentar, ambiguidade, bilíngue, cinquenta, consequência, delinquente, equino, frequência, linguiça, linguística, pinguim, sequestro, tranquilo, etc.

A única exceção do uso do trema será para os nomes próprios estrangeiros e seus derivados, como Hübner, Müller, etc.

Acento diferencial: o uso deste acento desaparece em palavras homônimas. Por exemplo:

Como era: pára (forma verbal)
Com fica com o Novo Acordo Ortográfico: para

Como era: pêlo (substantivo)
Com fica com o Novo Acordo Ortográfico: pelo

Entretanto, duas palavras continuarão recebendo o acento diferencial. São elas: Pôr, (verbo), que mantém o acento circunflexo para que não haja confusão com a preposição por e Pôde (verbo conjugado no passado) que também mantém o acento para que não tenha confusão com pode (o mesmo verbo no presente).

Acento circunflexo: com o Novo Acordo Ortográfico, o acento circunflexo desaparece da primeira vogal (e) na 3ª pessoa do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo de alguns verbos. Exemplo:

Como era: lêem
Com fica com o Novo Acordo Ortográfico: leem

Como era: crêem
Com fica com o Novo Acordo Ortográfico: creem

Como era: vêem
Com fica com o Novo Acordo Ortográfico: veem

Como era: dêem
Com fica com o Novo Acordo Ortográfico: deem

Este assento também desaparece da primeira vogal (o) nas palavras terminadas em hiato. Exemplo:

Como era: vôo
Com fica com o Novo Acordo Ortográfico: voo

Como era: enjôo
Com fica com o Novo Acordo Ortográfico: enjoo

Como era: perdôo
Com fica com o Novo Acordo Ortográfico: perdoo

Como era: abençôo
Com fica com o Novo Acordo Ortográfico: abençoo

Hífen: O uso do hífen não será mais usado nos compostos cujo primeiro elemento (prefixo) termina por vogal e o segundo elemento começa com vogal diferente.

Como era: aero-espacial
Com fica com o Novo Acordo Ortográfico: aeroespacial

Como era: auto-aprendizagem
Com fica com o Novo Acordo Ortográfico: autoaprendizagem

Como era: auto-escola
Com fica com o Novo Acordo Ortográfico: autoescola

Nos compostos com prefixo em que o segundo elemento começa com “s” ou “r”, as consoantes se duplicam:

Como era: anti-rugas
Com fica com o Novo Acordo Ortográfico: antirrugas

Como era: auto-retrato
Com fica com o Novo Acordo Ortográfico: autorretrato

Como era: extra-seco
Com fica com o Novo Acordo Ortográfico: extrasseco

O uso do hífen permanece nos compostos com prefixo em que o segundo elemento começa com “h” e quando o prefixo termina com “r” e o segundo elemento começa com “r”. Exemplo: anti-herói, super-homem, inter-relação, pré-história, etc.

Ainda de acordo com a regra anterior, usa-se hífen quando o primeiro elemento (prefixo) terminar em vogal e o segundo elemento começar com a mesma vogal.

Como era: antiinfeccioso
Com fica com o Novo Acordo Ortográfico: anti-infeccioso

Como era: antiinflacionário
Com fica com o Novo Acordo Ortográfico: anti-inflacionário

Como era: arquiinimigo
Com fica com o Novo Acordo Ortográfico: arqui-inimigo

Em certos compostos em que já se perdeu a noção de composição, grafam-se automaticamente, como por exemplo:

Como era: manda-chuva
Com fica com o Novo Acordo Ortográfico: mandachuva

Como era: para-quedas
Com fica com o Novo Acordo Ortográfico: paraquedas

Além disso, o uso do hífen permanece nas palavras compostas que fazem referência a espécies botânicas e zoológicas, como: erva-doce e beija-flor.

Por que o Novo Acordo Ortográfico aconteceu?

O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa foi planejado com o objetivo de unificar as regras do idioma no Brasil, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, em Portugal, em Angola, Guiné-Bissau, em Moçambique e no Timor Leste. O acordo foi elaborado em 1990 e assinado pelos sete países Lusófonos (conjunto de algumas identidades culturais existentes em países, regiões, estados ou cidades falantes da Língua Portuguesa), com o intuito de alcançar uma grafia comum nos países que utilizam a Língua Portuguesa para melhorar o intercâmbio e a compreensão entre os povos.

Para não restar dúvidas sobre as novas regras de ortografia, é essencial que alunos e professores procurem materiais de consulta atualizados, como dicionários, por exemplo, bem como utilizar versões recentes de corretores de texto na internet.

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